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domingo, 10 de maio de 2026

Entre bordados e afeto: mães artesãs mantêm viva a cultura do Bumba-meu-boi no Maranhão

Mulheres maranhenses transformam o artesanato em renda, acolhimento e preservação cultural através do trabalho manual.


No Maranhão, cada bordado carrega mais do que brilho e tradição. Entre miçangas, tecidos e linhas coloridas, mães artesãs ajudam a sustentar suas famílias enquanto preservam uma das maiores riquezas culturais do estado: o Bumba-meu-boi.

No Ceprama, conhecido como a casa do artesanato maranhense, histórias de dedicação, resistência e amor se cruzam diariamente através do trabalho manual desenvolvido por mulheres que fazem da arte uma extensão da própria vida.

Uma delas é Andrelina Neta, artesã e permissionária do espaço, que encontrou no bordado uma forma de contribuir para a renda familiar e manter viva a tradição cultural maranhense.

Mãe de duas filhas, Andrelina vem de uma família ligada ao artesanato e aprendeu o ofício com o esposo, que também é artesão e bordadeiro. Com o passar dos anos, aperfeiçoou a técnica e hoje produz cocares, chapéus e peças bordadas inspiradas no universo do Bumba-meu-boi.

Entre o trabalho e a maternidade, ela divide a rotina com a família e faz do artesanato uma construção coletiva dentro de casa “Aprendi a bordar com meu esposo e fui me apaixonando pelo artesanato. Hoje, isso faz parte da nossa vida. O artesanato ajuda muito no sustento da nossa família e é algo que tenho muito orgulho de fazer”, afirma Andrelina.

Segundo ela, cada peça produzida carrega dedicação, paciência e identidade cultural. “Quando estou bordando, sinto que estou colocando amor em cada detalhe. É um trabalho cansativo, mas muito gratificante”, destaca.


Outra trajetória marcada pela força feminina é a das irmãs Vanda Bandeira e Daiane Bandeira, artesãs que trabalham com a produção de chapéus de Bumba-meu-boi em São Luís.

Vindas de Pindaré-Mirim, elas transformaram o artesanato em fonte de renda e também em uma rede de apoio para outras mulheres artesãs. O trabalho desenvolvido no ateliê reúne produção cultural, empreendedorismo feminino e fortalecimento comunitário.

As duas também compartilham outra realidade em comum: são mães atípicas e conciliam os cuidados com os filhos autistas com a intensa rotina de produção artesanal. Entre terapias, atendimentos e a dedicação diária à família, elas seguem mantendo viva a tradição do artesanato maranhense.

“O desafio é grande, mas a gente aprende a seguir sem desistir. O artesanato acabou se tornando uma forma de cuidar da família e também de continuar fazendo aquilo que a gente ama”, destaca Vanda.

Além de preservar tradições culturais, o trabalho das artesãs fortalece o protagonismo feminino e mantém viva a identidade cultural maranhense através do artesanato ligado ao Bumba-meu-boi, uma das manifestações mais simbólicas do estado.

Durante o período junino, cocares, chapéus bordados e peças inspiradas na cultura popular ganham ainda mais visibilidade em arraiais, feiras e espaços turísticos, levando a arte maranhense para diferentes regiões do Brasil.

Enquanto produzia esta reportagem, também revisitei parte da minha própria trajetória como mãe e jornalista. Quando minha filha Yasmin nasceu, decidi me dedicar integralmente à maternidade durante os primeiros anos da vida dela. Antes mesmo da gravidez, havia juntado dinheiro para comprar um carro, mas, quando descobri que seria mãe, usei esse recurso para garantir mais tranquilidade naquele período em que escolhi estar presente em cada fase da infância dela.


Voltar ao mercado de trabalho depois de quase quatro anos afastada não foi fácil. Muitas portas se fecharam. Em vários momentos, percebi a dificuldade que ainda existe para mães que tentam retomar suas carreiras profissionais, especialmente no jornalismo, uma área que exige disponibilidade intensa e rotina dinâmica.

