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terça-feira, 6 de novembro de 2018

LAUDO DA SEMA APONTA QUE A POLUIÇÃO ESTÁ DIMINUINDO NAS PRAIAS DE SÃO LUÍS



Fim de ano chegando e ainda não decidiu onde curtir a virada? Que tal as praias da Ilha de São Luís. De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), 11 de 21 pontos estão próprios para banho. E o índice de poluição diminuiu gradativamente.

 “Nosso trabalho não para. Mais de 50% das praias estão próprias para banho. O número de coliformes fecais baixou para em torno de 300 desde que assumimos, em 2015. Antes ultrapassavam 2 mil. Estamos falando de melhoria da qualidade de vida dos maranhenses”, explicou o secretário Marcelo Coelho.

Ele, ainda, complementou: “Esse trabalho de despoluição não é fácil. Mas essa foi à missão nessa gestão, além do Programa Mais Saneamento, intensificamos nas fiscalizações ambientais nos empreendimentos ao redor de rios e praias, responsabilizando os infratores”.

As fiscalizações acontecem semanalmente, com o intuito de evitar o lançamento de esgotos irregulares na orla. Soma-se a isso as ações de educação ambiental, como, por exemplo, o Projeto Atitude Consciente. O intuito é conscientizar a população quanto à importância da manutenção das praias limpas.

Os avanços são notórios, levando o Maranhão a ser destaque nacional na melhoria da qualidade das águas entre 2016 e 2017. “Após décadas convivendo frequentemente com a situação lamentável das praias, a população voltou a frequentar as praias sem medo. Continuamos firme e forte para que nossas praias continuem aptas ao banho. E nesse feriadão vai dar praia”, destacou o gestor.

Transparência

A divulgação do resultado da balneabilidade das praias acontece semanalmente. Basta acessar o site da Sema (www.sema.ma.gov.br). O Governo do Estado trabalha com muita transparência para informar a população de São Luís sobre a realidade das praias. “Possuímos uma equipe própria, profissionais capacitados, que são responsáveis pela coleta e análise da água. É um trabalho feito com  responsabilidade e segurança para a melhoria de nossas praias”, finalizou Coelho. (Fonte: Assessora de Comunicação da SEMA)


sexta-feira, 22 de junho de 2018

Casa Familiar Rural de Itapecuru Mirim recebeu está está semana um casal de Franceses para troca de experiências






A Casa Familiar Rural de Itapecuru recebeu está está semana um casal de Franceses para troca de experiências.  Este casal trabalha com empreendedorismo Social.





Contatos da escola

Localização
Endereço: POV SERRA
Bairro: ZONA RURAL
CEP: 65485000
Telefone: (98) 34631649 / (98) 9164-9454
Email: ESCOLACAIC.ITAPECURU@GMAIL.COM
Municipio: Itapecuru Mirim
UF: Maranhão
Região: Nordeste
Mesorregião: Norte Maranhense
Microrregião: Itapecuru Mirim
Localizacao: Rural

Níveis de ensino oferecidos : Ensino Médio
Número de alunos por nível de ensino: Médio: 44

InfraestruturaEscola Casa Familiar Rural de Itapecuru Mirim

  • Água filtrada
  • Água de poço artesiano
  • Energia da rede pública
  • Esgoto a céu aberto
  • Queima de lixo

DependênciasEscola Casa Familiar Rural de Itapecuru Mirim

  • Sala da diretoria
  • Cozinha
  • Biblioteca
  • Banheiro interno
  • Banheiro com chuveiro
  • Jardim interno
  • Dormitório para alunos
  • Dormitório para professores
  • Área verde
  • Lavanderia



EquipamentosEscola Casa Familiar Rural de Itapecuru Mirim

  • Televisão
  • Antena parabólica
  • Copiadora
  • Impressora
  • Computadores
  • Refeição para estudantes







sexta-feira, 15 de junho de 2018

EXPEDIÇÕES DA CODEVASF PERCORREM AS BACIAS DO MEARIM E DO ITAPECURU NO MA


Levantamento observou a existência de aproximadamente quatro mil nascentes nas duas bacias

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) realizou uma série de expedições a regiões estratégicas das bacias hidrográficas dos rios Mearim e Itapecuru, no Maranhão. O objetivo foi coletar dados primários das principais nascentes e fontes de recargas hídricas dos rios mais importantes para a elaboração dos Planos Nascentes Mearim e Itapecuru. No total, foram percorridos mais de 20 mil quilômetros em 45 dias de pesquisas de campo, distribuídos em cinco expedições ao longo dos últimos meses. A equipe foi composta por técnicos da sede da empresa, em Brasília, e da 8ª Superintendência Regional, sediada em São Luís.

Os materiais colhidos de nascentes e áreas de recargas hídricas, unidades de conservação, reservas indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais, além de dados socioeconômicos, foram registrados por meio de georreferenciamento, fotografias, entrevistas, relatórios, entre outros documentos técnicos.


O presidente da Codevasf, Avelino Neiva, destaca que os dados integrarão os Planos de preservação e recuperação de nascentes das bacias dos rios Mearim e Itapecuru. "A Codevasf está consolidando o Plano Nascente Mearim e o Plano Nascente Itapecuru. Os documentos reúnem a experiência do corpo técnico da empresa e vão propor intervenções em nascentes e áreas estratégicas essenciais para a manutenção das bacias, entre outras ações de uso sustentável na região. São dados significativos, alguns inéditos, que serão lançados neste ano pela Companhia", revela.

Nas expedições, a primeira atividade foi localizar onde estavam as nascentes principais dos rios Mearim e Itapecuru, e dos afluentes mais importantes – como os rios Grajaú, Grajauzinho, Flores, Corda, Pindaré, do primeiro; e Alpercatas, Peritoró, Pucumã, Codozinho, Itapecuruzinho, do segundo. O levantamento feito pela Unidade de Suporte Geotecnológico da Codevasf somou a existência de cerca de 2,5 mil nascentes na bacia do rio Mearim e 1,5 mil nascentes na bacia do rio Itapecuru.

"Diferente das bacias dos rios São Francisco e Parnaíba (onde a Codevasf atua há mais tempo), as bacias do Mearim e do Itapecuru têm, em comparação, poucos dados publicados: científicos, socioeconômicos e, principalmente, dados hidrológicos. Em geral, os conhecimentos existentes eram pontuais, não abordando as bacias como um todo. Fomos 'garimpar', com muito esforço, percorrendo grandes distâncias no estado. Foi uma colcha de retalhos que fomos somando para obter o máximo de dados possíveis", afirma o engenheiro de pesca da Codevasf e coordenador das expedições, Eduardo Motta.

