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segunda-feira, 6 de julho de 2026

FENAJ defende reconhecimento das atribuições profissionais do Jornalismo e alerta para insegurança jurídica em concursos públic

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) acompanha com preocupação o caso do jornalista Ícaro Jatobá, aprovado em primeiro lugar no Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2025) para o cargo de Analista em Ciência e Tecnologia – Especialidade Informação e Comunicação, do Ministério da Saúde, cuja posse foi negada sob alegação de incompatibilidade entre sua formação em Jornalismo e os requisitos previstos no edital.

Para a FENAJ, a situação ultrapassa um caso individual e levanta uma discussão relevante sobre o reconhecimento das atribuições profissionais dos jornalistas e a necessidade de segurança jurídica nos concursos públicos.

O edital do certame estabeleceu como requisito formação em “Tecnologia da Informação ou Comunicação Visual e áreas afins”, sem apresentar definição objetiva sobre quais cursos seriam considerados compatíveis. Após a aprovação, nomeação e apresentação da documentação, foi adotada interpretação restritiva que desconsiderou a formação em Comunicação Social – Jornalismo como área afim.

A FENAJ elaborou parecer técnico-jurídico sobre o caso e entende que a interpretação adotada não observa a regulamentação profissional vigente nem a realidade contemporânea da atividade jornalística.

O Decreto nº 83.284, de 13 de março de 1979, que regulamenta a profissão, reconhece expressamente atividades como diagramação, ilustração, fotografia, edição e produção audiovisual como integrantes do exercício profissional do jornalista. A legislação demonstra que a profissão não se restringe à produção textual ou à difusão de informações, abrangendo também atividades relacionadas à comunicação visual, editoração, organização gráfica e linguagens multimídia.

As Diretrizes Curriculares e a atividade jornalística passaram por profundas transformações ao longo das últimas décadas. Hoje, jornalistas atuam em ambientes digitais integrados e desenvolvem competências relacionadas à produção multimídia, design da informação, edição de imagens, plataformas digitais, produtos audiovisuais e comunicação visual aplicada.

A Federação considera preocupante a adoção de interpretações excessivamente restritivas sobre o conceito de “áreas afins”, especialmente quando o próprio edital não apresenta critérios claros e objetivos. A ausência dessa delimitação pode gerar insegurança jurídica e resultar em exclusão indevida de candidatos cuja formação possui aderência material às atribuições do cargo.

A jurisprudência dos tribunais superiores também tem reconhecido que a análise da formação acadêmica deve considerar a compatibilidade efetiva entre as competências adquiridas e as funções a serem desempenhadas, evitando formalismos excessivos e interpretações que restrinjam indevidamente o acesso ao serviço público.

A FENAJ reafirma seu compromisso com a defesa da profissão e seguirá acompanhando situações que possam afetar direitos profissionais dos jornalistas brasileiros.

Casos como este reforçam a necessidade de editais mais claros, critérios objetivos e respeito à diversidade de competências que caracterizam a formação e o exercício profissional do Jornalismo contemporâneo.

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

segunda-feira, 29 de junho de 2026

No compasso do tambor, nasce a arte

No Dia Nacional do Bumba Meu Boi, chapéus bordados, biojoias de sementes e outras criações dos artesãos revelam como a tradição maranhense ganha forma, preserva memórias e encanta moradores e turistas.

O som das matracas ecoa pelas ruas históricas da Madre Deus. Os pandeirões marcam o ritmo, os brincantes seguem em cortejo e, a cada passo, o Maranhão reafirma uma das mais belas manifestações da cultura popular brasileira.

Neste 30 de junho, quando o Brasil celebra o Dia Nacional do Bumba Meu Boi, a homenagem vai muito além da brincadeira. Ela alcança as mãos que, silenciosamente, bordam, costuram, esculpem e transformam matéria-prima em patrimônio cultural. Antes de o boi ganhar os terreiros, os arraiais, o cortejo de São Pedro e o tradicional encontro de São Marçal, ele nasce no talento dos artesãos.

Cada chapéu bordado com miçangas e canutilhos, cada indumentária cuidadosamente confeccionada, cada instrumento, máscara, miniatura de boi, escultura em madeira ou biojoia produzida com sementes guarda séculos de tradição. São peças que carregam histórias, fé, ancestralidade e a identidade de um povo que transformou a cultura popular em um de seus maiores patrimônios.

No Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama), essa tradição permanece viva durante todo o ano. Instalado no histórico prédio da antiga Fábrica Cânhamo, o espaço reúne dezenas de artesãos que preservam técnicas transmitidas entre gerações e proporciona aos visitantes uma verdadeira imersão na cultura maranhense.

Mais do que um espaço dedicado ao artesanato, o Ceprama é um encontro entre passado e presente. Quem percorre seus corredores conhece a história do casarão, visita ambientes que preservam a memória da antiga fábrica têxtil, observa as carroagens históricas e se encanta com peças que representam o Bumba Meu Boi, o Tambor de Crioula, o Reggae, os azulejos de São Luís e outras expressões da identidade cultural do Maranhão.

Foi essa experiência que encantou a turista Ana Carolina Brazão, que visitou o Ceprama no último sábado antes de acompanhar a programação junina.

“Achei que iria encontrar apenas uma feira de artesanato, mas encontrei um lugar cheio de história. Conhecer o casarão, entender a importância da antiga fábrica, ver as carroagens e depois encontrar peças produzidas pelos próprios artesãos tornou tudo ainda mais especial. Depois dessa visita, assistir ao cortejo de São Pedro ganhou outro significado.”

O turista Jefferson Silva também fez questão de levar um pouco do Maranhão na bagagem.

“Compramos lembranças inspiradas no Bumba Meu Boi e em outras manifestações culturais. Cada peça conta uma história. O Ceprama nos mostrou que o artesanato também preserva a memória do Maranhão e faz parte dessa grande festa.”

Para a maranhense Mariana Teixeira, visitar o Ceprama já virou tradição quando recebe familiares.

“Trouxe minha tia e meus primos para conhecer o espaço e comprar artesanato. Eles ficaram encantados com a história do casarão, com as carroagens e com a riqueza das peças. O Ceprama faz a gente entender que o São João não acontece apenas nos arraiais. Ele também nasce nas mãos dos artesãos.”

Entre essas mãos está a artesã Andrelina Neta, que transforma o universo do Bumba Meu Boi em peças carregadas de identidade.

“Cada peça que produzo leva um pouco da nossa história. O Bumba Meu Boi inspira meu trabalho todos os dias. Quando alguém leva uma criação feita por nós, leva junto um pedaço da cultura maranhense.”

Uma das artesãs mais antigas do Ceprama, Lúcia Franco faz das biojoias sua marca registrada.

“As sementes, as fibras naturais e os materiais da nossa terra ganham uma nova vida nas biojoias. Cada peça representa o Maranhão e mostra que o artesanato também preserva nossa cultura e nossas tradições.”

Segundo o diretor do Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão, Silvério Costa, o mês de julho será mais uma oportunidade para aproximar o público da riqueza cultural produzida pelos artesãos maranhenses.

“O Festival das Tradições foi pensado para aproximar ainda mais o público do artesanato e da nossa cultura popular. Durante os dias 3, 4 e 5 de julho, o Ceprama estará de portas abertas para receber maranhenses e turistas com uma programação que reúne feira de artesanato, apresentações culturais, gastronomia típica e experiências que valorizam a identidade do Maranhão. É um convite para conhecer o trabalho dos nossos artesãos e viver a riqueza das nossas tradições.”

Celebrado em 30 de junho, o Dia Nacional do Bumba Meu Boi foi instituído pela Lei nº 12.103/2009, resultado de um projeto de lei apresentado pelo então deputado federal Carlos Brandão. A criação da data reconheceu nacionalmente uma manifestação que encontrou no Maranhão sua expressão mais forte.

Festival das Tradições abre programação de férias no Ceprama

Com o encerramento do calendário junino, o Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama) inicia sua programação de férias com o Festival das Tradições, que será realizado nos dias 3, 4 e 5 de julho.

Durante os três dias, moradores e turistas poderão conhecer o trabalho dos artesãos maranhenses, visitar o casarão histórico da antiga Fábrica Cânhamo, apreciar apresentações culturais, experimentar a gastronomia regional e vivenciar experiências que revelam a diversidade das tradições do Maranhão.