Yasmim estava começando a vida escolar quando decidi retornar ao trabalho. Foi um período desafiador, marcado por inseguranças, recomeços e pela necessidade de reconstruir minha trajetória profissional. Mas também foi um tempo de resistência e amadurecimento.

Graças a Deus, uma amiga da faculdade, que hoje é uma mãe maravilhosa e super competente, Amanda Dutra, que já conhecia meu trabalho acreditou em mim e me convidou para integrar a equipe da Secretaria de Estado do Turismo do Maranhão. Foi ali que reencontrei meu espaço profissional e sigo até hoje, atualmente como Assessora de Comunicação do Ceprama.

Talvez seja por isso que histórias como as de Andrelina, Vanda e Daiane me emocionem tanto. Porque vejo nelas mulheres que seguem lutando diariamente para equilibrar maternidade, trabalho, sonhos e cuidado, sem deixar de acreditar na própria força.

Mais do que produzir artesanato, essas mulheres ajudam a manter viva a memória cultural do Maranhão enquanto constroem, diariamente, histórias de afeto, resistência e esperança através das próprias mãos.


Texto: Geíza Batistta

Feliz dia das mães! 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Do bordado à superação: irmãs transformam o artesanato em rede de afeto, renda e resistência no Maranhão

 Vindas de Pindaré-Mirim, as irmãs Vanda e Dayana Bandeira estruturaram um negócio que une cultura popular, empreendedorismo feminino e geração de renda para dezenas de mulheres em São Luís.


No ateliê em São Luís , cerca de 25 a 30 mulheres participam da produção de chapeus inspirados no bumba meu boi, transformando o artesnato em fonte de renda, autonomia e inclusão produtiva.

Texto e fotos: Geíza Batistta – DRT 838/MA


Irmãs, mães atípicas e artesãs, Vanda e Dayana Bandeira transformaram o bordado em sustento de famílias e reafirmação da força do artesanato maranhense dentro e fora do estado.

O som da conversa baixa se mistura ao ritmo das mãos. Entre miçangas, linhas e cores que remetem ao São João, o trabalho segue contínuo. No ateliê das irmãs Vanda e Dayana Bandeira, em São Luís, o que se constrói vai além dos chapéus de bumba meu boi.

“A gente não faz só um chapéu. A gente faz uma peça que leva um pedaço do Maranhão junto”, diz Vanda, enquanto organiza materiais sobre a mesa.

Vindas de Pindaré-Mirim, as duas começaram de forma simples, quando o artesanato ainda era complemento de renda. A virada veio anos depois, em um arraial.

“A gente viu um turista encantado, querendo levar o chapéu e não podia. Aquilo mexeu com a gente”, lembra Dayana. “Foi ali que a gente entendeu que podia transformar isso em trabalho.”


Quando o fazer vira sustento

Hoje, o ateliê funciona ao longo de todo o ano. O ritmo aumenta no período junino, mas os pedidos seguem em outras épocas, inclusive de outros estados e até do exterior.

Os chapéus, inspirados no bumba meu boi, variam entre R$ 300 e R$ 1.800, de acordo com o nível de detalhamento.

Em períodos fora da alta temporada, a produção gira em torno de 60 a 80 chapéus por mês. Já no São João, esse volume mais que dobra, podendo ultrapassar 150 peças mensais. “Tem época que a gente não dá conta sozinha. Precisa chamar mais gente pra ajudar, porque a procura cresce muito”, explica Vanda.

No período junino, o ateliê chega a comercializar cerca de 200 chapéus, entre vendas em arraiais, encomendas e fornecimento para grupos culturais e turistas.


Uma rede que gera renda


Mais do que produção, o ateliê estrutura uma rede de trabalho. Entre 25 e 30 mulheres participam direta ou indiretamente do processo, desde o bordado até a finalização das peças e apoio nas vendas.

A movimentação acompanha o ritmo da produção e se intensifica no período junino, quando a demanda cresce e amplia as oportunidades de ganho para as artesãs envolvidas. 

“Tem muita gente que depende disso aqui. Não é só pra gente, é pra várias famílias”, afirma Vanda.