Ao encontrar e registrar a localização das nascentes principais, os técnicos observaram o nível de conservação ou de degradação delas. "Para nossa surpresa, encontramos muitas áreas extremamente degradadas. Às vezes, por não saberem que era uma área de preservação permanente ou por não conhecerem a importância das nascentes, algumas pessoas ocuparam, desmataram e queimaram as áreas para transformá-las em pastagem. Imaginávamos encontrar a natureza plena, preservada, mas encontramos grande parte destruída, em avançado estado de degradação", aponta o engenheiro de pesca.

A equipe da Codevasf verificou ainda que os rios maranhenses recebem uma grande quantidade de esgoto sem tratamento, o que tem aumentado a carga de poluição nos recursos hídricos. Segundo os técnicos, foi possível constatar que o volume de água dos rios também está diminuindo e que isso já é visível tanto pelo assoreamento como pelos relatos ribeirinhos – sejam pescadores, canoeiros, usuários de forma geral.


Satisfação em reservas indígenas

Satisfação em reservas indígenas
Com autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai), a equipe da Codevasf visitou reservas indígenas na bacia do Mearim: extensas áreas com fontes hídricas importantes. A satisfação dos técnicos foi encontrar os territórios bem conservados e preservados. "Tivemos boas surpresas porque os índios têm práticas agroflorestais de preservação. Eles plantam buritis em torno de nascentes para proteção, contenção de processos erosivos. Os buritis são palmeiras típicas de nascentes, típicas de veredas – buriti só existe onde tem água, onde tem solo úmido, onde tem brejo. Isso é técnica aplicada, conhecimento e sabedoria indígena", conta Motta.

O líder indígena da etnia Kanela, Francisco Kanela, destacou porque plantam os pés de buritis na região. "Para preservar para o futuro, para preservar a água. Se não plantar buritis, capaz de água desaparecer", relatou à equipe da Codevasf.

Segundo o engenheiro agrônomo Emanuell Martins, chefe da Unidade de Apoio à Produção da Codevasf no Maranhão, após a explicação sobre os objetivos das expedições, as etnias indígenas – como Guajajara, Gavião, Krikati e Kanela – passaram a ter confiança na atuação da empresa. "É uma parceria, um público fundamental na aplicação dos planos. A população indígena tem a sensibilidade e a compreensão de que a natureza tem que estar conservada. Eles abraçaram a causa como sendo deles e estão vendo as ações de preservação como prioridade", diz.

Unidades de Conservação

As expedições da Codevasf percorreram ainda Unidades de Conservação existentes nas duas bacias. "O rio Itapecuru e o afluente Alpercatas nascem muito próximos no Parque do Mirador, uma unidade de conservação ambiental estadual. A bacia do Itapecuru tem essa vantagem em relação à bacia do Mearim, que não tem nenhuma unidade de conservação nas cabeceiras. Por isso, o parque é estratégico", salienta Eduardo Motta.

Além dos dois rios principais, os técnicos identificaram dentro do parque, localizado no município de Mirador, 42 contribuintes hídricos para a formação dos rios Itapecuru e Alpercatas. Os contribuintes vão somando água e, quando saem do parque, já são rios formados e caudalosos.

Na bacia do Mearim, a expedição observou que a nascente está inserida em extensa vereda. Porém, a prática da pecuária e de atividades agrícolas de forma inadequada vêm assoreando e compactando o solo, o que torna a nascente intermitente em alguns períodos do ano. "Apesar da degradação na vereda do Mearim, da nascente principal, ele segue caudaloso por conta da contribuição hídrica da Serra Negra, com cerca de 1,2 mil nascentes. No entanto, a serra não está inserida numa unidade de conservação. Com isso, ela está sendo ocupada e desmatada para criação de gado, e as nascentes estão sendo destruídas. Outra serra muito importante é a Serra do Crueira, que é divisora de águas entre a bacia do Mearim e a do Itapecuru. E também está sendo ocupada para a criação de gado. É fundamental que as duas serras sejam preservadas", alerta o engenheiro florestal Valdemir Vieira, da Gerência de Meio Ambiente da Codevasf.

Mata de cocais e recursos pesqueiros

Outro dado examinado pela Codevasf foi a grande quantidade e a importância de palmeiras – como buriti, açaí, carnaúba e babaçu –, que são usadas por comunidades tradicionais e agricultores familiares nas bacias do Mearim e do Itapecuru. A denominada mata de cocais é uma fonte de renda e desenvolvimento regional, com a possibilidade da extração de amêndoas, azeite e carvão do coco de babaçu, coleta de frutas, produção de farinha e artesanato – além do aproveitamento pela indústria, em especial, de cosmético e produtos de limpeza.

Já em relação aos recursos pesqueiros das bacias, os técnicos verificaram, por exemplo, que cerca de 80% da produção total de peixe que abastece São Luís vem dos grandes lagos na bacia do Mearim e do Itapecuru, onde o principal e maior é o Lago Açu, na Baixada Maranhense. "Mas, em parte, a captura vem ocorrendo antes dos peixes atingirem a maturação sexual, antes de ocorrer a desova – o que é um caminho para extinção de espécies. É preciso intensificar a gestão, orientação e fiscalização da pesca para que ela seja sustentável e continue sendo uma importante fonte de alimento e de renda", avalia Motta.

Planos nascentes

Além de publicar dados colhidos nas expedições, os Planos de preservação e recuperação de nascentes das bacias hidrográficas dos rios Mearim e Itapecuru vão apresentar uma série de pesquisas e análises realizadas por técnicos da Codevasf. A elaboração dos dois documentos está sob responsabilidade e coordenação da Área de Revitalização das Bacias da Companhia. Eles seguirão os moldes dosPlanos Nascentes do São Francisco e do Parnaíba, lançados pela empresa em 2016.