Uma homenagem nacional ao Bumba Meu Boi

Celebrado em 30 de junho, o Dia Nacional do Bumba Meu Boi foi instituído pela Lei nº 12.103/2009, resultado de um projeto de lei apresentado pelo então deputado federal Carlos Brandão. A criação da data reconheceu nacionalmente uma manifestação que encontrou no Maranhão sua expressão mais forte e reafirmou a importância de preservar não apenas a brincadeira, mas também os saberes, os ofícios e os artesãos que ajudam a manter viva essa tradição.

Quando os tambores silenciarem após São Marçal, o Bumba Meu Boi continuará vivo. Estará bordado nos chapéus, eternizado nas biojoias de sementes, esculpido na madeira, costurado nas indumentárias e presente em cada lembrança levada por quem passou pelo Maranhão. Porque antes de emocionar multidões, a maior manifestação cultural maranhense nasce nas mãos dos artesãos, homens e mulheres que transformam tradição em legado e fazem da cultura um patrimônio que atravessa gerações.


Serviço

Festival das Tradições

Local: Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama)

Datas: 3, 4 e 5 de julho


Texto e fotos; Geíza Batistta


segunda-feira, 22 de junho de 2026

Festival das Tradições movimenta o Ceprama durante as férias de julho em São Luís

Programação gratuita reúne grupos da cultura
 popular maranhense e reforça o Ceprama como
 espaço de cultura, turismo e artesanato na capital

 As férias de julho em São Luís ganharão mais uma opção para moradores e turistas que desejam vivenciar a cultura maranhense de forma autêntica. Nos dias 3, 4 e 5 de julho, o Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama), localizado na Madre Deus, recebe o Festival das Tradições, com uma programação gratuita que reúne algumas das mais importantes manifestações culturais do estado.

Em um período marcado pelo aumento do fluxo turístico na capital maranhense, o festival reforça o papel do Ceprama como um dos principais espaços de promoção da cultura, do artesanato e do turismo no Maranhão. Durante três dias, o público poderá acompanhar apresentações de Tambor de Crioula, Cacuriá, Coco, Lelê, Danças Portuguesas, Tribos de Índio, blocos tradicionais e afros, além de grupos de Bumba Meu Boi de diferentes sotaques.

O evento também convida visitantes a conhecerem o artesanato maranhense produzido pelos permissionários do Ceprama, fortalecendo a experiência turística em um espaço que reúne história, tradição e economia criativa em um dos bairros mais emblemáticos de São Luís.

Para o gestor do Ceprama, Silverio Costa, o festival amplia a conexão entre cultura popular, turismo e geração de oportunidades para os artesãos.

“Estamos muito felizes em receber essa programação no Ceprama durante o período de férias. É uma oportunidade de fortalecer nossos grupos culturais, valorizar o trabalho dos artesãos e proporcionar aos moradores e visitantes uma experiência genuinamente maranhense. O Ceprama é um espaço vivo, que reúne cultura, tradição, arte e turismo durante todo o ano”, destaca.

A secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo, ressalta que o Festival das Tradições contribui para enriquecer a programação cultural oferecida aos visitantes que escolhem o Maranhão como destino turístico durante o mês de julho.

“Julho é um período em que recebemos turistas de diversas partes do Brasil e do mundo. O Festival das Tradições fortalece nossa estratégia de valorização do turismo cultural, oferecendo ao visitante uma experiência autêntica, conectada às raízes do Maranhão. Além disso, movimenta a economia criativa, fortalece nossos espaços culturais e amplia as opções de lazer para quem está na capital durante as férias”, afirma.

Há 35 anos no Ceprama, praticamente desde a criação do espaço, a artesã Lúcia Franco acompanha diariamente a chegada de visitantes interessados em conhecer o artesanato maranhense. Para ela, a programação cultural fortalece ainda mais a relação entre o público e os artistas locais.

“Quem vem assistir às apresentações acaba conhecendo também o artesanato, conversando com os artesãos e entendendo a história de cada peça. É muito bonito ver o Ceprama cheio de vida, recebendo turistas, moradores e famílias inteiras. Eu tenho 35 anos aqui e continuo me emocionando ao ver nossa cultura sendo valorizada”, conta.

Morando em São Luís há quase uma década, a paulista Ana Paula Ribeiro já incluiu o festival no roteiro dos familiares que visitarão a cidade durante as férias.

“Quando recebo visitas, sempre procuro mostrar aquilo que é mais autêntico do Maranhão. O Festival das Tradições reúne tudo isso em um só lugar: cultura popular, artesanato, música, gastronomia e a atmosfera única da Madre Deus. É uma experiência que mostra a verdadeira essência de São Luís”, afirma.