“Quando chega o São João, a gente chama mais artesãs. É quando todo mundo consegue trabalhar mais e aumentar a renda”, completa Dayana.

Esse movimento acompanha a realidade dos pequenos negócios no país. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), indicam que, em 2023, os pequenos negócios foram responsáveis por aproximadamente 70% dos novos empregos formais gerados no Brasil, além de representarem cerca de 99% das empresas do país.

Trabalho que se ajusta à vida


A rotina das irmãs também é atravessada pela maternidade atípica. Entre terapias e cuidados com os filhos, o tempo exige reorganização constante. “O desafio é não parar. A gente vai se revezando”, diz Vanda.

Esse modelo acabou influenciando o funcionamento do ateliê, que se tornou um espaço mais flexível para outras mulheres. “Aqui a gente entende o tempo da outra. Nem todo lugar entende”, completa Dayana.


Cultura que movimenta economia

No Maranhão, o artesanato acompanha o ritmo do turismo cultural, especialmente durante o São João. “O São João é o nosso período mais forte. É quando o trabalho ganha mais visibilidade”, diz Dayana.

Levantamento do Observatório do Turismo do Maranhão aponta que o período junino está entre os principais momentos de movimentação turística do estado, com impacto direto na economia criativa e nas atividades ligadas à cultura popular.

O mesmo levantamento, com base no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (SICAB), mostra que 88,1% dos artesãos cadastrados no Maranhão são mulheres, evidenciando o protagonismo feminino no setor.

“Quando o turista leva um chapéu, ele leva mais do que uma lembrança. Ele leva um pouco da nossa cultura”, reforça Vanda.


Entre o agora e o que ainda vem

Com planos de expansão, as irmãs pretendem ampliar a produção e alcançar novos mercados. “A gente quer crescer, mas sem perder a essência”, diz Dayana.

Entre fios, cores e histórias, o ateliê segue como espaço de trabalho, renda e permanência cultural, conectando tradição, economia e identidade maranhense.


Serviço

Para conhecer o trabalho de perto ou encomendar peças, o público pode visitar o ateliê Artiê, localizado no bairro São Francisco, em São Luís, ou acompanhar as produções e novidades pelo Instagram oficial @artieatelie, onde também são realizados atendimentos e pedidos personalizados.


Matéria publicada no Jornal Pequeno no caderno do JP Turismo - Edição 17/04/2026







quarta-feira, 22 de abril de 2026

Escotismo forma jovens protagonistas e convida novos integrantes no Maranhão

Com atividades práticas e espírito de equipe, movimento aposta na educação para a vida e realiza programação especial neste sábado.

Celebrado em 23 de abril, o Dia Mundial do Escoteiro chama atenção para um movimento que vai muito além de acampamentos e atividades ao ar livre. No Maranhão, o escotismo segue formando jovens mais responsáveis, autônomos e preparados para a vida em sociedade, despertando valores como liderança, disciplina e solidariedade.

Fazer amigos, aprender na prática, desenvolver confiança e trabalhar em equipe. Para crianças e adolescentes, o escotismo tem se mostrado um espaço de descobertas que impacta não apenas a vida pessoal, mas também contribui para o futuro profissional.

 Na Ilha de São Luís, o movimento está presente em diversos grupos escoteiros, com destaque para o 1º Grupo Escoteiro Coelho Neto, o mais tradicional do estado. Fundado em 9 de abril de 1988, o grupo soma 38 anos de atuação contínua, sendo referência na formação de gerações de jovens maranhenses.

As atividades acontecem todos os sábados, das 15h30 às 17h30, conduzidas por adultos voluntários, os chefes escoteiros, que utilizam o Método Escoteiro para estimular o aprendizado por meio da prática, com jogos, desafios, acampamentos e ações comunitárias.

Com 38 anos de trajetória no movimento, o Chefe Escoteiro Marcio Nava, destaca como o escotismo contribui diretamente para a formação dos jovens.

