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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Projeto promove inclusão e autonomia de idosos

Iniciativa atende até 30 pessoas em Santa Rita por meio de ações de saúde, cultura, tecnologia e lazer, voltadas ao envelhecimento ativo e à valorização das experiências de vida. 

Envelhecer com qualidade de vida vai muito além dos cuidados com a saúde física. Significa também manter vínculos, participar da comunidade, aprender, compartilhar experiências e ter autonomia para viver essa etapa da vida com dignidade. Em um cenário de envelhecimento da população, iniciativas que valorizam a pessoa idosa e combatem o isolamento social ganham cada vez mais importância. É com esse propósito que o Instituto Cresça desenvolve o projeto Território da Inclusão, nos povoados Bahia e Marengo, em Santa Rita no Maranhão.

O projeto pretende atender pessoas idosas com 60 anos ou mais durante três meses, oferecendo atividades educativas, culturais, tecnológicas e de lazer voltadas para o envelhecimento ativo e para o fortalecimento da autonomia.

Segundo o coordenador do Instituto Cresça, Raimundo Muniz, o projeto busca enfrentar um dos principais desafios associados ao envelhecimento: o isolamento social. “A iniciativa pretende criar um ambiente de convivência, acolhimento e troca de experiências, no qual os participantes possam fortalecer vínculos, desenvolver novas habilidades e exercer um papel ativo na comunidade. Ao todo atenderemos 70 idosos sendo  35 em Santa Rita e 35 em Marengo”, explicou Raimundo Muniz.

A proposta parte de uma realidade que ganha cada vez mais relevância no Maranhão e no Brasil: o crescimento da população com 60 anos ou mais. Dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para o avanço do envelhecimento demográfico no país. No Maranhão, que registrava 6.776.699 habitantes no levantamento, o aumento da população idosa também reforça a necessidade de políticas e iniciativas que assegurem qualidade de vida, participação social e direitos na terceira idade.

Raimundo Muniz ressaltou que, mais do que oferecer atividades de lazer, o Território da Inclusão tem como proposta estimular o protagonismo dos idosos. “A iniciativa parte do entendimento de que envelhecer não significa perder capacidade, autonomia ou relevância social. Ao contrário, conhecimentos, histórias e experiências acumuladas ao longo da vida são reconhecidos como elementos importantes para a construção coletiva”, explicou o idealizador do projeto.

Entre as ações previstas estão atividades voltadas ao acolhimento, à escuta e ao fortalecimento da autonomia tecnológica. O projeto pretende estimular o autoconhecimento, a criação de redes de apoio e o desenvolvimento de estratégias para enfrentar dificuldades do cotidiano. A inclusão social de pessoas em situação de vulnerabilidade está entre os objetivos centrais da iniciativa.

De acordo com o coordenador, o projeto também prevê visitas domiciliares realizadas por profissionais de fisioterapia, biomédicinam, psicologia e serviço social, com atendimento aos participantes e seus familiares. “A proposta é ampliar o acompanhamento para além do espaço das atividades, considerando também a realidade familiar e comunitária de cada pessoa atendida”, detalhou Muniz.

Os cuidados relacionados à saúde também integram a programação, com ações previstas aos sábados. A iniciativa busca trabalhar a pessoa idosa de maneira integral, considerando não apenas os aspectos físicos, mas também as dimensões mental, social e afetiva. “Para mim, está sendo muito importante participar deste projeto no qual a gente traz a promoção de saúde e atendimento à comunidade. Somos uma equipe que realiza este atendimento multidisciplinar, identificando a necessidade de cada idoso. Após o diagnóstico, fazemos o direcionamento, caso sejam hipertensos ou diabéticos, para as unidades hospitalares, além de fazermos toda uma orientação sobre como cuidar da saúde”, detalhou a fisioterapeuta Dalvilene Alves.

Com o Território da Inclusão, o Instituto Cresça amplia essa trajetória ao propor um espaço dedicado à convivência, ao cuidado e ao reconhecimento da pessoa idosa como protagonista. Ao colocar a pessoa idosa no centro das ações, o projeto reforça a importância de compreender o envelhecimento como uma etapa da vida que pode ser marcada por participação, aprendizado, autonomia e protagonismo social.

