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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Maranhão começa a desenhar o turismo que quer construir até 2040


Oficinas territoriais reúnem poder público, trade, empresas e comunidades para definir caminhos para um turismo mais integrado, sustentável e competitivo no Maranhão até 2040.

Por Geíza Batistta

Pensar o turismo do Maranhão para além de uma gestão e dos próximos anos. Esse foi o propósito da primeira Oficina Territorial para a construção do Plano de Turismo do Maranhão 2040, realizada nesta segunda-feira (17), em São Luís. O encontro reuniu representantes do poder público, iniciativa privada, entidades do trade, instâncias de governança, instituições e comunidades em uma construção que pretende ouvir quem vive, trabalha e empreende no turismo.

Realizada no Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama), a oficina colocou na mesma mesa diferentes olhares sobre os caminhos que o Estado precisa seguir para transformar seu potencial turístico em desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental.

A proposta é construir um planejamento de longo prazo, capaz de atravessar diferentes gestões e dar continuidade às políticas para o setor, sem perder de vista as características e necessidades de cada território.

Mais destinos, menos concentração

O diagnóstico apresentado durante o encontro mostrou que o Maranhão convive com realidades distintas. Enquanto destinos como os Lençóis Maranhenses registram forte crescimento da visitação e já discutem sustentabilidade e capacidade de receber turistas, outras regiões ainda enfrentam dificuldades para entrar nos principais circuitos.

Infraestrutura, conectividade, segurança, qualificação profissional, sazonalidade e melhoria dos serviços estão entre os desafios apontados. Ao mesmo tempo, existe um Maranhão de muitos outros destinos, experiências, culturas e comunidades que ainda podem ser melhor inseridos no mapa turístico.

Para o secretário adjunto de Turismo, Ruan Tavares, um dos principais objetivos é construir um plano de Estado, capaz de atravessar mudanças de governo e garantir continuidade às políticas para o setor. Ele também destacou a necessidade de conciliar o crescimento da visitação com a sustentabilidade dos destinos, especialmente dos Lençóis Maranhenses.

O consultor Ricardo Cirqueira, da Turismo 360, chamou atenção para a concentração dos fluxos turísticos em poucos destinos. A descentralização, nesse sentido, pode contribuir para distribuir melhor os benefícios da atividade e estimular novas experiências em outras regiões.

Trade unido para fortalecer o turismo

A participação do setor empresarial trouxe demandas diretamente relacionadas à experiência de quem visita o Maranhão. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Maranhão (ABIH-MA), Joaquim Oliveira, destacou a necessidade de ampliar a conectividade aérea, melhorar a infraestrutura, fortalecer a segurança, qualificar os serviços e promover o destino nos mercados nacional e internacional.

A qualificação profissional também entrou na pauta. Para Alysson Soares, representante do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação do Maranhão (SEHAMA), o crescimento do turismo precisa ser acompanhado pela formação e disponibilidade de trabalhadores preparados para atender às novas demandas.

A mensagem que atravessou as diferentes falas foi a necessidade de união. Poder público, empresários, trabalhadores, instituições, academia e comunidades precisam atuar de forma articulada para que o turismo avance de maneira mais organizada e gere resultados para os territórios.

O presidente da Instância de Governança Regional do Polo São Luís, Edson Duarte, defendeu justamente essa integração e o aproveitamento das experiências acumuladas em planejamentos anteriores. A ideia é identificar o que avançou, o que ainda não saiu do papel e quais ações precisam ser retomadas.

Comunidades e pequenos negócios também precisam ter voz

Outro aspecto importante do planejamento é garantir que o desenvolvimento turístico alcance os pequenos negócios e as comunidades que fazem parte dos destinos.

Para Flor de Maria, analista do Sebrae-MA e gestora de Turismo do Polo São Luís, a construção coletiva aproxima empresas, governo e comunidades. Ela destacou a importância de capacitações, intercâmbio de experiências e oportunidades para que pequenos empreendedores estejam preparados para aproveitar o crescimento da atividade.

Esse olhar é fundamental em um Estado cuja riqueza turística está também na cultura, no artesanato, na gastronomia, nas experiências comunitárias e na diversidade dos seus territórios.

A escuta agora percorre o Maranhão

Depois de São Luís, as Oficinas Territoriais seguem por diferentes regiões do Estado. A programação passa por Viana, Cururupu, Itapecuru Mirim, Carutapera, Caxias, Açailândia, Carolina, Grajaú, Pastos Bons e Tutóia.

A descentralização é estratégica. Cada território tem sua própria identidade, seus atrativos, desafios e possibilidades. Ouvir essas diferenças ajuda a evitar que o planejamento seja construído apenas a partir da capital ou dos destinos que já concentram grandes fluxos.