“Quando entrei, era um jovem muito inseguro e tinha dificuldade de me expressar. No escotismo, aprendi a defender minhas opiniões, ter segurança nas minhas ações e assumir posições de liderança. Aprendi também a me organizar, planejar e estar à frente de atividades. Isso me transformou como pessoa”, afirmou Nava.

Entre os jovens, o impacto é percebido no dia a dia. “Ser escoteira, para mim, é aprender a deixar o mundo melhor do que encontramos. É ajudar quem precisa, mesmo com pequenos gestos, praticar a compaixão, ter disciplina e organização”, relata a pioneira Alice Oliveira Ferreira.


“Entrei com 9 anos e hoje vejo o quanto cresci. Aprendi a ser mais responsável, trabalhar em equipe e lidar melhor com o meu dia a dia. Vai muito além das atividades, é sobre se tornar uma pessoa melhor e ajudar os outros”, completa o sênior Antônio Heitor Castro Lima, de 16 anos.

Aberto a todos, sem distinção, o escotismo acolhe jovens a partir dos 6 anos e meio, organizados por faixas etárias que acompanham cada fase do desenvolvimento, dos lobinhos aos pioneiros, além de adultos que desejam atuar como voluntários.


Programação e convite

Como parte das comemorações pelo Dia Mundial do Escoteiro, o movimento realiza, neste sábado(25), um grande encontro no Valparaíso Aqua Park, organizado pela Diretoria Regional dos Escoteiros do  Brasil no Maranhão, reunindo escoteiros da Ilha de São Luís em uma tarde de integração, aprendizado e fraternidade, com o tradicional “Grande Jogo”.

A programação também marca um momento de abertura para novos integrantes. Jovens, pais e responsáveis são convidados a conhecer de perto o escotismo e entender como o movimento contribui para a formação pessoal, social e até profissional dos participantes.

“Mais do que uma atividade extracurricular, o escotismo se apresenta como uma experiência completa de educação para a vida, estimulando autonomia, responsabilidade e protagonismo juvenil”, resume Nava.

 

SERVIÇO

O que: Atividades escoteiras – 1º Grupo Escoteiro Coelho Neto

Quando: Todos os sábados, das 15h30 às 17h30

Evento especial: Grande Jogo (sábado, 25/04) – comemoração do Dia Mundial do Escoteiro

Contato: (98) 98419-2858 – Márcio Nava

Instagram: @primeiro.gecon









quarta-feira, 15 de abril de 2026

Entre brechós e boas ideias: feira no CEPRAMA aposta na economia criativa e no consumo consciente

Em tempos em que consumir com consciência faz cada vez mais sentido, iniciativas que unem criatividade, renda e sustentabilidade ganham destaque. É o caso da Feira EDB, que acontece nos dias 17 e 18 de abril, das 16h às 20h, no Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (CEPRAMA), em São Luís.

Mais do que um espaço de compras, a feira se apresenta como um ponto de encontro entre ideias, talentos e histórias. Serão mais de 50 expositoras, em sua maioria mulheres, que encontraram na economia criativa uma forma de empreender, gerar renda e fortalecer redes de apoio. Entre os produtos, o público vai encontrar de tudo um pouco: brechós, peças artesanais, crochê, papelaria, plantas, livros, discos, acessórios, cosméticos naturais e itens que carregam propósito, muitos deles com foco no reaproveitamento e na sustentabilidade.

“Mais do que movimentar o fim de semana, a Feira EDB reforça um movimento que cresce em todo o estado: nós, mulheres que empreendemos juntas, criamos soluções sustentáveis e transformamos realidades a partir do próprio trabalho”, afirmou Rayanne Bezerra, coordenadora geral da Feira EDB.

A proposta dialoga diretamente com um novo olhar sobre o consumo. Em vez do descarte, a reutilização; em vez da produção em massa, o feito à mão; em vez do isolamento, a parceria. A feira ganha ainda mais relevância neste período chuvoso, ao ocupar um espaço acolhedor e coberto, mantendo ativa a circulação da economia local.