"Além do trabalho prático de revitalização que executamos nas bacias em que atuamos, elaboramos essas ferramentas técnicas, que são os Planos Nascentes Itapecuru e Mearim, para auxiliar a elaboração de políticas públicas relacionadas à conservação de água, solo e recursos florestais no Maranhão e criar sinergia entre as partes interessadas. Nossa intenção é que eles sejam uma referência para ações tanto dos governos federal, estadual e municipais como para sociedade civil. Existe muita pesquisa e um trabalho minucioso dos técnicos da Codevasf na elaboração desses planos", informa o diretor de Revitalização das Bacias Hidrográficas da Codevasf, Inaldo Guerra.

O objetivo dos planos é contribuir com diferentes estratégias de recuperação hidroambiental e subsidiar ações integradas e permanentes capazes de promover o uso sustentável de recursos naturais, a recuperação de áreas degradas e o aumento da qualidade e quantidade de água. Embora com relativa fartura de água nas bacias do Mearim e do Itapecuru, a exploração dos recursos naturais requer orientação. Por isso, as ações da Codevasf incluem a elaboração de estudos a fim de garantir a segurança hídrica para a promoção do desenvolvimento regional.

Assessoria de Comunicação e Promoção Institucional da Codevasf
Site: www.codevasf.gov.br 

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Complexo Ambiental da APA do Itapiracó

A Área de Proteção Ambiental foi totalmente revitalizada pelo Governo do Estado, e beneficiada com a inclusão de equipamentos para lazer, construção de espaços de entretenimento e cultura e recuperação de áreas verdes.Com as obras, a Área de Proteção Ambiental do Itapiracó (APA) ganhou três praças - Praça do Atleta, Praça da Criança e Praça da Família, - com campos de futebol, quadra poliesportiva coberta, parquinhos infantis, circuito de skate, áreas para futebol de areia e futevôlei.

Circulam a reserva outras 13 praças de menor porte que levam a trilhas ecológicas e pista de cooper. Pelos caminhos é possível chegar às três praças maiores e cruzar a Chácara Itapiracó, Comunidade Canudos e Terra Livre.A APA conta ainda com calçadão para comodidade do público, três estacionamentos com capacidade para 250 veículos e segurança 24 horas. A reserva faz parte da Unidade de Conservação (UC) Estadual de Uso Sustentável e foi criada por meio do Decreto Estadual n° 15.618 de 23 de junho de 1997. São 322 hectares e circundada por diversos bairros.

Dessa forma, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA) realiza o agendamento dos seguintes itens no Complexo: Campo de Futebol (devido ao tratamento e manutenção do gramado, além de uma melhor gestão da demanda); e quadras de areia para realização das atividades afins. Para isso basta ir em http://www.sema.ma.gov.br/apaitapiraco/login.html.

segunda-feira, 12 de março de 2018

‘VAMOS CUIDAR DO BRASIL CUIDANDO DAS ÁGUAS’


V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA)


A V Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente – V CNIJMA é promovida pelo Ministério da Educação-MEC de forma conjunta com o Ministério do Meio Ambiente-MMA, tratando-se de um processo por adesão que possui um caráter estimulador para o desenvolvimento de ações de educação ambiental de forma integrada e interdisciplinar, em conformidade com as orientações expressas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental (DCNEA). É um processo metodológico para incentivar o debate sobre as questões socioambientais às escolas e às suas comunidades em observância aos preceitos legais da Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº 9.795/99).

A Conferência tem como tema: Vamos Cuidar do Brasil Cuidando das Águas e está em consonância também com a implementação das Leis das Águas e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS  prevendo a realização de quatro etapas: Conferência na Escola, Conferência Municipal/Regional, Conferência Estadual e Conferência Nacional, sendo sua realização, no âmbito do estado do Maranhão, de responsabilidade conjunta das Secretarias de Estado da Educação-SEDUC e do Meio Ambiente e  Recursos  Naturais-SEMA por intermédio da Comissão Organizadora Estadual – COE.

A COE é composta por instituições governamentais e não governamentais que atuam na área de educação, meio ambiente e diversidade  e tem como principal atribuição planejar, organizar e desenvolver a III Conferência Estadual Infantojuvenil pelo Meio Ambiente que tem como tema ”Vamos Cuidar do Maranhão Cuidando das Águas”, mobilizando as escolas da rede pública municipal e estadual, escolas comunitárias e escolas particulares  incentivando – as a participarem da etapa escolar da V CNIJMA;

O COE também organiza e divulga as informações sobre datas e locais das oficinas de conferência, conferências regionais e estadual.

Os prazos previstos para a realização de  cada uma das etapas da V Conferência Nacional Infantojuvenil no Maranhão são os seguintes:

  1. Conferência na Escola: até 31 de março de 2018;
  2. Registro da Conferência na Escola no site:  até  03 de abril de 2018;
  3. Conferência Municipal: 11 de abril de 2018;
  4. Conferências Regionais: 12 a 30 de abril;
  5. Conferência Estadual: 07a 09 de maio de 2018;
  6. Registro da Conferência Estado no site: até 11 de maio de 2018
  7. Conferência Nacional: 15 a 19 de junho de 2018.

Maiores informações podem ser obtidas no site da Conferência: 

conferenciainfanto.mec.gov.br ou através da Comissão Organizadora Estadual – COE
coemaiiiceijma@gmail.com (98) 99177-8760

http://conferenciainfanto.mec.gov.br/

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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Governador Flávio Dino sanciona Lei Orgânica do Corpo de Bombeiros do MA


Em solenidade realizada no auditório do Palácio Henrique de La Roque, o governador Flávio Dino sancionou Lei de Organização Básica (LOB) do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA). Aguardada desde 1996, a LOB foi sancionada na tarde desta sexta-feira (17).

Em seu pronunciamento, o governador Flavio Dino reafirmou, mais uma vez seu comprometimento com as instituições estaduais de segurança e com a política de promoção de paz. Ele destacou algumas das realizações feitas no primeiro trimestre da atual administração. “A assinatura da Lei Orgânica Básica que rege os Bombeiros é um ato de justiça com todos que compõem esta honrosa instituição militar e representa a base para outras conquistas que virão”, disse.

A partir de agora, todas as atribuições e atividades desenvolvidas pela Corporação estarão regulamentadas, conforme prevê o documento. O ato de assinatura foi acompanhado por centenas de oficiais e praças da capital e do interior, e representa o reconhecimento por parte do governo dos serviços prestados pelos bombeiros em todo o Maranhão, como parte do pacote de ações para melhoria da segurança pública estadual.