O Plano de Turismo do Maranhão 2040 nasce, portanto, com uma missão que vai além da elaboração de um documento. O verdadeiro desafio será transformar a escuta em metas, ações e políticas permanentes, fortalecendo a união do trade e aproximando ainda mais governo, empresas, trabalhadores e comunidades.

Porque turismo forte não se faz sozinho. Ele depende de quem governa, empreende, trabalha, pesquisa, preserva e vive nos destinos.

E quando esses diferentes atores conseguem caminhar na mesma direção, quem ganha não é apenas o turista. Ganham os territórios, as comunidades, os pequenos negócios e o próprio Maranhão.

Texto: Geíza Batistta


Babaçu, artesanato e protagonismo feminino ganham espaço na Feira do Empreendedor Sebrae 2026


Projeto Quilombás, de Cantanhede, levou o artesanato produzido por mulheres quilombolas à Feira do Empreendedor e mostrou como saberes tradicionais podem gerar renda, fortalecer a cultura e abrir caminhos para o turismo sustentável.

O artesanato produzido a partir do coco babaçu e o protagonismo feminino ganharam destaque na 12ª Feira do Empreendedor Sebrae 2026, realizada de 14 a 16 de agosto, no Multicenter Negócios e Eventos, em São Luís. Promovida pelo Sebrae Maranhão, a feira reuniu empreendedores, pequenos negócios e iniciativas ligadas à inovação, finanças, agricultura familiar, turismo, artesanato, sustentabilidade, diversidade e economia criativa. Mais de 7 mil pessoas passaram pelo evento somente no primeiro dia.

Entre as iniciativas presentes esteve o Projeto Quilombás, da comunidade quilombola da Viúva, em Cantanhede, que apresentou produtos artesanais feitos por mulheres a partir do babaçu. A iniciativa mostra como a economia criativa pode transformar recursos do território em oportunidades de trabalho e renda, mantendo vivos conhecimentos transmitidos entre gerações.

“Mais do que peças artesanais, os produtos apresentados pelo Quilombás carregam histórias, identidade e conhecimentos transmitidos de geração em geração. O trabalho também reforça a importância da valorização da biodiversidade e da permanência da floresta em pé como parte de uma cadeia produtiva sustentável”, afirmou a secretária de Igualdade Racial de Cantanhede, Rosangela Ludovico.

Mulheres que transformam o território

A força do projeto também esteve na programação de conhecimento da feira. Maria Josiane Pacheco, líder do Quilombás, participou da roda empreendedora “Economia Criativa da Floresta: Cultura, Natureza e Negócios”, no espaço ESG Turismo e Economia Criativa, com mediação de Cristiane Corrêa, do Sebrae Maranhão.


O encontro reuniu ainda Nelinha do Babaçu, empreendedora social e sócia da Reflyta, e Aline Martins, do Grupo Mulheres em Ação e da Delícias do Quilombo Cumum. A discussão abordou o potencial do babaçu na bioeconomia e a importância de fortalecer sua cadeia produtiva sem esgotar os recursos naturais.

“Se você conhece e respeita a cultura e a natureza, preservando, porque é minha essência, meu povo é minha vida! A mãe natureza nos dá tudo! Amamos a natureza! Os três andam juntos, um elo e uma parceria: a bioeconomia do meu coletivo”, afirmou Josiane.

Nascida em Palmeirândia, na Baixada Maranhense, Nelinha do Babaçu, nome pelo qual é conhecida Cornélia Rodrigues, é filha de lavrador e de quebradeira de coco. Sua trajetória está ligada à valorização do babaçu, à sustentabilidade e ao empreendedorismo social.

Já Aline Martins, da comunidade quilombola de Cumum, em Guimarães, transformou uma receita de biscoito de tapioca aprendida com a avó em negócio e fonte de renda para outras mulheres. Vencedora do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2024, ela também integra o Grupo Mulheres em Ação.

“A união entre as mulheres e o empreendedorismo é capaz de transformar”, destacou Aline.

Artesanato e turismo: histórias que circulam

O Quilombás esteve entre os negócios maranhenses selecionados para a Brasil BioMarket, espaço dedicado à comercialização de produtos da bioeconomia. A participação reforçou que o artesanato pode ir além do consumo e apresentar ao visitante um território, seus modos de fazer e a história de quem mantém esses saberes vivos.

Essa conexão aproxima o artesanato do turismo cultural, comunitário e de experiência, valorizando cultura, gastronomia, ancestralidade e a relação das comunidades com a natureza.