“O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur-MA), por intermédio do CEPRAMA, vem realizando a Feira EDB, que dialoga diretamente com as diretrizes voltadas à geração de renda, ao fortalecimento da economia local e ao incentivo a práticas sustentáveis. Assim, também promovemos inclusão produtiva e valorização do trabalho feminino”, concluiu o gestor do CEPRAMA, Silverio Costa.

A programação inclui momentos de troca e aprendizado. Na sexta-feira (17), às 17h, haverá música ao vivo com a DJ Leaja Pixels e uma oficina gratuita de pintura em cerâmica. Já no sábado (18), o auditório do CEPRAMA recebe o EDB Mentorias, com profissionais das áreas de marketing, finanças, gestão e redes sociais, oferecendo orientação gratuita para quem deseja fortalecer ou iniciar um pequeno negócio.

E, para quem quiser aproveitar com mais calma, a feira conta com uma praça de alimentação estruturada, com opções variadas, de pratos veganos a não veganos —, além de doces, açaí e outras delícias.

Serviço:
O que: Feira EDB no CEPRAMA aposta na economia criativa e no consumo consciente.
Onde: no CEPRAMA — Rua de São Pantaleão, nº 3221 – Madre Deus — ao lado do Hospital Geral de Oncologia do Maranhão.
Quando: 17 e 18 de abril, das 16h às 20h.

Entrada gratuita.

Texto: Geíza Batistta 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Setur-MA divulga lista definitiva de artesãos selecionados que irão participar do 22º Salão do Artesanato, em São Paulo

 

Artesãos terão apoio com logística, passagens aéreas e estrutura para comercializar seus produtos no maior salão de artesanato do país

6/04/2026


A Secretaria de Estado do Turismo (Setur-MA) divulgou, nesta segunda-feira (6), a lista dos artesãos selecionados que irão participar do 22º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, que acontece de 13 a 17 de maio, em São Paulo.

Foram selecionados Katia Lucia Silva de Sousa, Josinete do Carmo Menezes de Araújo e Luís Magno Farias dos Santos, na categoria individual; Geneilson Lopes Guajajara, na modalidade indígena; o coletivo Quilombás, de Cantanhede, na categoria quilombola; e a Associação de Artesãos do Maranhão (AMARARTE), representando a produção coletiva do estado.

Os artesãos foram selecionados por meio de edital público, com análise de critérios como originalidade, qualidade técnica, identidade cultural e potencial de comercialização.

A participação dos artesãos será viabilizada pela Setur-MA, com apoio da Coordenação Estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), assegurando condições reais para que os profissionais ampliem o mercado, gerem renda e fortaleçam seus negócios.

Como parte do incentivo, a Setur-MA irá custear as passagens dos artesãos até São Paulo, além de toda a logística para participação no evento, incluindo o transporte das peças em caminhão, assegurando que os produtos cheguem com segurança e em quantidade adequada para exposição e comercialização.

O artesanato maranhense se destaca pela diversidade de tipologias, com uso de matérias-primas como buriti, babaçu, sementes, madeira e cerâmica, sendo uma importante fonte de renda para milhares de famílias e um dos pilares da economia criativa no estado.

A relevância da participação em grandes feiras já se comprova em números: em 2025, o artesanato maranhense movimentou cerca de R$ 299 mil em vendas em eventos nacionais, beneficiando diretamente mais de 200 artesãos, o que reforça o impacto das políticas públicas voltadas ao setor.

A secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo, destaca a importância do investimento: “Estamos garantindo que nossos artesãos tenham acesso a uma das maiores vitrines do país, com todo o suporte necessário. Isso gera renda, fortalece a cultura e amplia oportunidades”.

“O incentivo do Governo do Estado faz toda a diferença. É o que permite que esses artesãos estejam em um espaço de visibilidade nacional e consigam expandir seus negócios”, afirmou a coordenadora estadual do PAB, Liliane Castro.

Entre os selecionados, a expectativa é de crescimento. “É uma oportunidade única de mostrar nosso trabalho e conquistar novos clientes”, afirmou a artesã Katia Lucia Silva de Sousa. Já Geneilson Lopes Guajajara reforça: “Levar nosso artesanato é levar nossa história e nossa cultura para o Brasil”.