O governador Flávio Dino também assinalou a grande contribuição que os bombeiros têm dado, atuando não só na prevenção e no combate a incêndios, como também na defesa civil e social do povo maranhense. “É o momento de recrutarmos investimentos para expandirmos a atuação dos bombeiros, principalmente no interior. Para isso, estamos convocando os excedentes do concurso, programando um novo concurso, instalando quartéis e alocando recursos para modernizar as estruturas e condições de trabalho”.

O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, destacou o ganho que a tropa terá, a partir de agora, com a aprovação da LOB. “A sanção deste pleito significa o fortalecimento do Sistema de Segurança. A legalização da LOB vem corrigir um problema histórico deixado por outros governos, valorizando homens e mulheres que passarão a atuar com mais empenho nas suas funções. Esse é apenas o início de tantos outros benefícios que o governo fará para as instituições de segurança”.

O comandante-geral, coronel Célio Roberto também comemorou a aprovação da LOB. “Estamos profundamente agradecidos ao governador Flávio Dino que têm nos atendido a todo tempo. É momento de celebrar a conquista de uma luta árdua, assumida por todos que formamos o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, desde o ano de 1996, e que teve total apoio do atual governo. A aprovação vai trazer benefícios e estímulos para os praças e os oficiais que integram a instituição. Temos, hoje, seis unidades operando e que não existiam legalmente”, vibrou coronel Célio Roberto.

Estiveram presentes o vice-presidente da Câmara Federal, Waldir Maranhão; o presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública, Cabo Campos; os secretários estaduais Marcelo Tavares (Casa Civil), Jefferson Portela (Segurança Pública), Márcio Jerry (Articulação Política); o comandante geral do CBMMA, coronel Célio Roberto Araújo e da Polícia Militar, coronel Marco Antônio Alves; o delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros; além de comandantes das forças armadas e representantes de órgãos.

Segurança como prioridade

O governador Flávio Dino também destacou que o setor de Segurança Pública é uma das prioridades do seu governo. “É mais um passo dado na implantação do programa de governo escolhido pelo povo do Maranhão. Já realizamos um acervo de ações e práticas governamentaise estamos no caminho certo. Prova é que estamos com 72% de aprovação popular em pesquisa. E vamos continuar trabalhando com transparência, compromissados com todas as classes de servidores. São eles os responsáveis por este índice tão positivo de aceitação da nossa administração”, disse o governador anunciando que deverá encaminhar, ainda este mês, para a Assembleia Legislativa, uma série de pautas que tratam de demandas dos militares, entre elas, sobre reajuste salarial, promoções, lei de efetivo, escalonamento vertical.

Sobre a LOB

A implantação da LOB vai reformular o quadro da organização, tendo em vista que algumas unidades do Corpo de Bombeiros, embora em pleno funcionamento, não eram contempladas na legislação em vigor; também possibilitará a implantação do Batalhão de Proteção, Educação Ambiental e Combate a Incêndio Florestal, assim como as unidades operacionais do CBMMA nas regionais; além de reestruturar, juridicamente, as normas do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão.

A lei permite também que o Corpo de Bombeiros faça pesquisas científicas e ações educativas de prevenção de incêndios, socorros de urgência, pânico coletivo e proteção ao meio ambiente; e ações de proteção e promoção do bem-estar da coletividade e dos direitos, garantias e liberdades do cidadão, estimulando o respeito à cidadania, por meio de ações de natureza preventivas.

FONTE: Ascom

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Justiça condena Estado a revisar licença ambiental da Alumar

Vista área da sede da Alumar, no Maranhão(Foto: Divulgação / CGJ)
O processo de licenciamento ambiental da Alumar começou a ser revisado pelo juiz Clesio Cunha, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, onde condenou o Estado do Maranhão a pagar mais de R$ 12 milhões, valor que teria sido gasto em finalidade diversa da devida, segundo informações divulgadas pela assessoria da Corregedoria Geral de Justiça (CGJ).

De acordo com a CGJ, a sentença é resultado da ação civil pública n.º 8198/2011, proposta pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), que tem como objeto o processo de licenciamento ambiental nº. 220/2004. No pedido original, o órgão ministerial requer prazo para realização da revisão do processo de licenciamento e o pagamento do valor de R$ 12.456.885,61.

Na decisão, consta, de acordo com a promotoria, que "o Estado do Maranhão, através de seu órgão ambiental, aplicou indevidamente o montante, recursos estes advindos da compensação ambiental imposta à Alumar por meio do processo de licenciamento ambiental, o qual tratou sobre a expansão da refinaria de bauxita".

Na ação, também está relatado que "o valor da compensação ambiental foi fixado com a utilização do menor critério de fixação existente, omitindo-se o Estado do Maranhão em promover os estudos necessários para o cálculo do valor de contrapartida".

Consta ainda o pedido para que o montante a ser ressarcido seja destinado a um a fundo específico, com a finalidade de uso na regularização fundiária de unidade de conservação de proteção integral.

O Estado do Maranhão teria contestado a ação, destacando haver ilegitimidade passiva e não se manifestando sobre o mérito. A promotoria teria rejeitado o posicionamento, ratificando na Justiça o pedido de condenação do ente público.

Com base em normas legais de proteção ao meio ambiente e de uso dos referidos recursos, o juiz condenou o Estado do Maranhão à destinação da referida quantia, a ser reservada de seu orçamento, para suprir o valor gasto em finalidade diversa.


O Estado também deverá promover, 30 dias após sentença transitada definitiva, a revisão do processo de licenciamento ambiental da Alumar, no tocante aos impactos ambientais suscetíveis de reparação por compensação ambiental, com base no artigo 36 da Lei nº 9.985/2000. A multa diária para o não cumprimento desta medida de multa diária de R$ 10.000,00. (Fonte: G1 MA)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Inaugurada a sede do Batalhão de Polícia Ambiental do Maranhão

As obras da nova sede do BPA da Polícia Militar
 foram orçadas em cerca de R$ 2.250.000

Inaugurada a nova sede do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) da Polícia Militar, no PArque Estadual do Bacanga, no Coroadinho, em São Luís. A solenidade, realizada nesta quarta-feira(26), contou com a presença da Secretária de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão, Genilde Campagnaro, representando a governadora Roseana Sarney.