O turismo de base comunitária também esteve representado na feira com a Rota dos Quilombos, iniciativa desenvolvida com assessoramento do INSPOSUMA, que valoriza experiências, saberes, gastronomia e manifestações culturais de comunidades quilombolas do Maranhão. A presença da iniciativa reforçou o diálogo entre empreendedorismo, cultura e turismo sustentável. O momento também proporcionou o reencontro com Zina, profissional ligada à Rota e parceira do turismo maranhense. (Rota dos Quilombos)

Saberes que geram futuro

O encontro de iniciativas como Quilombás e Rota dos Quilombos mostra que o desenvolvimento dos territórios pode partir de quem vive neles. No babaçu, no artesanato, na gastronomia e nas experiências comunitárias estão possibilidades de geração de renda sem abrir mão da identidade cultural.

Para o turismo maranhense, esse movimento amplia os caminhos para conhecer o estado a partir de suas comunidades, seus saberes e suas histórias.

Do babaçu vêm as peças. Das mulheres, vem a força. E do território, uma história que pode se transformar em experiência, renda e futuro. 

Texto: Geíza Batistta - Jornalista | Jornalismo Sustentável

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Maranhão entra no Top 10 de vendas na Fenearte 2026


O artesanato maranhense encerrou sua participação na 26ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), realizada em Olinda (PE), com crescimento expressivo nas vendas e excelente desempenho comercial durante o evento.

Durante a feira, foram comercializadas 1.187 peças, que movimentaram R$ 150.880,00 em vendas diretas. As 220 encomendas registradas somaram mais R$ 6.300,00, elevando a movimentação financeira total para R$ 157.180,00.

Com esses números, o Maranhão conquistou a 10ª colocação no ranking nacional de comercialização da Fenearte 2026. Ao todo, 35 artesãos foram beneficiados diretamente pela participação na feira e outros 693 de forma indireta.

A delegação maranhense foi representada pelos artesãos Robert Wagner Oliveira da Silva, Josinete do Carmo Menezes de Araújo e Cássia Regina Lopes dos Santos, além do Grupo de Produção Lençóis Maranhenses e da Associação de Artesãos do Maranhão (Amararte).

O estande reuniu peças produzidas com fibra de buriti, renda de bilro, fios e tecidos, sementes, porcelanato e cerâmica, representando diferentes polos turísticos do estado.

Potencial do artesanato maranhense

Em comparação com a edição de 2025, quando foram comercializadas 504 peças e cerca de R$ 85 mil em vendas, o Maranhão registrou crescimento de 135,5% no número de peças vendidas e aumento de aproximadamente 77,5% na movimentação financeira.

De acordo com levantamento da Coordenação Estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), os produtos confeccionados em fio e fibra lideraram as vendas da edição. Em seguida aparecem as peças em fios e tecidos, enquanto os trabalhos produzidos com sementes e cerâmica também registraram excelente desempenho.

Para a coordenadora estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), Liliane Castro, os resultados refletem o trabalho desenvolvido junto aos grupos de produção e às entidades representativas do setor.

“A participação do Maranhão na 26ª Fenearte reafirma o potencial do nosso artesanato. Os resultados alcançados refletem o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Coordenação Estadual do Programa do Artesanato Brasileiro com os grupos de produção e as entidades representativas, ampliando oportunidades para que um número cada vez maior de artesãos seja beneficiado. Esse fortalecimento incentiva a produção, amplia a comercialização, movimenta toda a cadeia produtiva e contribui para preservar e difundir os saberes tradicionais e a cultura maranhense”, relatou Liliane Castro.

A artesã Maria Gorete Silva Miranda, que participou pela primeira vez da Fenearte, comemorou o resultado alcançado. “Trabalho há 49 anos com a fibra de buriti, um ofício que aprendi com minha mãe e sigo exercendo até hoje. Produzo bolsas, jogos americanos, caminhos de mesa e outras peças. Participar da Fenearte pela primeira vez foi uma alegria muito grande. Nosso trabalho foi muito reconhecido, vendemos muitas bolsas, recebemos encomendas e voltei com poucos produtos. Fiquei muito feliz por representar nosso Grupo de Produção Lençóis Maranhenses e espero, se Deus permitir, voltar no próximo ano”.

A Fenearte é considerada a maior feira de artesanato da América Latina e reúne expositores de diversos estados brasileiros e de outros países, consolidando-se como uma das principais vitrines para a comercialização e divulgação do artesanato nacional.