Sobre o Instituto Cresça

Criado em 1985, o instituto tem atuação voltada à execução, continuidade e ampliação de projetos sociais em municípios do Maranhão e em outras regiões do Norte e Nordeste.

Entre as experiências desenvolvidas pela instituição está o projeto “Remédios e Comidas de Encantados e Voduns”, realizado em 2003 e 2004 em três comunidades quilombolas. A iniciativa envolveu pessoas idosas reconhecidas como mestres dos saberes e fazeres e buscou valorizar conhecimentos ancestrais afro-brasileiros relacionados às tradições dos territórios de Santa Rita.

Em 2010, o Instituto Cresça desenvolveu ainda a iniciativa “Bancada de Arrambã”, voltada para mulheres idosas, nochês e chefes de casas de culto Mina Jeje de Santa Rita. O projeto recebeu os prêmios Ponto de Cultura e Saúde e Ponto de Memória, do Ministério da Cultura, contribuindo para a criação do Museu Comunitário do Quilombo Sítio do Meio.

Artesãos maranhenses participam da 66ª Expoema


Texto: Geíza Batistta
 

A 66ª Expoema, que será realizada de 6 a 13 de setembro, no Parque Independência, em São Luís, contará com a participação de dez artesãos maranhenses, selecionados para representar diferentes técnicas, materiais e segmentos do artesanato produzido no estado.

A participação é organizada pela Coordenação Estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), vinculada à Secretaria de Estado do Turismo (Setur-MA).

Durante o evento, os visitantes poderão conhecer e adquirir peças confeccionadas a partir de diferentes matérias-primas e técnicas, entre elas fios, fibras, tecidos, sementes, crochê, escamas, conchas, couro, fibra de buriti e babaçu, evidenciando a diversidade, a criatividade e a identidade cultural presentes no artesanato maranhense.

Integram a relação de artesãos expositores Antônia Mesquita, Cássia Regina Lopes dos Santos, Cley Vane, Iracy Santos Câmara, Maria dos Milagres Lima Oliveira, Noelma Sousa Frazão, Nubia Lafayete dos Santos, Salete Serrate Garcez Ferreira, Swilã Pereira Cardoso e Joaneci Cantanhede Sousa.

A presença dos artesãos maranhenses integra a programação da Expoema, um dos principais eventos do setor agropecuário do estado, que reúne atividades voltadas ao agronegócio, negócios, capacitação, cultura e entretenimento.

 SERVIÇO:

O quê: Participação de dez artesãos maranhenses na 66ª Expoema

Quando: 6 a 13 de setembro de 2026

Onde: Parque Independência – São Luís (MA)

Organização: Coordenação Estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) / Setur-MA

Contato para informações: Liliane Castro – Coordenação Estadual do Artesanato/PAB (98) 98819-9901

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Motoristas de aplicativo, condutoras de veículos pesados e mulheres de diferentes profissões realizam neste domingo(30) Caminhada de Conscientização pelo Agosto Lilás

Motoristas de aplicativo e de veículos pesados coordenam mobilização que reúne mulheres de diferentes profissões contra a violência

Texto: Geíza Batistta - Jornalista e motorista de app’s 

A iniciativa nasceu da união dos grupos “Elas na Direção”, “Motoristas Mais Top de São Luís” e “Ladys do Asfalto” e ganhou a adesão de assistentes sociais e mulheres de outras áreas. As motoristas de aplicativo e de veículos pesados estão à frente da organização, mas o convite é para que mulheres e homens de todas as profissões abracem essa causa e caminhem juntos pela defesa da vida e pelo fim da violência contra a mulher. A proposta é formar um grande círculo de pessoas unidas por uma causa que ultrapassa profissões e diferenças: o enfrentamento à violência contra a mulher. 

As participantes que trabalham com veículos pesados, além de atuarem em São Luís, percorrem diferentes regiões do Maranhão e do país. A mobilização, portanto, também leva para as estradas uma mensagem de respeito, proteção e combate a todas as formas de violência contra a mulher.