As obras da nova sede do BPA da Polícia Militar foram orçadas em cerca de R$ 2.250,00, viabilizadas com recursos da Secretária de Segunça Pública (SSP) coube a aquisição da mobília e dos equipamentos.

domingo, 12 de outubro de 2014

Inscrições ao Prêmio Jovem Cientista seguem até o dia 19 de outubro

Estudantes do ensino médio e da educação superior, mestres e doutores têm até 19 de dezembro para se inscrever e participar da 28ª edição do Prêmio Jovem Cientista 2014, que este ano terá como tema: segurança alimentar e nutricional. Os participantes vão concorrer a prêmios em dinheiro e bolsas de estudos.

O prêmio é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pretende revelar talentos, impulsionar a pesquisa no país e investir em estudantes e jovens pesquisadores que procuram inovar na solução dos desafios da sociedade.

A escolha do tema tem como objetivo estimular os participantes a pensar soluções para aumentar a qualidade da dieta da população em pesquisa sobre uso de recursos dietéticos na prevenção e tratamento de doenças. Também busca inovações em política de segurança alimentar para a merenda escolar; redução do desperdício de alimentos; soluções para a desnutrição e a obesidade; produção de alimentos orgânicos; e formas de produzir alimentos sem degradar o meio ambiente, entre outras.

A premiação é dividida em quatro categorias: mestre e doutor; estudante do ensino superior; estudante do ensino médio e mérito institucional. Os jovens estudantes do ensino médio interessados em participar, poderão abordar cinco subtemas: produção sustentável de alimentos; acesso a alimentos saudáveis para todos; hábitos alimentares: da gestação à terceira idade; inovações na conservação e aproveitamento integral dos alimentos e soluções para a desnutrição e a obesidade.

Podem concorrer na categoria estudante do ensino médio, alunos regularmente matriculados em escolas públicas ou privadas, de ensino médio, profissional e tecnológico, que tenham menos de 25 anos de idade, em 19 de dezembro de 2014.

As inscrições serão realizadas até às18h (horário de Brasília) do dia 19 de dezembro. A inscrição é individual e deverá ser efetuada exclusivamente no endereço eletrônico - para as categorias mestre e doutor e estudante do ensino superior.

Estudantes de ensino médio devem se inscrever, preferencialmente, no website. Também serão aceitas as inscrições enviadas pelos Correios, para o endereço: Fundação Roberto Marinho, Rua Santa Alexandria, 336 - 1º andar, Rio Comprido- 20261-232, Rio de Janeiro - RJ.

Premiação

Cada categoria terá três trabalhos reconhecidos. Na de mestre e doutor, com direito também a bolsas de estudos, o primeiro colocado receberá R$ 35 mil; o segundo, R$ 25 mil; o terceiro, R$ 18 mil. Na de estudante da educação superior, além da oferta bolsas do programa Ciência sem Fronteiras, o primeiro colocado receberá R$ 18 mil; o segundo, R$ 15 mil; o terceiro, R$ 12 mil.

Para o ensino médio, os três primeiros colocados receberão computadores portáteis e bolsas de iniciação científica. Professores orientadores de estudos e pesquisas e escolas também serão reconhecidos com prêmios especiais.(FONTE:g1.globo.com)

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Promotoria do MA denuncia 4 cidades por desrespeito à PNRS

Os municípios de Davinópolis, Imperatriz, Governador Edison Lobão e Vila Nova dos Martírios foram denunciados à Justiça por desrespeito à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que entrou em vigor em 2010 e teve prazo de adequação finalizada em agosto deste ano. A informação foi divulgada nessa segunda-feira (22) pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA).

De acordo com a 3ª Promotoria Especializada em Meio Ambiente de Imperatriz, os municípios não providenciaram, no prazo legal de quatro anos, o tratamento e destinação adequada de resíduos sólidos. As cidades ainda utilizam lixões, em desacordo com a Lei nº12.305/10 que, dentre outros pontos, proíbe o lançamento de resíduos sólidos a céu aberto.

No ano passado, o MP-MA instaurou o inquérito para acompanhar a aplicação das políticas municipais de resíduos sólidos dos quatro municípios e constatou que as cidades sequer elaboraram o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.

Segundo o promotor Jadilson Cirqueira, apenas 10% dos municípios maranhenses estão de acordo com a nova lei. "É de conhecimento amplo que o lançamento de resíduos sólidos ou rejeitos in natura a céu aberto caracteriza evidente dano ambiental pela contaminação do solo, do ar e dos recursos hídricos subterrâneos, assim como pela proliferação de vetores de patologias e, em alguns casos, a contaminação de recursos hídricos e superfícies", explicou.

Pedidos

Nas ações civis públicas, o MP pede à Justica que obrigue os municípios a elaborem os Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos no prazo de 30 dias e ao cumprimento da Lei nº 12.305/10 em 180 dias, sob pena de multa diária no valor de R$100 mil. Os gestores também podem responder administrativamente e criminalmente pelo descumprimento da medida.(Fonte: Ministério Público do Maranhão (MP-MA).

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Projeto Agentes do Verde incentiva jovens em Pinheiro-MA

            
Projeto Agentes do Verde IBRAPP

O projeto Agentes do Verde, realizado pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão e executado pelo Instituto Brasileiro de Políticas Públicas –IBRAPP em parceria com o Instituto Maranhão Sustentável –IMA, tendo como objetivo a capacitação de jovens e adolescentes como agentes ambientais, está reconfigurando a realidade de muitos adolescentes do Povoado Paraíso no município de Pinheiro.            De acordo com o IBRAPP, esses adolescentes estão sendo capacitados como agentes ambientais por meio de aulas práticas e teóricas de educação ambiental para a sustentabilidade, recursos florestais e hídricos, ética e cidadania, além de oficinas de artesanato que produzem pequenas obras de arte com materiais reciclados.            A ideia é que com esses conhecimentos, ainda de acordo com o IBRAPP, esses jovens possam contribuir na disseminação que a reciclagem é uma das principais ferramentas para diminuir a degradação do meio ambiente naquela região de Pinheiro-MA.            O projeto encontra-se em sua segunda fase e conta com 70 alunos que no período de 9 meses irão desenvolver atividades de sensibilização em defesa do meio ambiente com o plantio de mudas de árvores, limpeza de praças, coleta seletiva e exposições.            Segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Estado, a escolha do povoado Paraíso para sediar o projeto, deu-se porque o município de Pinheiro encontra-se em uma das muitas APAS do Maranhão ( área de proteção ambiental), pois conta com grandes fontes de recursos naturais, e exatamente por isso necessita de políticas públicas voltadas para a preservação ambiental (Fonte: IBRAPP).