“Com investimento, logística e valorização cultural, o Governo do Maranhão reafirma seu compromisso com o fortalecimento do artesanato, transformando tradição em desenvolvimento e levando a identidade maranhense para o cenário nacional”, concluiu a gestora estadual do turismo, Socorro Araújo.

Link da Lista Definitiva

Texto: Geíza Batistta - Assessora de comunicação Ceprama/Setur-MA

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Maranhão garante reforço estrutural e logístico para o artesanato com novos veículos do PAB

1/04/2026 O Maranhão esteve em destaque no evento “Mãos que Fazem o Brasil”, promovido pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, que anunciou cerca de R$ 28 milhões para ampliar a formalização e fortalecer o artesanato em todo o país. Representando o estado, a secretária de Turismo, Socorro Araújo, participou da solenidade e recebeu, simbolicamente, um caminhão e um veículo utilitário que irão reforçar as ações do setor no território maranhense. A previsão é que os veículos estejam em São Luís até o mês de julho. Os equipamentos serão incorporados às estratégias do Programa do Artesanato Brasileiro no Maranhão, contribuindo diretamente para a logística, mobilidade e apoio aos artesãos. Na prática, os veículos irão facilitar o transporte de peças para feiras e eventos dentro e fora do estado, além de ampliar o alcance das ações de qualificação, cadastramento e promoção do artesanato, sobretudo em regiões mais afastadas. Atualmente, o Maranhão já conta com um caminhão utilizado no suporte a feiras nacionais e eventos de grande porte. É por meio dele que as peças produzidas pelos artesãos são transportadas com segurança para outros estados, garantindo a participação em importantes vitrines do artesanato brasileiro. Com a nova aquisição, o veículo antigo será substituído, trazendo mais eficiência e segurança à logística. A expectativa é que, já a partir de julho, o novo caminhão passe a operar nessas ações, fortalecendo ainda mais a presença maranhense nesses espaços. Para a secretária Socorro Araújo, a conquista representa um avanço significativo para o setor. “Esses veículos vão fortalecer diretamente o trabalho dos nossos artesãos, garantindo melhores condições de transporte, participação em feiras e acesso a novos mercados. Além disso, o novo caminhão chega para substituir o atual, que já cumpre esse papel nas feiras nacionais, assegurando mais eficiência e segurança no deslocamento das peças produzidas no Maranhão”, destacou. A coordenadora estadual do Programa do Artesanato Brasileiro, Liliane Castro, ressaltou a importância da iniciativa para os estados. “A entrega desses veículos, somada aos novos equipamentos, representa um avanço estratégico para o fortalecimento do artesanato em todo o Brasil. No Maranhão, esse suporte é fundamental para garantir melhores condições de trabalho às equipes e ampliar o atendimento aos artesãos, inclusive nos municípios mais distantes. É um reconhecimento do nosso potencial e um incentivo direto à economia criativa”, afirmou. Durante o evento, o ministro Márcio França destacou a importância do investimento como ferramenta de desenvolvimento econômico e inclusão produtiva. A comitiva maranhense também contou com a presença de Simone Fonseca, Concyta Melo e da artesã Maria Cristina, representando diferentes entidades do segmento artesanal do estado. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur-MA), reforça o apoio contínuo ao artesanato maranhense, considerado um dos pilares da cultura e do turismo local. Com a chegada dos novos veículos, a expectativa é ampliar a presença dos artesãos em circuitos comerciais e institucionais, promovendo ainda mais visibilidade e oportunidades para o setor”, concluiu a secretária Socorro Araújo. Texto: Geíza Batistta - Ascom Ceprama/Setur-MA

quarta-feira, 25 de março de 2026

Homem é autuado pelo ICMBio por crime ambiental após provocar revoada de guarás em área protegida no MA

O homem utilizou um barco para fazer barulho na tentativa de provocar uma revoada de guarás durante um passeio na Ilha dos Guarás, próximo ao município de Araioses.