Outro diferencial do evento será a estrutura de acessibilidade. O festival contará com área reservada para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, intérprete de Libras, banheiros adaptados, equipe de apoio e serviço de descrição falada das apresentações e do ambiente, garantindo uma experiência inclusiva para todos os públicos.

Com entrada gratuita, o Festival das Tradições promete transformar o Ceprama em um grande palco da cultura maranhense durante as férias de julho, reafirmando o espaço como uma importante vitrine do turismo cultural, do artesanato e das tradições populares do Maranhão.

PROGRAMAÇÃO

03 de julho (sexta-feira)

Local: Salão Interno do Ceprama

17h – Forró Cabo Zé

18h – Barriquinha

19h – Tambor de Crioula Cravo e Rosa de São Benedito

20h – Grupo Piaçaba

21h – Bloco Afro Aiyê Amadê

22h – Bumba Meu Boi da Floresta

23h – Bloco Tradicional Os Brasinhas

04 de julho (sábado)

17h – Conjunto Madrilenus

18h – Quadrilha Flôr do Sertão

19h – Fuzileiros da Fuzarca

20h – Dança Portuguesa A Arte e a Beleza de Portugal

21h – Bloco Tradicional Os Baratas

22h – Bumba Meu Boi da Madre Deus

23h – Turma do Quinto

05 de julho (domingo)

17h – Coco Pirinã

18h – Ritmistas Unidos da Madre Deus

19h – Lelê de São Simão

20h – Tribo de Índio Tapiaca Uhu

21h – Cacuriá da Basson

22h – A Máquina e os Fofões

23h – Bumba Meu Boi da Fé em Deus

SERVIÇO

O quê: Festival das Tradições

Quando: 3, 4 e 5 de julho de 2026, a partir das 17h

Onde: Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama). Endereço: Rua São Pantaleão, nº 1232, bairro Madre Deus, São Luís – MA. Entrada: Gratuita

Acessibilidade: Área reservada para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, intérprete de Libras, banheiros adaptados, equipe de apoio e serviço de descrição falada.


Texto: Geíza Batistta

Fonte: Setur-MA

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Dia Nacional do Tambor de Crioula: quando a cultura dança e o artesanato guarda memórias do Maranhão

Manifestação centenária inspira visitantes, movimenta o artesanato e reforça a singularidade cultural maranhense


O som dos tambores anuncia a roda. As coreiras entram em cena com seus giros marcados pela leveza das saias coloridas, enquanto cantos e toadas conduzem uma das mais autênticas expressões da cultura maranhense. Celebrado em 18 de junho, o Dia Nacional do Tambor de Crioula homenageia uma tradição que atravessa gerações e permanece viva nos terreiros, comunidades e festejos populares do Maranhão.

Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, o Tambor de Crioula tem origem afro-brasileira e é tradicionalmente dedicado a São Benedito. Na roda, a dança acontece em sintonia com os tocadores, formando um espetáculo espontâneo em que música, movimento e devoção caminham juntos.

Ao longo dos anos, grupos tradicionais contribuíram para manter viva essa herança cultural. Entre eles, o Tambor de Crioula de Mestre Felipe tornou-se uma referência na preservação dos saberes transmitidos de geração em geração.

Durante o São João, a brincadeira conquista novos admiradores e desperta a curiosidade de quem visita o estado. A experiência vai além de assistir às apresentações. Muitos turistas entram na roda, aprendem os primeiros passos e descobrem uma manifestação marcada pelo acolhimento e pela participação coletiva.

Foi o que aconteceu com Marina Albuquerque, de 42 anos, moradora de São Paulo. Em viagem para conhecer os Lençóis Maranhenses, ela encontrou, no Arraial do Ipem, dentro da roda do Tambor de Crioula, uma das experiências mais marcantes de sua passagem pelo Maranhão.

“Eu vim pelos Lençóis Maranhenses, mas fui surpreendida pela riqueza cultural que encontrei aqui. Quando vi o Tambor de Crioula pela primeira vez, senti uma energia muito forte. É uma dança que acolhe. As pessoas convidam você para participar, para sentir o ritmo. Acabei entrando na roda, e foi uma experiência inesquecível. Quando encontrei o artesanato que representava esse momento, fiz questão de comprar peças de artesanato, porque quero guardar essa lembrança para sempre”, contou Marina Albuquerque.