Gestores de Bequimão participam de Encontro para capacitação sobre o CadÚnico para populações tradicionais do MA


Educação, oportunidades de crédito para microempreendedores e programas sociais foram alguns dos temas tratados na última quinta-feira (3), durante o I Encontro Estadual Intersetorial do Programa Bolsa Família e CadÚnico sobre Populações Tradicionais, realizado na Fundação da Memória Republicana Brasileira (Convento das Mercês). A atividade reuniu cerca de 110 participantes, entre eles gestores municipais da Política de Igualdade Racial (PIR) de 53 municípios maranhenses, secretários municipais e profissionais que atuam nos Centro de Referência de Assistência Social (CRASS) do estado.

O encontro foi resultado da parceria entre a Secretaria da Igualdade Racial (SEIR) e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (SEDES). O principal objetivo foi capacitar gestores municipais da PIR com vistas à efetivação da busca ativa das populações tradicionais, que inclui famílias quilombolas, indígenas e comunidades tradicionais de matriz africana, para garantia da identificação e qualificação cadastral no Cadastro Único (CadÚnico).

O cadastramento das famílias no CadÚnico permite identificar seu grau de vulnerabilidade e a inclusão em programas sociais das diferentes esferas de governo. São consideradas questões como renda, condição de moradia, de acesso ao trabalho, à saúde e à educação.

No período da manhã foi realizado o diálogo "Grupos Tradicionais X CadÚnico", coordenado pela Superintendente e Coordenadora Estadual do Programa Bolsa Família no Maranhão, Ana Gabriela Borges. No período da tarde foram realizados diálogos sobre a educação com técnicos da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), com foco na frequência escolar que é um dos fatores condicionais para o recebimento do benefício do Bolsa Família.

Os participantes tiveram também a oportunidade de conhecer mais sobre os programas Crescer (que visa oferecer créditos a juros mais baixos a empreendedores individuais e microempresas, por meio de uma parceria entre a prefeitura e o Governo Federal) e o Pronatec (que tem o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica), com a participação de técnicos da Sedes.

Participaram pelo município de Bequimão, a Secretária de Municipal de Cultura e Promoção da Igualdade Racial(SEMCPIR), Dinha Pinheiro;a Secretária Municipal de Assistência Social, Maria Neide dos Santos Rodrigues e do Assessor,  Edmilson Pinheiro (Fonte: SEMATUR/Bequimão, com informações das ASCOM).

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Justiça mantém interdição do matadouro público de Cururupu, MA

A Justiça manteve a liminar que determinou a total e imediata interdição do matadouro público municipal de Cururupu, que estaria causando contaminação e sérios riscos à saúde pública e ao meio ambiente. A remoção de entulhos no prazo de 48 horas também foi determinada.

A decisão fixa prazo de 30 dias para protocolização do projeto de licenciamento ambiental junto à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. Caso o prazo não seja cumprido, a multa diária será elevada para R$ 5 mil.

Ação Civil Pública

O Ministério Público Estadual (MP) ajuizou ação civil pública contra o município de Cururupu, devido às más condições do matadouro público que estaria localizado em área de reserva permanente de manguezal, com inadequada estrutura e provocando degradação ambiental no entorno em decorrência do despejo de resíduos líquidos e sólidos diretamente no mangue, causando contaminação e sérios riscos à saúde.

O processo foi baseado em vistoria feita em fevereiro de 2010 pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Naturais. O município de Cururupu recorreu pedindo a suspensão de liminar do juiz Celso Serafim Junior, alegando que estaria violando a livre iniciativa da atividade econômica e afirmando não possuir verba para realizar todas as melhorias propostas pelo MP. Defendeu ainda a impossibilidade de o Poder Judiciário intervir em políticas públicas, tampouco com base em vistoria feita há três anos e que não mais refletiria a realidade dos fatos.

O relator, desembargador Jorge Rachid, manteve o entendimento do magistrado, ressaltando a legitimidade e o dever conferido ao Ministério Público para agir em defesa dos direitos da coletividade, a exemplo da ação em referência, em que se discutem questões básicas como saúde pública e políticas de controle sanitário.(Fonte: G1 MA)

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Forças nacionais iniciam operação para desocupar área dos Awá no MA

Em foto de arquivo, indígena da etnia Awá segura faixa em que está escrito 'nós existimos!' no idioma dos Awa-Guajá. Operação realizada pelo governo quer expulsar moradores ilegais da terra indígena, localizada no Maranhão (Foto: Eliza Capai/Greenpeace)





























Forças nacionais de segurança iniciaram operação nesta segunda-feira (6) para notificar moradores não índios que vivem no Território indígena Awá-Guajá, no Maranhão, e pedir sua saída voluntária da área protegida em até 40 dias, em cumprimento à decisão judicial expedida em dezembro.

O objetivo da Justiça é conter o desmatamento na região, que segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) já afetou 34% do território indígena, com perímetro de 1.700 km² (área pouco maior que o território da cidade de São Paulo), e ameaça a proteção da etnia, considerada por organizações ambientais como uma das mais ameaçadas.
A sentença do juiz federal José Carlos do Vale Madeira, do último dia 16, ordena que empresas madeireiras ou agrícolas que atuem na área finalizem suas atividades e autoriza mandados de busca e apreensão a materiais usados na extração, beneficiamento ou transporte de madeira.
Além disso, moradores que não saírem de forma voluntária estarão sujeitos a mandados de remoção, que permitem a destruição de construções, cercas, estradas ou quaisquer benfeitorias no interior da terra indígena. Segundo levantamento feito pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), há cerca de 300 construções ilegais dentro do território dos Awá.