Um homem foi autuado por crime ambiental pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) após utilizar um barco para fazer barulho na tentativa de provocar uma revoada de guarás durante um passeio na Ilha dos Guarás, próximo ao município de Araioses.

A área fica dentro da Reserva Extrativista do Delta do Parnaíba, considerada uma região de proteção ambiental. A situação foi registrada e divulgada nas redes sociais.

Provocar revoadas de aves é considerado crime, conforme a legislação ambiental brasileira, com multa mínima de R$ 3 mil e possibilidade de detenção. A penalidade pode ser agravada quando a ação envolve a divulgação em mídias digitais.

“É um crime previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais e no artigo 29 da legislação de infrações administrativas ambientais, com as devidas punições para quem o pratica. Fica o exemplo e a lição para que não se incomode a fauna. Observe de longe e contemple a beleza da natureza sem perturbar os animais”, explicou Adriano Damato, analista ambiental do ICMBio.

Não existe uma distância mínima regulamentada para observação das aves, mas a orientação de biólogos e de órgãos de proteção ambiental é manter uma distância segura, reduzir a velocidade das embarcações, evitar ruídos, como o barulho de motores ou gritos, não utilizar drones durante as revoadas e não perseguir os animais para fazer fotos ou vídeos.

fonte: g1.globo.com

terça-feira, 24 de março de 2026

A notícia volta para casa: o fim da era da informação sem dono


Com o avanço da inteligência artificial e o desgaste da desinformação, a credibilidade volta a colocar o jornalismo profissional no centro do debate público.

Por Carla Ribeiro | Colunista convidada
Publicado no blog Jornalismo Sustentável com autorização da autora

O jornalismo vive, nas últimas duas décadas, o seu mais longo e sinuoso teste de resistência. Desde a virada do milênio, com a ascensão dos blogs, testemunhamos a quebra do monopólio da informação. O que antes era restrito às redações — o poder de narrar o cotidiano e pautar o debate público — pulverizou-se. A democratização do acesso, facilitada pela internet, trouxe consigo um efeito colateral severo: a desvalorização do preparo técnico e a erosão do espaço profissional.

Em São Luís, esse impacto foi físico e visível. Vimos um ecossistema que sustentava doze jornais impressos reduzir-se a apenas dois. A partir de 2010, e com força total após 2015, o império dos algoritmos consolidou a era dos influenciadores digitais. Com audiências que superam a tiragem de grandes veículos, esses novos atores passaram a ditar o ritmo da notícia, muitas vezes priorizando o “falar primeiro” em detrimento do “falar com exatidão”.

Nesse cenário, o diploma de jornalista tornou-se alvo de contestações jurídicas e políticas, enquanto instituições oficiais — do plano federal ao municipal — passaram a utilizar as redes sociais como canais diretos, contornando a mediação crítica da imprensa. O jornalista, por um momento, pareceu um figurante em sua própria arte.

O paradoxo da tecnologia

Entretanto, o “pulo do gato” deste momento histórico reside justamente na ferramenta que prometia ser o golpe de misericórdia no mercado tradicional: a Inteligência Artificial. Se a internet facilitou a voz, a IA facilitou a mentira sofisticada. Vivemos hoje um festival de simulações, onde vozes e imagens são clonadas com perfeição assustadora, tornando as fake news não apenas um texto mal escrito, mas uma realidade paralela convincente.

É aqui que o público começa a despertar de uma espécie de torpor digital. Diante da dúvida sistemática — “Isso aconteceu mesmo ou é IA?” — a audiência inicia um movimento de retorno à fonte. A pergunta que o cidadão se faz hoje não é mais apenas “quem disse?”, mas “quem avaliza?”.

O selo da verdade

O jornalismo profissional está retomando espaço porque oferece algo que o algoritmo e o influenciador, em sua maioria, não conseguem entregar com constância: responsabilidade jurídica e ética. Quando uma notícia é veiculada por um profissional com trajetória firmada ou por um veículo estabelecido, ela carrega um lastro.