Para muitas dessas mulheres, trabalhar nas ruas e nas estradas significa enfrentar jornadas extensas, longas distâncias, trânsito, situações de insegurança e, muitas vezes, conciliar a profissão com a vida familiar. Motoristas de aplicativo e condutoras de veículos pesados também estão sujeitas a abordagens desrespeitosas, violência verbal e assédio durante a rotina profissional. No Maranhão, dados do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) mostram que, entre 2019 e 2022, foram registradas 72 ações trabalhistas relacionadas a situações de violência sexual, sendo 88,89% delas envolvendo mulheres. Os dados reforçam que o enfrentamento ao assédio também precisa fazer parte da luta por ambientes de trabalho mais seguros e respeitosos. (TRT 16ª Região).

Com concentração às 16h, no Espigão Costeiro, a caminhada terá saída prevista para 16h30 e percurso aproximado de 3,6 quilômetros, entre ida e volta. Entre as ações preparadas estão uma intervenção simbólica com mulheres vestidas de branco, a pergunta “Quem vai agir por nós?”, seguida da resposta “Nós!”, e um minuto de silêncio em memória das vítimas de feminicídio. 

“A proposta é chamar a atenção da sociedade, dos homens, das mulheres e das autoridades para a necessidade de romper o silêncio. A organização também pretende aproximar as participantes da rede de proteção e reforçar que denunciar é um passo importante para interromper ciclos de violência”, explicou a motorista de aplicativo e funcionária pública, Nildilene dos Santos Silva, que é uma das organizadoras da caminhada e integrante da mobilização das mulheres motoristas.

O Relatório Anual Socioeconômico da Mulhe (RASEAM) 2026, do Ministério das Mulheres, mostra que o assédio sexual aparece entre os registros de violência sexual feitos pelo Ligue 180. Nas situações classificadas como “outras violências”, o assédio sexual correspondeu a 7,8% dos registros no Brasil em 2025.

 Onde buscar ajuda?

 Mulheres em situação de violência podem procurar a rede de proteção ou acionar o Ligue 180, serviço gratuito, 24 horas, que orienta e encaminha denúncias. Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é ligar para o 190. A Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar do Maranhão, atua no acompanhamento e fiscalização de medidas protetivas.

 Em São Luís, a Casa da Mulher Brasileira integra a rede de atendimento especializado. A mobilização busca justamente fortalecer essa rede e fazer chegar informação a quem precisa.




 SERVIÇO

O que: Motoristas de aplicativo, condutoras de veículos pesados e mulheres de diferentes profissões realizam uma Caminhada de Conscientização pelo Agosto Lilás.

Quando: 30 de agosto de 2026 (domingo) , concentração: 16h e saída: 16h30

Onde: Espigão Costeiro – São Luís (MA) ONDE GENTE?

 Sugestão de entrevistadas

 Nildilene dos Santos Silva — motorista de aplicativo e funcionária pública, uma das organizadoras da caminhada e integrante da mobilização das mulheres motoristas.

 Íris Costa dos Santos — motorista de aplicativo e professora, integrante da coordenação da caminhada, representando as mulheres de outras profissões que aderiram à mobilização.

 Aine Caroline — escrevente de cartório e administradora integrante da coordenação, trazendo para a mobilização a realidade das mulheres que trabalham e enfrentam

 Uma por todas, todas pela vida.

Diga não à violência contra a mulher.

MATÉRIA NA MIRANTE SOBRE A CAMINHADA: https://globoplay.globo.com/v/14917116/


 






quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Artesãos maranhenses ampliam conhecimentos sobre a Base Conceitual do Artesanato Brasileiro


Texto: Geíza Batistta

Artesãs e artesãos cadastrados na Associação Maranhense de Artesãos (Amararte) participaram, nesta terça-feira (25), no Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama), em São Luís, de um encontro sobre a Base Conceitual do Artesanato Brasileiro. A atividade contou com a participação da Coordenação Estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB).

O encontro teve como objetivo ampliar o conhecimento dos profissionais sobre os conceitos que caracterizam o artesanato e o diferenciam de outras formas de produção manual, além de proporcionar um espaço para esclarecimento de dúvidas, troca de experiências e orientação sobre as normas que regem o setor.

Durante a programação, os participantes conheceram melhor a Base Conceitual do Artesanato Brasileiro, estabelecida pela Portaria nº 1.007, de 11 de junho de 2018. O documento reúne orientações e critérios utilizados pelo PAB para reconhecer e classificar a produção artesanal. O conhecimento dessas diretrizes contribui para que os artesãos compreendam melhor suas técnicas, valorizem seus produtos e conheçam os critérios considerados nas ações desenvolvidas pelo programa.