Texto: Geíza Batistta

Inscrições abertas para o reconhecimento nacional de Mestre Artesão e Mestra Artesã

Artesãos maranhenses que dedicam a vida ao fazer artesanal e à transmissão dos conhecimentos tradicionais já podem participar do processo de reconhecimento para a emissão da Carteira Nacional de Mestre Artesão e Mestra Artesã. As inscrições estão abertas até o dia 18 de outubro de 2026 e representam uma oportunidade de reconhecimento para profissionais que contribuem para a preservação da cultura e da identidade do artesanato brasileiro.
Artesã rendeira da Raposa Marilene Marques
recebeu em 2019 a carteira de Mestre artesã
(foto: Geíza Batistta)

O reconhecimento é destinado a artesãos que possuem uma trajetória consolidada na atividade, dominam uma técnica artesanal, difundem os saberes e são reconhecidos pela comunidade como referência em seu ofício. Além da qualidade das peças produzidas, um dos principais critérios é o compromisso em transmitir esses conhecimentos para outras pessoas, contribuindo para que as técnicas tradicionais sejam preservadas.

Essa transmissão pode acontecer de diversas formas, como ensinar aprendizes, ministrar oficinas, orientar outros artesãos, participar de associações ou cooperativas, desenvolver ações junto à comunidade ou incentivar novas gerações a dar continuidade ao trabalho artesanal. O objetivo é reconhecer profissionais que transformaram o artesanato em um legado cultural.

As inscrições podem ser realizadas via Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab - https://digital.memp.gov.br/) ou por meio do envio da documentação pelos Correios, conforme previsto no edital.


Antes de efetuar a inscrição, o candidato deve ler atentamente o Edital de Chamamento Público nº 07/2026, conferir toda a documentação exigida e verificar se atende aos critérios estabelecidos. O prazo para inscrições foi prorrogado até o dia 18 de outubro de 2026.

Artesãos receberam em 2019
a carteira de Mestre artesã

(foto: Geíza Batistta

Após o encerramento das inscrições, toda a documentação será submetida à análise documental e à curadoria realizada por uma equipe de curadores nacionais, responsável pela avaliação das candidaturas.

“Nossa orientação é que os artesãos leiam o edital com atenção, confiram toda a documentação exigida e façam a inscrição dentro do prazo. Em caso de dúvidas, a Coordenação Estadual do Programa do Artesanato Brasileiro está à disposição para orientar os candidatos durante todo o processo”, orienta a coordenadora estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), Liliane Castro.

“A expectativa é que mais artesãos maranhenses tenham a oportunidade de receber o reconhecimento nacional por seu trabalho marcado pela dedicação ao artesanato e pelo compromisso em preservar e transmitir conhecimentos que fazem parte da cultura do Maranhão e do Brasil”, completa Castro.

O edital completo está disponível no endereço: https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/artesanato/edital-de-chamamento-publico-n-o-07-2026-para-reconhecimento-e-registro-de-mestre-artesao-e-mestra-artesa

Texto e fotos: Geíza Batistta 

Jornalistas indígenas lançam primeiro Manual de Jornalismo Indígena do Brasil

Poranga Marandúa reúne orientações para uma cobertura mais respeitosa e próxima da realidade dos povos originários

Quando penso em jornalismo, acredito que contar uma história também é saber ouvir. Por isso, considero importante conhecer o Poranga Marandúa – Manual de Jornalismo Indígena, uma publicação que chega para ajudar a imprensa brasileira a falar sobre os povos originários com mais respeito, contexto e, principalmente, dando espaço para que eles também contem suas próprias histórias.

O manual será lançado no dia 10 de agosto, na Câmara dos Deputados, em Brasília. A publicação foi elaborada por jornalistas indígenas de diferentes povos e biomas brasileiros e traz orientações para a cobertura de temas como território, cultura, educação, saúde, meio ambiente e mudanças climáticas.


A proposta é ajudar jornalistas e redações a evitar estereótipos, termos inadequados e abordagens que, muitas vezes, deixam de considerar a diversidade dos povos indígenas.

A iniciativa é da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor), com participação de organizações parceiras. A rede reúne jornalistas e estudantes indígenas de diferentes povos e busca ampliar a presença indígena na comunicação brasileira.

Para Luan Tremembé, um dos coordenadores da Abrinjor, o manual representa um novo momento para o jornalismo, ao fortalecer o direito dos povos indígenas de contar suas histórias a partir de suas próprias perspectivas.


O lançamento ocorre em um período em que temas como mudanças climáticas, proteção dos territórios, biodiversidade e direitos indígenas estão cada vez mais presentes no debate público.

Mais do que orientar sobre palavras e termos, o Poranga Marandúa reforça uma ideia essencial: não há cobertura completa sobre os povos indígenas sem ouvir os próprios povos indígenas.

Serviço

📅 10 de agosto de 2026

⏰ 10h às 12h — credenciamento da imprensa a partir das 9h30

📍 Auditório Freitas Nobre – Anexo IV, subsolo, Câmara dos Deputados, Brasília (DF)

Credenciamento: Câmara dos Deputados

Foto: Divulgação / Caio Mota – Coletivo Proteja

Fonte: https://fenaj.org.br/congresso-nacional-recebe-lancamento-do-primeiro-manual-de-jornalismo-indigena-do-brasil/

Tecto: Geíza Batistta

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Juventude quilombola leva a ancestralidade da Capoeira Angola aos palcos em turnê nacional

Espetáculo protagonizado por jovens maranhenses une música, teatro e tradição afro-brasileira, com apresentações gratuitas em quatro estados e passagem por São Luís no dia 30 de julho.