Mapa em verde mostra área do Território indígena Awá-Guajá,
que será desocupado após decisão da Justiça Federal
(Foto: Reprodução/Funai)
Operação dura 15 dias

De acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai), a ação coordenada pelo gabinete da Presidência da República assegura a posse definitiva aos Awá-Guajá e tenta evitar o contato desta população com o homem branco, já que muitos deles ainda estão isolados.
Cerca de 200 homens do Exército, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, além de agentes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, o Incra, e do Ministério do Meio Ambiente atuam na notificação.
A autuação das famílias e empresas deve seguir por 15 dias pelo território indígena, localizado próximo à fronteira do Maranhão com o Pará e que abrange os municípios de Centro Novo do Maranhão, Governador Newton Bello, São João do Caru e Zé Doca. O território indígena representa pouco mais que 0,5% da área do estado do Maranhão.
Segundo Sarah Shenker, pesquisadora e porta-voz da organização não-governamental Survival International, que há trabalha há mais de quatro décadas com campanhas que pedem a proteção desta etnia, a operação é “o grande momento para o qual os Awá têm lutado há tempos”.
“Somente com o despejo dos invasores e a proteção permanente da terra é que os Awá podem sobreviver na sua floresta. É uma questão de vida ou morte para a tribo mais ameaçada do mundo e é o dever do governo brasileiro de salvá-los da extinção”, disse ela ao G1. Saiba mais sobre a campanha aqui.
Moradores ilegais serão assistidos pelo governo
Todos os não índios que moram ilegalmente na área, de acordo com o governo e, por isso, não têm direito à indenização. Contudo, de acordo com a Funai, órgãos federais vão reassentar pequenos agricultores que ocupavam a terra e se encaixam nos critérios do Plano Nacional de Reforma Agrária.
De acordo com a Funai, em junho o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e o Exército realizaram operação para fiscalizar unidades de conservação que ficam em torno da área indígena dos Awá-Guajá e constatou focos de desmatamento.
Na época, foram fechadas 27 serrarias e aplicadas multas equivalentes a R$ 2,5 milhões. (Fonte: G1).

segunda-feira, 25 de março de 2013

Relatório sobre a Pesca Predatória em Carolina – MA





























O presente relatório procura sintetizar as demandas apresentadas pela comunidade carolinense em reuniões realizadas na Prefeitura de Carolina – MA e na Assembléia Legislativa de Carolina – MA,  nos dias 06 e 08 do corrente mês, em cujos atos públicos foram tratados da Pesca Predatória que vem se instalando neste Município, com a chegada de pescadores profissionais alienígenas originários de Tucuruí – PA.

Dos aludidos encontros pode-se destacar a participação de vários vereadores integrantes da Câmara Municipal, bem assim, do Secretario de Turismo e do Meio Ambiente do Município e representante da AABE- Associação de Atingidos pela Barragem de Estreito e C.T.C. – Carolina Transparência e Cidadania que contou também com a presença do membro do CONERH e de vários pescadores, inclusive, a  dos Presidentes das Colônias de Pescadores de Carolina – MA e Filadélfia – TO, onde todos tiveram oportunidade de debaterem e apresentarem os seus pontos de vista sobre os mais diversos aspectos da pesca em geral que vem se realizando no Rio Tocantins depois da formação do reservatório da UHE-ESTREITO.

Procurou-se fazer um diagnóstico dos principais problemas apontados na região e estamos juntando a este relatório fotos e filmagens sobre o assunto da pesca predatório e a infiltração de outros pescadores profissionais na realização da pesca predatória em nosso Município, de modo que seja possível fazer uma análise dos pleitos e concretização de ações públicas que possam atender as demandas.

Queremos destacar as valiosas contribuições recebidas por parte de todos que participaram das referidas reuniões com as suas idéias e diagnósticos sobre o tema ora proposto,  bem como, pelos jornalistas presentes que com o seu trabalho sempre relevante procuraram registrar todos os debates realizados naqueles atos públicos.

Relatamos a seguir, a síntese dos principais problemas citados nas duas audiências com os respectivos encaminhamentos a ser endereçado ao Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão.

 RELATÓRIO DA PESCA PREDATÓRIA EM CAROLINA-MA

1.      DENUNCIA APRESENTADA PELA AABE
 Em princípio, a denuncia apresentada foi endereçada ao Prefeito Municipal de Carolina – MA, através de requerimento subscrito por entidades civis defensoras do meio ambiente (cópia anexa), onde foi relatado que após a formação do reservatório da UHE-ESTREITO, barcos e pescadores profissionais de origem do Estado do Pará, mais precisamente do Município de Tucurui-PA, tem realizado um tipo de pesca predatória em nossa região, conseguindo com isso capturar 3 toneladas dos mais diversos tipos de peixes segundo informações de terceiros.

Inclusive, foi suscitado no documento mencionado que a autoridade para quem foi dirigida a denuncia tomasse providências de imediato, a fim de impedir a captura dos peixes de forma livre que se constitui na prática reincidente de crime ambiental, por possivelmente está havendo a extinção de algumas espécies de peixes de forma irreversível até que venham a ser disciplinado pelos Órgãos competentes do Estado ou da União se for o caso.

 Encaminhamento: rever todas as Leis estaduais que tratam da matéria procurar definir o conceito de pescador profissional e artesanal e definir claramente os limites, para estes tipos de pescas  nos rios e reservatório das hidrelétricas no Estado.

2.      Aposentadoria da mulher Pescadora
Na audiência realizada na Assembléia Municipal houve ima reivindicação por parte da Presidente da Colônia de Pescadores de Carolina-MA,  porque estava transcorrendo naquela data homenagens ao dia das mulheres quando houve a reclamação generalizada de que as mulheres pescadoras não conseguem se aposentar. Muitas dúvidas houve se as mulheres podem ou não se aposentar, frente ao fato de que durante determinado período do ano praticam algum tipo de atividade agrícola, especialmente durante o defeso.

Encaminhamento: solicitar ao INSS informações sobre quais são as condições para que a mulher pescadora possa se aposentar; quais os procedimentos que devem ser adotados e qual a documentação que é exigida no momento de encaminha a aposentadoria.

3.      Emendas Orçamento Estadual e Federal.
 Os pescadores presentes e suas organizações ponderaram na reunião da Assembléia Legislativa Municipal, solicitação para a inclusão de emendas ao Orçamento Público Estadual que contemple projetos de desenvolvimento em favor dos pescadores locais.

Encaminhamento: Solicitação ao Presidente da Comissão do Meio Ambiente  para que sensibilize o Governo Estadual ou mesmo Federal para atendimento de tal pleito.

4.      Fiscalização da Pesca em Geral
Nas audiências foi exigida por partes das entidades civis a fiscalização do IBAMA e Órgão do Estado, sobre os barcos que fazem os arrastões fora dos limites permitidos, que se fiscalizem os pontos de desembarque e venda do pescado em geral.