“É o documento-base do artesão, pela importância que ele tem e pela necessidade de conhecê-lo. Todo artesão precisa se apropriar desse conhecimento para poder discutir e defender os seus produtos e as suas técnicas”, destacou a coordenadora estadual do PAB, Liliane Castro.

Outro tema abordado foi a Lei nº 15.419, de 28 de maio de 2026, que alterou a legislação referente à profissão de artesã e artesão. A nova legislação modifica a Lei nº 13.180/2015 e foi apresentada durante o encontro como uma das mudanças que precisam ser conhecidas e compreendidas pelos profissionais do setor.

Entre as principais dúvidas apresentadas pelos participantes esteve a relação entre a atividade de costura e o reconhecimento de determinados trabalhos como artesanato. A Coordenação Estadual esclareceu que o enquadramento de uma atividade profissional como relacionada ao artesanato não significa, automaticamente, que todas as pessoas que a exercem sejam reconhecidas como artesãs ou artesãos pelo PAB. O reconhecimento permanece condicionado aos critérios estabelecidos para a atividade artesanal e à avaliação da produção.

A programação também contemplou esclarecimentos sobre a Carteira Nacional da Artesã e do Artesão, os chamamentos públicos e os critérios utilizados na seleção de participantes para feiras nacionais. Os profissionais receberam orientações sobre a importância de manter um portfólio organizado e adequado às exigências previstas em cada edital.

Para a artesã Neide Baldez, do empreendimento Tok Africano, o encontro contribuiu para esclarecer dúvidas que ainda possuía, mesmo já sendo portadora da Carteira Nacional do Artesão.

“Foi de fundamental importância porque esclareceu muitos pontos que eu tinha sobre o que realmente é artesanato e como a nova lei se enquadra. As informações foram muito pertinentes para clarear ainda mais o meu entendimento e também poder ajudar outras colegas a buscar a Carteira Nacional da Artesã e do Artesão”, afirmou.

A artesã Ana Lúcia de Carvalho, conhecida como Lu Afroacessórios, também destacou a importância da troca de informações proporcionada pelo encontro.

“A reunião foi muito esclarecedora. Tivemos a participação da representante do PAB, que explicou o que é artesanato e o que não é, além de tirar muitas dúvidas das artesãs presentes. Também conversamos sobre a Amararte, espaços e feiras. Foi muito importante tudo o que aprendemos e compartilhamos aqui”, disse.

Para a presidente da Amararte, Lenilda Lima, a atividade também representou uma oportunidade de fortalecer a organização e o planejamento da associação.

“O encontro foi importante para explicar o que é o PAB, a nova legislação, a forma de trabalhar com as peças e os critérios do programa. Também tivemos a apresentação de novos associados e conversamos sobre projetos para o futuro da nossa associação”, destacou.

Realizada a partir de uma solicitação da Amararte, a reunião proporcionou orientações sobre conceitos e critérios do artesanato brasileiro, legislação, participação em feiras e editais, além dos serviços disponibilizados pelo PAB aos profissionais do setor.

A Coordenação Estadual do PAB está disponível para orientar e esclarecer dúvidas dos artesãos. O atendimento é realizado no Ceprama, em São Luís, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Informações também podem ser solicitadas pelo e-mail artesaosmaranhenses@gmail.com.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

FENAJ convoca jornalistas para mobilização nacional pelo Diploma de Jornalismo nesta quarta (26)

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) convoca jornalistas de todo o país para participar, nesta quarta-feira (26), do Dia D pelo Diploma, uma mobilização nacional em defesa da formação superior específica para o exercício profissional do Jornalismo.

A ação acontece durante todo o dia nas redes sociais e busca reunir jornalistas de todo o país em uma grande manifestação em defesa do diploma e da valorização profissional.

O Dia D ocorre em um momento estratégico para a categoria. A PEC 206/2012, que restabelece a exigência da formação superior específica para o exercício profissional, já foi aprovada no Senado e está pronta para votação no plenário da Câmara dos Deputados. Ao mesmo tempo, manifestações recentes dos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes recolocaram no Supremo Tribunal Federal (STF) o debate sobre a decisão de 2009 que derrubou a obrigatoriedade do diploma.