A emoção que nasce na roda também inspira o trabalho de quem transforma cultura em arte. Artesã e coreira, Lúcia Franco encontra nas tradições populares a principal referência para suas criações, que incluem biojoias e souvenirs inspirados na cultura popular maranhense.

“O Tambor de Crioula faz parte da minha vida. Quando estou dançando, sinto uma conexão muito forte com nossas raízes. Essa vivência também influencia meu trabalho artesanal. Gosto de valorizar a riqueza dos detalhes, o colorido das festas e a beleza das manifestações que fazem parte do nosso dia a dia. O visitante percebe esse carinho e leva consigo uma lembrança carregada de significado”, disse, entusiasmada, a artesã.

Nas feiras, arraiais e espaços de comercialização, os souvenirs inspirados na cultura popular estão entre os itens mais procurados. São peças que ajudam a contar histórias e permitem que visitantes levem para casa uma recordação das experiências vividas no Maranhão.

Para a secretária de Estado do Turismo do Maranhão, Socorro Araújo, o Tambor de Crioula é um dos elementos que tornam o estado um destino singular para quem busca vivências culturais autênticas.

“O Tambor de Crioula traduz a alma do Maranhão. É uma manifestação que reúne história, ancestralidade, religiosidade e alegria em uma única expressão cultural. Quando o visitante conhece essa tradição, ele leva consigo muito mais do que uma lembrança; leva uma experiência autêntica e um contato verdadeiro com a identidade do nosso povo. O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur-MA), trabalha para valorizar e promover essas manifestações que fortalecem nossa cultura e impulsionam o turismo em todo o estado”, destacou a secretária.

Além dos arraiais juninos, o Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama) reúne trabalhos produzidos por artesãos de diversas regiões do estado. O espaço oferece ao visitante a oportunidade de conhecer técnicas tradicionais, adquirir peças exclusivas e levar consigo um pouco da criatividade maranhense.

Entre o toque dos tambores e o trabalho das mãos artesãs, o Maranhão segue preservando uma herança cultural que emociona, encanta e fortalece sua identidade diante do Brasil e do mundo.
 

Texto e Fotos: Geíza Batistta

Assessora de Comunicação Ceprama / Setur-MA

Fonte: Setur-MA

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Não há jornalismo independente forte sem jornalistas valorizados

A carta aberta divulgada pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e por 31 Sindicatos de Jornalistas Profissionais do Brasil traz uma reflexão necessária e urgente sobre o futuro da nossa profissão. Mais do que um posicionamento institucional, o documento reforça uma pauta histórica da categoria: a valorização dos jornalistas e a defesa de condições dignas de trabalho.

Como jornalista que atua nas áreas de cultura, turismo, sustentabilidade e economia criativa, recebi essa carta com atenção e identificação. Ao longo da minha trajetória, acompanhando o trabalho de artesãos, mestres da cultura popular, empreendedores do turismo e iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável, aprendi que o jornalismo tem um papel fundamental na valorização das pessoas, dos territórios e das histórias que precisam ser contadas.

Mas para que possamos cumprir essa missão com responsabilidade, independência e qualidade, é necessário que também sejamos valorizados.

A carta da FENAJ reconhece a importância dos veículos independentes, alternativos e progressistas para a democratização da informação e para a ampliação da pluralidade de vozes. Concordo plenamente com essa visão. O fortalecimento de diferentes meios de comunicação é essencial para a democracia. No entanto, também concordo que nenhum projeto editorial pode ser sustentado à custa da precarização do trabalho jornalístico.

A pejotização irregular, a sobrecarga de trabalho, a falta de garantias trabalhistas e outras práticas que fragilizam a categoria não podem ser naturalizadas. Defender direitos na esfera pública e negar direitos dentro das redações é uma contradição que precisa ser enfrentada.

Não existe jornalismo sustentável sem profissionais valorizados. Quando jornalistas trabalham com segurança, remuneração justa, direitos garantidos e reconhecimento profissional, toda a sociedade ganha. A informação produzida torna-se mais qualificada, mais profunda e mais comprometida com o interesse público.