A credibilidade, que antes parecia diluída na massa de seguidores, volta a ser o ativo mais valioso. O público redescobre que a curadoria do jornalista não é um obstáculo à informação, mas uma garantia de segurança. O bordão “saiu no jornal, é verdade” — que por anos soou como anacrônico — ressurge com novo vigor. Não como obediência cega, mas como alívio em meio ao caos informacional.

A tecnologia que ameaçou substituir o jornalista é a mesma que agora prova sua essencialidade. No Maranhão e no mundo, a notícia está voltando para casa: para as mãos de quem sabe que informar exige mais do que um clique — exige critério, ética e compromisso inegociável com o fato.

Sobre a autora

Carla Ribeiro é jornalista, com atuação na área de comunicação e análise crítica da mídia.

Este artigo foi republicado com autorização no blog Jornalismo Sustentável.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Ceprama celebra o Dia do Artesão com programação especial em São Luís

O Dia do Artesão, comemorado em 19 de março, evidencia a força de uma das expressões culturais mais autênticas do Brasil. Em alusão a essa importante data comemorativa, a Secretaria de Estado do Turismo (Setur-MA) promove, nesta quinta-feira (19), a partir das 14h30, no auditório do Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama ), uma programação especial voltada à valorização e ao fortalecimento do artesanato maranhense.

A primeira atividade do dia será a palestra “Ferramentas digitais que podem transformar seu negócio de artesanato”, ministrada por Sandro Melo, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MA), com foco em estratégias para ampliar a presença no ambiente digital e impulsionar as vendas.

Um dos destaques da programação é o curso “Artesanato que Gera Renda: Estratégias de Preço, Produto e Venda”, que será ofertado pela Setur-MA, por meio do superintendente de Qualificação Profissional, Antônio Castro. A capacitação orientará artesãos e artesãs sobre precificação correta, definição de produtos e estratégias de comercialização, contribuindo diretamente para a geração de renda e a sustentabilidade dos negócios.

A atividade também conta com a parceria do Sebrae-MA e busca orientar os profissionais sobre práticas que fortalecem o empreendedorismo no artesanato.

Para o gestor do Ceprama, Silverio Costa, a celebração reforça o papel do espaço como ponto de apoio permanente aos artesãos. “O Ceprama é a casa do artesão. Aqui, trabalhamos para garantir oportunidades, fortalecer os negócios e valorizar cada profissional que faz da sua arte um meio de vida”, destacou.

“O artesanato é uma expressão viva da nossa identidade cultural e um importante instrumento de geração de renda. Valorizar esses profissionais é fortalecer o turismo e a cultura do Maranhão”, afirmou a secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo.

“Este é um momento pensado especialmente para os nossos artesãos e artesãs. É uma oportunidade de aprender, se qualificar e também de celebrar o seu trabalho. Todos estão convidados a participar conosco no Ceprama”, reforçou a coordenadora estadual do PAB no Maranhão, Liliane Castro.

Com iniciativas voltadas à qualificação, visibilidade e fortalecimento do setor, o Ceprama vem se consolidando como um espaço de acolhimento e crescimento para o artesanato local. Vinculado à Secretaria de Estado do Turismo do Maranhão, o equipamento reforça seu compromisso com o desenvolvimento dos artesãos maranhenses e convida o público para um momento de reconhecimento, aprendizado e valorização dessa tradição.

Programação

Curso: Artesanato que Gera Renda: Estratégias de Preço, Produto e Venda – com Antônio Castro (Setur-MA)

Palestra: Ferramentas digitais que podem transformar seu negócio de artesanato – com Sandro Melo, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.


SERVIÇO:

O quê: Comemoração do Dia do Artesão.

Quando: Quinta-feira, 19 de março de 2026, a partir das 14h30.

Onde: auditório do Ceprama – Rua São Pantaleão, Centro, São Luís

Sugestão de Entrevistados: 

-Antônio Castro (Setur-MA)

-Silvério Costa (gestor do Ceprama)

-Sandro Melo (Palestrante Sebrae)

Texto: Geíza Batistta