A campanha tem como mote “Jornalismo é profissão. Diploma já!” e pretende ampliar a pressão nas duas frentes: PEC na Câmara. Revisão no STF.

Para a presidenta da FENAJ, Samira de Castro, o momento exige que a categoria transforme a retomada do debate em ação. “Temos uma oportunidade importante de avançar em uma luta histórica dos jornalistas. É hora de ocupar as redes, pressionar o Congresso e o STF e mostrar que defender o diploma é defender a formação, a valorização profissional e o Jornalismo que a sociedade precisa”, afirma.

Como participar

Para aderir ao Dia D, vista azul ou a camisa da PEC do Diploma, faça uma foto ou grave um vídeo e publique nas redes sociais ao longo da quarta-feira, marcando a @fenajoficial e o Sindicato dos Jornalistas de seu estado.

A orientação é também marcar os perfis do STF e de seus ministros, além de deputadas e deputados federais do seu estado, cobrando a revisão da decisão de 2009 e a votação da PEC do Diploma.

Nas publicações, use as hashtags:

#DiplomaDeJornalistaJá
#PECdoDiplomaJá
#RevisaSTF

Maranhão debate impactos do El Niño e reforça importância da prevenção climática nos municípios

 
Encontro reúne gestores públicos em São Luís para discutir riscos climáticos e fortalecer a preparação das cidades maranhenses

Texto: Geíza Batistta

Os desafios provocados pelas mudanças climáticas já fazem parte da realidade da gestão pública. No Maranhão, onde períodos de chuvas intensas e de estiagens podem afetar comunidades, infraestrutura, agricultura, turismo e serviços essenciais, investir em prevenção tornou-se uma necessidade.

É com esse olhar que a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), em parceria com a Secretaria Especial de Assuntos Federativos (SEAF/SRI/PR), realiza nesta terça-feira (25), em São Luís, a reunião técnica “Efeitos Climáticos do El Niño no Nordeste do Brasil e seus desafios para a Gestão Pública Municipal”.

O encontro reunirá prefeitos, secretários municipais e gestores das Defesas Civis para discutir os possíveis impactos do fenômeno e, principalmente, as estratégias que os municípios podem adotar para antecipar riscos e proteger a população.

Durante a programação, o Governo Federal apresentará o Painel El Niño, com informações que poderão auxiliar os gestores no monitoramento, no planejamento e na preparação para eventuais situações de emergência.

Mais do que discutir um fenômeno climático, a iniciativa chama a atenção para a necessidade de uma atuação integrada entre municípios, Estado e União. Eventos extremos não respeitam fronteiras administrativas e exigem respostas coordenadas, acesso a informações confiáveis e planejamento permanente.

Para além da Defesa Civil, a prevenção climática envolve áreas como saúde, meio ambiente, infraestrutura, agricultura, turismo e proteção do patrimônio cultural. Preparar as cidades significa reduzir prejuízos, preservar vidas e garantir maior capacidade de resposta diante de situações adversas.

Em tempos de mudanças climáticas, prevenir deixou de ser apenas uma recomendação: é uma responsabilidade da gestão pública e uma estratégia essencial para construir municípios mais seguros e resilientes.

 Serviço

Quando: 25 de agosto (terça-feira), das 9h às 12h.

Onde: Auditório Gervásio Santos (Plenarinho) – ALEMA, São Luís/MA

Evento em formato híbrido

Informações e marcação de cobertura: (98) 98119-5403

Carla Ribeiro – Coordenadora de Comunicação da FAMEM


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Maranhão inicia construção do Plano de Turismo 2040



Oficinas territoriais reúnem poder público, trade, empresas e comunidades para definir caminhos para um turismo mais integrado, sustentável e competitivo no Maranhão até 2040.

Texto e fotos: Geíza Batistta 
Jornalista profissional

Pensar o turismo do Maranhão para além de uma gestão e dos próximos anos. Esse foi o propósito da primeira Oficina Territorial para a construção do Plano de Turismo do Maranhão 2040, realizada nesta segunda-feira (17), em São Luís. O encontro reuniu representantes do poder público, iniciativa privada, entidades do trade, instâncias de governança, instituições e comunidades em uma construção que pretende ouvir quem vive, trabalha e empreende no turismo.