A força da cultura afro-brasileira ganha novos palcos com a estreia da turnê nacional do espetáculo “Gungas, Marimbas e Urucungos em Encantorias Ancestrais”, uma montagem cênico-musical que coloca jovens quilombolas maranhenses no centro da narrativa. A circulação começou no dia 18 de julho e segue até setembro, passando por Piauí, Maranhão, Pará e Rio de Janeiro, levando ao público uma experiência que celebra a Capoeira Angola, a ancestralidade e a resistência cultural.


Idealizado pelo Centro Cultural e Educacional Mandingueiros do Amanhã, o espetáculo foi selecionado entre mais de oito mil projetos inscritos em um edital nacional, consolidando-se como uma importante vitrine para a produção cultural maranhense. No palco, a montagem reúne capoeiristas, músicos, atores, bailarinos e jovens das comunidades quilombolas de Vila Fé em Deus, Santa Luzia, Santa Joana, Santa Rosa e Oiteiro dos Nogueiras, mostrando que tradição e protagonismo caminham juntos.


Mais do que uma apresentação artística, o espetáculo propõe uma imersão na história e na espiritualidade da Capoeira Angola. O berimbau conduz a narrativa, que dialoga com manifestações como o tambor de crioula, o bumba meu boi e o samba, revelando as conexões entre essas expressões culturais e a herança africana presente na formação da identidade brasileira.


A montagem também evidencia a importância da juventude quilombola na preservação dos saberes ancestrais. Para muitos integrantes do elenco, participar da turnê representa a oportunidade de ampliar horizontes sem romper os vínculos com suas comunidades de origem, reafirmando a cultura como instrumento de transformação social, pertencimento e valorização da identidade negra.


Com oito atos e uma marcante Orquestra de Berimbaus, conhecida como Urucungos, o espetáculo reúne mais de 50 profissionais entre artistas e equipe técnica. A produção incorpora dança, música, teatro e elementos simbólicos ligados à espiritualidade afro-brasileira, reforçando a capoeira como expressão de resistência do corpo, da memória e da cultura.


Reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, a Capoeira Angola continua atravessando gerações e fortalecendo comunidades por meio da educação, da arte e da inclusão social. É essa herança que o espetáculo leva aos palcos, aproximando diferentes públicos da riqueza cultural construída pelos povos afrodescendentes.


A turnê tem uma parada especial em São Luís no próximo dia 30 de julho, às 19h30, no Teatro Arthur Azevedo, com entrada gratuita mediante retirada antecipada de ingressos. O espetáculo também oferece recursos de acessibilidade, com audiodescrição e intérprete de Libras, ampliando o acesso do público à experiência.


Serviço

O quê: Espetáculo Gungas, Marimbas e Urucungos em Encantorias Ancestrais 

Onde: Teatro Arthur Azevedo está localizado na Rua do Sol, s/n no Centro Histórico de São Luís – MA.

Quando: 30 de julho de 2026 (quinta-feira)

Horário: 19h30 

Ingressos gratuitos: https://www.ticketbolt.com/event/espetaculo-gungas-marimbas-e-urucungos-em-encantorais-ancestrais

Acessibilidade: o espetáculo conta com audiodescrição e intérprete de Libras. 

Mais informações: @mandingasemandingueiros

#espetaculo #quilombo #Mandingueiros


Texto: Geíza Batistta - Jornalista

Fonte: Maria Regina Telles - Assessoria de Imprensa do Centro Cultural Mandingueiros do Amanhã

 Fotos: Divulgação

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Donna Marie desembarca na Jamaica Brasileira e reforça o Maranhão como referência mundial do reggae

Estrela internacional do gênero, cantora britânica criada na Jamaica é a principal atração da 4ª edição do Jamaica Brasileira Festival, que celebra a força cultural e turística do reggae maranhense

Por Geíza Batistta

Quando se fala em reggae no Brasil, o Maranhão ocupa um lugar de destaque. O estado, que transformou São Luís na consagrada Jamaica Brasileira, mantém viva uma das mais autênticas expressões da cultura reggae fora da ilha caribenha. Neste sábado (18), essa história ganha mais um capítulo com a realização da 4ª edição do Jamaica Brasileira Festival, que terá como grande atração a cantora Donna Marie, um dos nomes femininos mais respeitados do reggae internacional. MELO DE POLIANA 1998 - Gonna Marie

Nascida no Reino Unido e criada na Jamaica, Donna Marie iniciou sua carreira no fim da década de 1980 e conquistou reconhecimento por sua voz marcante e interpretações que transitam entre o reggae roots, lovers rock, R&B e gospel. Ao longo de sua trajetória, emplacou sucessos que a levaram a integrar importantes coletâneas do gênero e consolidou seu nome como uma das grandes divas do reggae contemporâneo. 