Nas áreas que acompanho diariamente, vejo o quanto o jornalismo é capaz de transformar realidades, preservar memórias, fortalecer identidades culturais e impulsionar a economia criativa. Mas esse trabalho só é possível porque existem profissionais dedicados, que muitas vezes enfrentam desafios cada vez maiores para exercer a profissão.

Por isso, considero a carta da FENAJ um chamado importante à reflexão e à coerência. Defender o jornalismo independente é fundamental. Defender os jornalistas que tornam esse jornalismo possível é indispensável.

Não haverá jornalismo forte, democrático e sustentável sem profissionais respeitados, protegidos e valorizados. Essa não é apenas uma luta da categoria. É uma defesa da própria qualidade da informação e da democracia.

Texto: Geíza Batistta - Jornalista Cultural | Turismo, Sustentabilidade e Economia Criativa.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Artesanato maranhense é presença confirmada no Arraial da Assembleia 2026 e reforça a geração de renda durante o São João

Além da rica programação cultural que promete movimentar o Arraial da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), entre os dias 18 e 21 de junho, o artesanato maranhense terá espaço garantido em um dos eventos mais tradicionais do calendário junino da capital.

Reconhecido como uma das expressões mais autênticas da identidade cultural do Maranhão, o artesanato chega ao arraial como um dos grandes atrativos para visitantes, turistas e maranhenses que buscam levar para casa muito mais do que uma lembrança: uma verdadeira obra de arte produzida pelas mãos de artesãos e artesãs que transformam saberes ancestrais em fonte de renda e desenvolvimento social.

Ao longo dos quatro dias de programação, o público poderá conhecer e adquirir peças inspiradas na cultura popular maranhense, fortalecendo a economia criativa e incentivando o trabalho de famílias que encontram no artesanato uma importante atividade econômica.

Entre os produtos disponíveis estarão biojoias produzidas com matérias-primas naturais, peças em palha, bordados inspirados no Bumba Meu Boi, trabalhos em biscuit e cerâmica, indumentárias e acessórios utilizados nas manifestações juninas, artigos em crochê, turbantes e adereços de cabelo com forte influência da cultura afro-brasileira, além de brinquedos artesanais confeccionados em madeira. A diversidade de tipologias evidencia a riqueza do fazer artesanal maranhense e a criatividade de artesãos de diferentes regiões do estado.

A edição 2026 do Arraial da Assembleia contará com grandes atrações da cultura popular maranhense, espaço infantil, transmissão do jogo da Seleção Brasileira, além de 15 barracas de alimentação, em sua maioria administradas por entidades filantrópicas. O evento também reunirá os carrinhos do Programa Mais Renda, estandes de artesanato e vendedores ambulantes, ampliando as oportunidades de geração de trabalho e renda durante os festejos juninos.

A estrutura oferecerá ainda estacionamento no Sebrae, com transporte gratuito para o local da festa, garantindo mais comodidade ao público.

“O artesanato maranhense é um dos maiores patrimônios culturais do nosso estado. Cada peça carrega identidade, tradição, memória e o talento de homens e mulheres que mantêm vivos saberes transmitidos entre gerações. Durante o São João, além de enriquecer a experiência dos visitantes, o artesanato desempenha um papel fundamental na geração de trabalho e renda para centenas de famílias, fortalecendo a economia criativa e valorizando a cultura popular maranhense. Ter esses artesãos presentes nos arraiais é reconhecer a importância de quem transforma cultura em oportunidade e desenvolvimento”, destacou a secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo.

Para a artesã Lúcia Franco, participar do arraial representa uma oportunidade importante para divulgar seu trabalho e ampliar as vendas durante a temporada junina.

“Os arraiais são uma grande vitrine para o artesanato maranhense. É uma oportunidade de apresentar nosso trabalho para turistas e para o próprio público local, gerando renda para nossas famílias e valorizando a nossa cultura. É um orgulho ver nossas peças fazendo parte dessa grande festa e saber que cada cliente leva para casa um pouco da história, da tradição e da identidade do Maranhão”, afirmou.

SERVIÇO

O quê? Artesanato maranhense no Arraial da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema)

Quando? Dias 18, 19, 20 e 21 de junho de 2026, a partir das 17h30

Onde? Sede da Assembleia Legislativa do Maranhão – Avenida Jerônimo de Albuquerque, s/n, Cohafuma, São Luís (MA)

Texto e Foto: Geíza Batistta

FONTE: Turismo.ma.gov.br