Realizada no Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama), a oficina colocou na mesma mesa diferentes olhares sobre os caminhos que o Estado precisa seguir para transformar seu potencial turístico em desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental.

A proposta é construir um planejamento de longo prazo, capaz de atravessar diferentes gestões e dar continuidade às políticas para o setor, sem perder de vista as características e necessidades de cada território.

Segundo o secretário adjunto de Turismo, Ruan Tavares, o objetivo é criar um plano de Estado, garantindo continuidade às políticas públicas para o setor.


O consultor Ricardo Cirqueira, da Turismo 360, destacou a necessidade de descentralizar os fluxos turísticos, ampliando a participação de outros destinos maranhenses.

Para Flor de Maria, do Sebrae-MA e gestora de Turismo do Polo São Luís, a participação de pequenos negócios e comunidades é fundamental para que o crescimento do turismo gere oportunidades nos territórios.

11 municípios no roteiro

Depois de São Luís, as oficinas territoriais serão realizadas em 10 outros municípios: Viana, Cururupu, Itapecuru Mirim, Carutapera, Caxias, Açailândia, Carolina, Grajaú, Pastos Bons e Tutóia.

Ao todo, serão 11 localidades envolvidas nessa etapa de escuta territorial, que busca transformar demandas e potencialidades regionais em metas e ações para o turismo maranhense até 2040.

Babaçu, artesanato e protagonismo feminino ganham espaço na Feira do Empreendedor Sebrae 2026


Projeto Quilombás, de Cantanhede, levou o artesanato produzido por mulheres quilombolas à Feira do Empreendedor e mostrou como saberes tradicionais podem gerar renda, fortalecer a cultura e abrir caminhos para o turismo sustentável.

O artesanato produzido a partir do coco babaçu e o protagonismo feminino ganharam destaque na 12ª Feira do Empreendedor Sebrae 2026, realizada de 14 a 16 de agosto, no Multicenter Negócios e Eventos, em São Luís. Promovida pelo Sebrae Maranhão, a feira reuniu empreendedores, pequenos negócios e iniciativas ligadas à inovação, finanças, agricultura familiar, turismo, artesanato, sustentabilidade, diversidade e economia criativa. Mais de 7 mil pessoas passaram pelo evento somente no primeiro dia.

Entre as iniciativas presentes esteve o Projeto Quilombás, da comunidade quilombola da Viúva, em Cantanhede, que apresentou produtos artesanais feitos por mulheres a partir do babaçu. A iniciativa mostra como a economia criativa pode transformar recursos do território em oportunidades de trabalho e renda, mantendo vivos conhecimentos transmitidos entre gerações.

“Mais do que peças artesanais, os produtos apresentados pelo Quilombás carregam histórias, identidade e conhecimentos transmitidos de geração em geração. O trabalho também reforça a importância da valorização da biodiversidade e da permanência da floresta em pé como parte de uma cadeia produtiva sustentável”, afirmou a secretária de Igualdade Racial de Cantanhede, Rosangela Ludovico.

Mulheres que transformam o território

A força do projeto também esteve na programação de conhecimento da feira. Maria Josiane Pacheco, líder do Quilombás, participou da roda empreendedora “Economia Criativa da Floresta: Cultura, Natureza e Negócios”, no espaço ESG Turismo e Economia Criativa, com mediação de Cristiane Corrêa, do Sebrae Maranhão.


O encontro reuniu ainda Nelinha do Babaçu, empreendedora social e sócia da Reflyta, e Aline Martins, do Grupo Mulheres em Ação e da Delícias do Quilombo Cumum. A discussão abordou o potencial do babaçu na bioeconomia e a importância de fortalecer sua cadeia produtiva sem esgotar os recursos naturais.

“Se você conhece e respeita a cultura e a natureza, preservando, porque é minha essência, meu povo é minha vida! A mãe natureza nos dá tudo! Amamos a natureza! Os três andam juntos, um elo e uma parceria: a bioeconomia do meu coletivo”, afirmou Josiane.

Nascida em Palmeirândia, na Baixada Maranhense, Nelinha do Babaçu, nome pelo qual é conhecida Cornélia Rodrigues, é filha de lavrador e de quebradeira de coco. Sua trajetória está ligada à valorização do babaçu, à sustentabilidade e ao empreendedorismo social.