A relação da artista com o Maranhão também não é recente. Donna Marie já se apresentou diversas vezes para o público maranhense e costuma destacar o carinho recebido na chamada Jamaica Brasileira, onde suas músicas encontram um público fiel e apaixonado pelo reggae. Instagram.com/donnamarienow1/

O festival, que será realizado na aréa externa do Centro de Artesanato do Maranhão (CEPRAMA), reunirá ainda a banda maranhense Raiz Tribal, artistas convidados, radiolas e uma programação que promete cerca de dez horas de música, celebrando um ritmo que faz parte da identidade cultural do estado.

Muito além da música

No Maranhão, o reggae representa muito mais que entretenimento. O gênero tornou-se patrimônio afetivo de gerações, influenciando costumes, moda, dança e a ocupação dos espaços culturais. As tradicionais radiolas, os bailes de salão e o característico “agarradinho” fazem parte de uma manifestação cultural que atravessa décadas e continua atraindo admiradores de diferentes partes do Brasil e do mundo.

Esse movimento também impulsiona a economia criativa. Festivais, shows e eventos especializados movimentam músicos, produtores, DJs, artesãos, empreendedores da gastronomia, comerciantes e profissionais do turismo, fortalecendo uma cadeia produtiva que gera renda e amplia a visibilidade do Maranhão como destino cultural.

Realizado em um espaço dedicado ao artesanato maranhense, o Jamaica Brasileira Festival evidencia como cultura, turismo e economia sustentável podem caminhar juntos. Ao reunir artistas locais e uma estrela internacional, o evento reforça o intercâmbio cultural e contribui para manter viva uma tradição que tornou São Luís uma referência mundial para os amantes do reggae.

Mais do que receber uma artista internacional, o Maranhão reafirma seu protagonismo como território onde o reggae encontrou uma segunda casa e segue sendo celebrado como expressão de identidade, diversidade cultural e desenvolvimento sustentável.

Serviço

O que:Jamaica Brasileira Festival – 4ª edição

Quando: 18 de julho (sábado), a partir das 18h

Onde: CEPRAMA - (Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão)

Entrada: Gratuita até as 21h.

Texto: Geíza Batistta



Maranhão é representado por artista ribamarense no 10º Salão de Arte Popular Religiosa da Fenearte

Artista visual e artesã de São José de Ribamar leva a religiosidade popular maranhense para uma das principais vitrines da arte popular brasileira.

O Maranhão está representado no 10º Salão de Arte Popular Religiosa, uma das principais vitrines da arte popular brasileira, por meio da artista visual e artesã Cinthya Ferreira. Ela é a única maranhense entre os 70 artistas selecionados para a exposição nacional, realizada durante a 26ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), considerada a maior feira de artesanato da América Latina.

O salão integra a programação da Fenearte, realizada de 8 a 19 de julho de 2026, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda (PE). A mostra reúne artistas de diversas regiões do país e apresenta obras inspiradas na religiosidade popular brasileira, valorizando manifestações culturais, tradições e expressões de fé presentes em diferentes estados.

A participação de Cinthya Ferreira foi conquistada por meio do Edital de Chamamento Público nº 003/2026 – 10º Salão de Arte Popular Religiosa. O processo seletivo reuniu candidatos de todo o Brasil e incluiu etapas de inscrição, análise técnica e curadoria especializada. Ao final, 70 artistas foram selecionados, sendo Cinthya a única representante do Maranhão.

A obra escolhida para integrar a exposição é a escultura "Ex-votos a São José de Ribamar", produzida artesanalmente e inspirada na religiosidade popular maranhense. A peça homenageia São José de Ribamar, padroeiro do Maranhão, cuja devoção movimenta milhares de fiéis todos os anos e representa um dos maiores patrimônios culturais e religiosos do estado.

"É com muito orgulho que estou representando o Maranhão por meio da minha obra 'Ex-votos a São José de Ribamar', uma escultura produzida artesanalmente, inspirada na fé, na devoção e nas tradições do nosso povo", destaca a artista.


Reconhecimento da cultura maranhense

Para Cinthya Ferreira, integrar um dos mais importantes espaços dedicados à arte popular brasileira representa o reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de aproximadamente dez anos de atuação artística.