Os pescadores sugeriram que houvesse maior integração entre os Órgãos de fiscalização das atividades pesqueira. Ponderaram, ainda, a necessidade de mais equipamentos e instrumentos possibilitando uma maior agilidade e eficiência dos Órgãos de fiscalização.

As entidades em defesa do meio ambiente pediram que fosse contacto com o IBAMA ou mesmo Órgão Estadual para que seja criada uma zona de preservação na qual se constate qual a área de reprodução dos peixes.

Encaminhamento: Houve a solicitação de um expediente aos Órgãos de fiscalização para que façam uma fiscalização mais justa e eficiente estabelecendo uma Portaria, com urgência, indicando o tamanho dos peixes a serem pescados para captura por espécies.

5.      Poluição do Reservatório da UHE-ESTREITO
Outro problema levantado pelas ONGS e  que deve ser suscitado perante os Órgãos de fiscalização, com urgência, é a possibilidade de       estar havendo contaminação por agrotóxicos nas lavouras e que acaba por chegar no lago, bem assim, se faz necessário, urgentemente, a implantação  do saneamento básico que deve  ser realizado pelo CESTE nas cidades que banham o Rio Tocantins e foram impactadas pela criação do reservatório da UHE-ESTREITO.

Encaminhamento: Apontou-se a necessidade de exigir do CESTE estudos de impacto ambiental e por parte dos Órgãos ambientais maiores fiscalização dos locais de sucção de água dos rios para o consumo humano. Ponderou-se a necessidade exigir que em toda a puxada de água motorizada seja exigida a colocação de telas de proteção junto às bombas impedindo que peixes sejam mortos pelas peças propulsão d’água, conforme legislação própria sobre o assunto.

6.      Mata Ciliar.
 Foram também questionados sobre a necessidade de preservação da mata ciliar e que sejam realizados programa educativos para os pescadores, sobre as questões ambientais, legislação, direitos e deveres, direitos sociais e organização da cadeira produtiva da pesca, também, foram apontados como necessidades urgentes a serem atendidas no interesse de nossa comunidade.

7.      Período de Defeso
Foi ponderada a necessidade de ser respeitado o período de defeso e que a pesca se realize dentro da lei e se continue avançando na formação da consciência ambiental dos pescadores para a preservação do meio ambiente.

8.      Reprodução dos peixes.
 Nas reuniões ficou registrada uma preocupação da necessidade de ser feita um estudo e recomendar ao Ministério da Pesca e Aqüicultura e mesmo as Universidades mais investimentos em pesquisa voltada para a aqüicultura e pesca, haja vista o envolvimento de várias famílias que sobrevivem da pesca e assim por ser uma atividade de grande alcance social, pelo que se impõe o estabelecimento de diretrizes para preservação e incentivar a criação de peixes com apoio as formas de comercialização e industrialização, bem como, à avaliação dos métodos e técnica de captura nos reservatórios das hidrelétricas.

9.      Águas de barragens
 As ONGS levantaram uma questão dos limites das águas das barragens  e reservatórios construídos, especialmente, para gerar energia elétrica, porquanto se tomou conhecimento de que as empresas exploradoras da geração de energia, reivindicam uso exclusivo e privado das águas e impedem as vezes a presença de pessoas não credenciadas pela empresa para efetuar a pesca. No caso, as entidades entendem que o direito de uso das águas para gerar energia se limita às dependências da usina propriamente dita e não todo o estuário que deve permanecer para uso múltiplo. Existe uma preocupação de que o rio, mesmo que seja interrompido por uma barragem, continua de propriedade da União, através da Administração da Marinha do Brasil e pode continuar o seu estuário para navegação, pesca, práticas de turismo sem se pagar nada por isso.

CONCLUSÃO

Como se vê, tem-se como inestimável, o resultado positivo da mobilização produzida pelas pessoas, entidades ligadas à sociedade civil carolinense, pescadores, parlamentares municipais e membros do Poder Executivo local, em defesa do meio ambiente e do lago da UHE-ESTREITO, em seus vários seguimentos e podemos destacar entre as várias ações pontuais, as seguintes : uma melhor compreensão das atividades da pesca em toda sua amplitude, com todo o seu disciplinamento necessário, limites e possibilidades, por parte dos trabalhadores da pesca e do Poder Público e da sociedade civil nele envolvido; a necessidade de serem feitos os estudos e encaminhamentos dos investimentos as autoridades competentes na parte do turismo, infra-estrutura; outro ponto polêmico, em relação as dragagens que vem se realizando para extração clandestina de areias e outros minérios nos afluentes do Rio Tocantins; existe necessidade de que se implante a compreensão e importância das atividades pesqueiras e seus benefícios sociais no processo de geração de emprego e renda, bem assim, em relação ao turismo na prática do esporte náutico no lago formado pela represa; formalização correta das organizações dos pescadores; a ampliação do período de defeso da pesca no lago até que se conclua o estudo com relação a forma e a descoberta do novo processo de reprodução dos peixes, dado que, hoje, é um mistério a ser descoberto como está se realizando o repovoamento dos peixes nos grandes lagos criados para gerar energia elétrica.

Conclusivamente, houve um consenso entre todos os envolvidos na preservação e defesa do meio ambiente e em relação à pesca predatória no reservatório da UHE-ESTEIRO  é  que se faz necessário a tomada de ações, urgentes, para suspensão da prática da pesca predatória, porquanto está pondo em risco a sobrevivência de várias espécies de peixes raras da região, conduta que pode ser caracterizada como ocorrência de um crime ambiental.

Cumpre consignar que acompanha o presente relatório fotos e filmes que comprovam as afirmações ora expostas, bem assim, as realizações das reuniões públicas, onde estão demonstradas as preocupações da população carolinense com as ocorrências da pesca predatória em nosso Município que podem trazer prejuízos irreversíveis a nossa fauna e, sobretudo, ao meio ambiente dada as transformações sofridas com a construção da UHE-ESTREITO, circunstância que se impõe o chamamento do Consórcio CESTE para assumir as suas responsabilidades juntamente com a UNIÃO que é realmente a garantidora do empreendimento em sua última instância. (Fonte: Presidente da Câmara Municipal de Carolina-Ma, 
Secretário do Turismo e Meio Ambiente de Carolina-Ma, Presidente da AABE, Presidente da CTC, Representante do CONERH)