Já Aline Martins, da comunidade quilombola de Cumum, em Guimarães, transformou uma receita de biscoito de tapioca aprendida com a avó em negócio e fonte de renda para outras mulheres. Vencedora do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2024, ela também integra o Grupo Mulheres em Ação.

“A união entre as mulheres e o empreendedorismo é capaz de transformar”, destacou Aline.

Artesanato e turismo: histórias que circulam

O Quilombás esteve entre os negócios maranhenses selecionados para a Brasil BioMarket, espaço dedicado à comercialização de produtos da bioeconomia. A participação reforçou que o artesanato pode ir além do consumo e apresentar ao visitante um território, seus modos de fazer e a história de quem mantém esses saberes vivos.

Essa conexão aproxima o artesanato do turismo cultural, comunitário e de experiência, valorizando cultura, gastronomia, ancestralidade e a relação das comunidades com a natureza.

O turismo de base comunitária também esteve representado na feira com a Rota dos Quilombos, iniciativa desenvolvida com assessoramento do INSPOSUMA, que valoriza experiências, saberes, gastronomia e manifestações culturais de comunidades quilombolas do Maranhão. A presença da iniciativa reforçou o diálogo entre empreendedorismo, cultura e turismo sustentável. O momento também proporcionou o reencontro com Zina, profissional ligada à Rota e parceira do turismo maranhense. (Rota dos Quilombos)

Saberes que geram futuro

O encontro de iniciativas como Quilombás e Rota dos Quilombos mostra que o desenvolvimento dos territórios pode partir de quem vive neles. No babaçu, no artesanato, na gastronomia e nas experiências comunitárias estão possibilidades de geração de renda sem abrir mão da identidade cultural.

Para o turismo maranhense, esse movimento amplia os caminhos para conhecer o estado a partir de suas comunidades, seus saberes e suas histórias.

Do babaçu vêm as peças. Das mulheres, vem a força. E do território, uma história que pode se transformar em experiência, renda e futuro. 

Texto: Geíza Batistta - Jornalista | Jornalismo Sustentável

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Maranhão entra no Top 10 de vendas na Fenearte 2026


O artesanato maranhense encerrou sua participação na 26ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), realizada em Olinda (PE), com crescimento expressivo nas vendas e excelente desempenho comercial durante o evento.

Durante a feira, foram comercializadas 1.187 peças, que movimentaram R$ 150.880,00 em vendas diretas. As 220 encomendas registradas somaram mais R$ 6.300,00, elevando a movimentação financeira total para R$ 157.180,00.

Com esses números, o Maranhão conquistou a 10ª colocação no ranking nacional de comercialização da Fenearte 2026. Ao todo, 35 artesãos foram beneficiados diretamente pela participação na feira e outros 693 de forma indireta.

A delegação maranhense foi representada pelos artesãos Robert Wagner Oliveira da Silva, Josinete do Carmo Menezes de Araújo e Cássia Regina Lopes dos Santos, além do Grupo de Produção Lençóis Maranhenses e da Associação de Artesãos do Maranhão (Amararte).

O estande reuniu peças produzidas com fibra de buriti, renda de bilro, fios e tecidos, sementes, porcelanato e cerâmica, representando diferentes polos turísticos do estado.

Potencial do artesanato maranhense

Em comparação com a edição de 2025, quando foram comercializadas 504 peças e cerca de R$ 85 mil em vendas, o Maranhão registrou crescimento de 135,5% no número de peças vendidas e aumento de aproximadamente 77,5% na movimentação financeira.

De acordo com levantamento da Coordenação Estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), os produtos confeccionados em fio e fibra lideraram as vendas da edição. Em seguida aparecem as peças em fios e tecidos, enquanto os trabalhos produzidos com sementes e cerâmica também registraram excelente desempenho.

Para a coordenadora estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), Liliane Castro, os resultados refletem o trabalho desenvolvido junto aos grupos de produção e às entidades representativas do setor.