"Integrar um dos mais importantes espaços dedicados à arte popular brasileira é uma grande honra e uma oportunidade de compartilhar a riqueza da cultura maranhense com visitantes de todo o país, durante a maior feira de artesanato da América Latina", afirma.

A participação no Salão também amplia a visibilidade da produção artesanal maranhense em um evento que reúne milhares de visitantes, colecionadores, pesquisadores, artistas e instituições culturais, fortalecendo o intercâmbio entre diferentes manifestações da cultura popular brasileira.

Arte que preserva memória e identidade

Ao falar sobre a importância da exposição, a artista destaca o papel da arte como instrumento de preservação da memória, da identidade cultural e das tradições religiosas do Maranhão.


"Que a arte continue preservando nossa história, fortalecendo nossa identidade e levando a devoção a São José de Ribamar para além das fronteiras do Maranhão. Gratidão por fazer parte deste momento tão especial", conclui.



Trajetória une arte, sustentabilidade e educação

Graduada em Artes Visuais e detentora da Carteira Nacional do Artesão, Cinthya Ferreira atua há cerca de dez anos na produção artística. Seu trabalho é marcado pela valorização da cultura maranhense, da religiosidade popular e das paisagens locais.

A artista transforma materiais reutilizáveis coletados em praias, manguezais, feiras e áreas urbanas em esculturas e obras de arte, unindo criatividade, memória afetiva e sustentabilidade. O reaproveitamento de resíduos integra a proposta artística desenvolvida em seu ateliê, onde a preservação ambiental também se torna elemento de expressão cultural.

Além da produção artística, Cinthya promove oficinas com materiais reutilizáveis voltadas à educação ambiental e à inclusão social. Ao longo de sua trajetória, participou de diversas exposições e eventos culturais no Maranhão, consolidando sua atuação como artista visual e artesã.

Os interessados em conhecer mais sobre o trabalho da artista podem acompanhar suas produções por meio do Instagram **@linhasecores2016**.



12 de junho no ARMAZÉM DO EMPREENDEDOR
no Arraial do Ipem 2026


Texto: Geíza Batistta 

Jornalista Profissional – DRT 838/MA

Fotos: Cinthya Ferreira 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Artesãs do Maranhão têm oportunidade de impulsionar seus negócios com formação gratuita em design e empreendedorismo

Moradoras de São Luís estão entre o público contemplado pela Escola de Design para Artesãs, que oferece capacitação on-line, mentoria e incentivo financeiro para fortalecer o artesanato e ampliar o acesso ao mercado

Por Geíza Batistta

As artesãs de São Luís têm até o dia 19 de julho para se inscrever na 2ª edição da Escola de Design para Artesãs – Turma Transpetro, iniciativa gratuita da Rede Asta voltada para mulheres que atuam com produção artesanal e desejam fortalecer seus negócios. Serão selecionadas 120 artesãs de 21 municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, entre eles a capital maranhense. As aulas serão realizadas de forma on-line, com início em 5 de agosto e duração de cinco meses. As inscrições devem ser feitas pelo site oficial da Rede Asta: Escola de Design para Artesãs – inscrições⁠. Para acompanhar novidades, cronograma, critérios de seleção e esclarecer dúvidas, as candidatas também podem acessar o site oficial da Rede Asta⁠ e o perfil oficial da organização no Instagram da Rede Asta. As informações sobre a formação foram divulgadas pela Rede Asta. 

Quem pode participar? Podem se inscrever mulheres artesãs que residam em um dos 21 municípios contemplados pelo projeto, entre eles São Luís (MA). A formação é voltada para quem trabalha com artesanato e deseja aprimorar conhecimentos em design, gestão, empreendedorismo, vendas e comunicação para fortalecer seu negócio.

Como participar? As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até 19 de julho pelo link oficial da Rede Asta. As aulas serão totalmente on-line, com início em 5 de agosto e duração de cinco meses.

A presença de São Luís entre os municípios contemplados representa uma oportunidade importante para o fortalecimento do artesanato maranhense, reconhecido pela diversidade de técnicas, matérias-primas e tradições culturais. A qualificação permite que artesãs ampliem conhecimentos em gestão, design, comunicação, vendas, marketing digital e relacionamento com clientes, tornando seus empreendimentos mais competitivos.

O programa foi desenvolvido especialmente para mulheres que vivem do artesanato ou desejam estruturar melhor seus negócios. Além das aulas virtuais e encontros temáticos, as participantes terão acesso a conteúdos voltados ao desenvolvimento de produtos, organização financeira, posicionamento de mercado e estratégias para aumentar a geração de renda.