“A participação do Maranhão na 26ª Fenearte reafirma o potencial do nosso artesanato. Os resultados alcançados refletem o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Coordenação Estadual do Programa do Artesanato Brasileiro com os grupos de produção e as entidades representativas, ampliando oportunidades para que um número cada vez maior de artesãos seja beneficiado. Esse fortalecimento incentiva a produção, amplia a comercialização, movimenta toda a cadeia produtiva e contribui para preservar e difundir os saberes tradicionais e a cultura maranhense”, relatou Liliane Castro.

A artesã Maria Gorete Silva Miranda, que participou pela primeira vez da Fenearte, comemorou o resultado alcançado. “Trabalho há 49 anos com a fibra de buriti, um ofício que aprendi com minha mãe e sigo exercendo até hoje. Produzo bolsas, jogos americanos, caminhos de mesa e outras peças. Participar da Fenearte pela primeira vez foi uma alegria muito grande. Nosso trabalho foi muito reconhecido, vendemos muitas bolsas, recebemos encomendas e voltei com poucos produtos. Fiquei muito feliz por representar nosso Grupo de Produção Lençóis Maranhenses e espero, se Deus permitir, voltar no próximo ano”.

A Fenearte é considerada a maior feira de artesanato da América Latina e reúne expositores de diversos estados brasileiros e de outros países, consolidando-se como uma das principais vitrines para a comercialização e divulgação do artesanato nacional.

Texto: Geíza Batistta

Inscrições abertas para o reconhecimento nacional de Mestre Artesão e Mestra Artesã

Artesãos maranhenses que dedicam a vida ao fazer artesanal e à transmissão dos conhecimentos tradicionais já podem participar do processo de reconhecimento para a emissão da Carteira Nacional de Mestre Artesão e Mestra Artesã. As inscrições estão abertas até o dia 18 de outubro de 2026 e representam uma oportunidade de reconhecimento para profissionais que contribuem para a preservação da cultura e da identidade do artesanato brasileiro.
Artesã rendeira da Raposa Marilene Marques
recebeu em 2019 a carteira de Mestre artesã
(foto: Geíza Batistta)

O reconhecimento é destinado a artesãos que possuem uma trajetória consolidada na atividade, dominam uma técnica artesanal, difundem os saberes e são reconhecidos pela comunidade como referência em seu ofício. Além da qualidade das peças produzidas, um dos principais critérios é o compromisso em transmitir esses conhecimentos para outras pessoas, contribuindo para que as técnicas tradicionais sejam preservadas.

Essa transmissão pode acontecer de diversas formas, como ensinar aprendizes, ministrar oficinas, orientar outros artesãos, participar de associações ou cooperativas, desenvolver ações junto à comunidade ou incentivar novas gerações a dar continuidade ao trabalho artesanal. O objetivo é reconhecer profissionais que transformaram o artesanato em um legado cultural.

As inscrições podem ser realizadas via Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab - https://digital.memp.gov.br/) ou por meio do envio da documentação pelos Correios, conforme previsto no edital.


Antes de efetuar a inscrição, o candidato deve ler atentamente o Edital de Chamamento Público nº 07/2026, conferir toda a documentação exigida e verificar se atende aos critérios estabelecidos. O prazo para inscrições foi prorrogado até o dia 18 de outubro de 2026.

Artesãos receberam em 2019
a carteira de Mestre artesã

(foto: Geíza Batistta

Após o encerramento das inscrições, toda a documentação será submetida à análise documental e à curadoria realizada por uma equipe de curadores nacionais, responsável pela avaliação das candidaturas.

“Nossa orientação é que os artesãos leiam o edital com atenção, confiram toda a documentação exigida e façam a inscrição dentro do prazo. Em caso de dúvidas, a Coordenação Estadual do Programa do Artesanato Brasileiro está à disposição para orientar os candidatos durante todo o processo”, orienta a coordenadora estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), Liliane Castro.

“A expectativa é que mais artesãos maranhenses tenham a oportunidade de receber o reconhecimento nacional por seu trabalho marcado pela dedicação ao artesanato e pelo compromisso em preservar e transmitir conhecimentos que fazem parte da cultura do Maranhão e do Brasil”, completa Castro.

O edital completo está disponível no endereço: https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/artesanato/edital-de-chamamento-publico-n-o-07-2026-para-reconhecimento-e-registro-de-mestre-artesao-e-mestra-artesa

Texto e fotos: Geíza Batistta