Outro diferencial da formação é o incentivo ao protagonismo feminino no empreendedorismo. Durante o curso, as participantes poderão concorrer a premiações por desempenho e engajamento. Ao final da capacitação, 12 artesãs receberão capital semente para investir diretamente em seus empreendimentos. (Rede Asta)

Para o Maranhão, iniciativas dessa natureza contribuem para valorizar um dos setores mais importantes da economia criativa. O estado reúne centenas de mulheres que preservam técnicas tradicionais transmitidas entre gerações, produzindo peças em fibras naturais, cerâmica, biojoias, bordados, rendas e outros saberes que representam a identidade cultural maranhense.

Mais do que ensinar ferramentas de gestão, programas de formação estimulam a inovação sem perder a essência do fazer artesanal, permitindo que produtos carregados de identidade cultural conquistem novos mercados e ampliem sua sustentabilidade econômica.

O fortalecimento do artesanato feminino também dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à igualdade de gênero, ao trabalho decente, à redução das desigualdades e ao consumo responsável. Investir na qualificação dessas empreendedoras significa fortalecer economias locais, preservar patrimônios culturais e incentivar modelos de desenvolvimento mais inclusivos e sustentáveis.

Para dúvidas, regulamento, critérios de seleção e demais informações, a orientação é consultar os canais oficiais da Rede Asta por meio do site e do Instagram. As informações desta reportagem têm como base conteúdo divulgado pela Rede Asta, organização responsável pela realização da Escola de Design para Artesãs.

Texto: Geíza Batistta

Tutóia mostra que cultura e turismo podem transformar tradição em renda e desenvolvimento sustentável

Experiências turísticas, empreendedorismo e manifestações culturais fortalecem a economia local e valorizam a identidade do litoral maranhense.

Por Geíza Batistta

O município de Tutóia, no litoral leste do Maranhão, vem se consolidando como um exemplo de que investir na cultura e no turismo sustentável também significa fortalecer a economia local. Informações divulgadas pelo Sebrae Maranhão mostram que iniciativas voltadas à valorização das tradições, da gastronomia, do artesanato e das comunidades locais têm ampliado as oportunidades para pequenos empreendedores e impulsionado o destino turístico.

Durante o São João de Oportunidades, empreendedores dos segmentos de artesanato, vestuário, gastronomia e economia criativa encontraram um espaço para apresentar seus produtos a moradores e visitantes. O resultado foi além das expectativas: diversos expositores registraram vendas expressivas, chegando a esgotar seus estoques ainda durante a programação.

Mais do que movimentar a economia, a iniciativa evidenciou como eventos culturais podem se transformar em importantes vitrines para quem produz localmente. Artesãos, cozinheiros, pequenos comerciantes e empreendedores ganharam visibilidade ao apresentar produtos que carregam a identidade cultural de Tutóia.

Turismo que vai além das praias

Conhecida pelas belas paisagens que integram a região do Delta das Américas, Tutóia vem ampliando sua oferta turística com experiências que unem natureza, patrimônio histórico e cultura popular. Segundo o Sebrae, jornalistas e criadores de conteúdo participaram de roteiros que revelaram novos atrativos do município, reforçando seu potencial para o turismo de experiência.

Entre eles está o roteiro Raízes, Rios e Tradições, que convida o visitante a conhecer a antiga Igreja de Tutóia Velha, percorrer áreas de Cerrado, navegar por rios e balneários e vivenciar a cultura da comunidade quilombola de Itaperinha.

O percurso representa uma tendência cada vez mais presente no turismo sustentável: oferecer experiências que valorizam o patrimônio natural e colocam as comunidades tradicionais como protagonistas da atividade turística.

Cultura que preserva identidade e gera oportunidades

Outro destaque foi a programação cultural, que reuniu apresentações de grupos tradicionais como o Bumba Meu Boi, o Carimbó e a Dança do Caroço, expressão cultural preservada pela comunidade quilombola de Itaperinha.

Essas manifestações vão muito além do entretenimento. Elas fortalecem o sentimento de pertencimento, preservam saberes transmitidos entre gerações e contribuem para manter vivas as raízes culturais maranhenses. Ao mesmo tempo, tornam-se importantes atrativos para visitantes interessados em conhecer experiências autênticas, impulsionando o turismo cultural e a economia criativa.

Cada vez mais, destinos turísticos têm demonstrado que preservar a cultura também é uma estratégia de desenvolvimento. Quando tradição, empreendedorismo e turismo caminham juntos, os benefícios alcançam diferentes setores da economia, promovendo inclusão social, geração de renda e valorização do patrimônio local.

O turismo sustentável não se limita à contemplação das paisagens naturais, ele acontece quando comunidades, empreendedores e visitantes compartilham histórias, sabores, conhecimentos e tradições, construindo um modelo de desenvolvimento que respeita a identidade dos territórios e fortalece quem vive deles.

As informações desta reportagem têm como base conteúdo divulgado pelo Sebrae Maranhão.

Texto: Geíza Batistta