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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Donna Marie desembarca na Jamaica Brasileira e reforça o Maranhão como referência mundial do reggae

Estrela internacional do gênero, cantora britânica criada na Jamaica é a principal atração da 4ª edição do Jamaica Brasileira Festival, que celebra a força cultural e turística do reggae maranhense

Por Geíza Batistta

Quando se fala em reggae no Brasil, o Maranhão ocupa um lugar de destaque. O estado, que transformou São Luís na consagrada Jamaica Brasileira, mantém viva uma das mais autênticas expressões da cultura reggae fora da ilha caribenha. Neste sábado (18), essa história ganha mais um capítulo com a realização da 4ª edição do Jamaica Brasileira Festival, que terá como grande atração a cantora Donna Marie, um dos nomes femininos mais respeitados do reggae internacional. MELO DE POLIANA 1998 - Gonna Marie

Nascida no Reino Unido e criada na Jamaica, Donna Marie iniciou sua carreira no fim da década de 1980 e conquistou reconhecimento por sua voz marcante e interpretações que transitam entre o reggae roots, lovers rock, R&B e gospel. Ao longo de sua trajetória, emplacou sucessos que a levaram a integrar importantes coletâneas do gênero e consolidou seu nome como uma das grandes divas do reggae contemporâneo. 

A relação da artista com o Maranhão também não é recente. Donna Marie já se apresentou diversas vezes para o público maranhense e costuma destacar o carinho recebido na chamada Jamaica Brasileira, onde suas músicas encontram um público fiel e apaixonado pelo reggae. Instagram.com/donnamarienow1/

O festival, que será realizado na aréa externa do Centro de Artesanato do Maranhão (CEPRAMA), reunirá ainda a banda maranhense Raiz Tribal, artistas convidados, radiolas e uma programação que promete cerca de dez horas de música, celebrando um ritmo que faz parte da identidade cultural do estado.

Muito além da música

No Maranhão, o reggae representa muito mais que entretenimento. O gênero tornou-se patrimônio afetivo de gerações, influenciando costumes, moda, dança e a ocupação dos espaços culturais. As tradicionais radiolas, os bailes de salão e o característico “agarradinho” fazem parte de uma manifestação cultural que atravessa décadas e continua atraindo admiradores de diferentes partes do Brasil e do mundo.

Esse movimento também impulsiona a economia criativa. Festivais, shows e eventos especializados movimentam músicos, produtores, DJs, artesãos, empreendedores da gastronomia, comerciantes e profissionais do turismo, fortalecendo uma cadeia produtiva que gera renda e amplia a visibilidade do Maranhão como destino cultural.

Realizado em um espaço dedicado ao artesanato maranhense, o Jamaica Brasileira Festival evidencia como cultura, turismo e economia sustentável podem caminhar juntos. Ao reunir artistas locais e uma estrela internacional, o evento reforça o intercâmbio cultural e contribui para manter viva uma tradição que tornou São Luís uma referência mundial para os amantes do reggae.

Mais do que receber uma artista internacional, o Maranhão reafirma seu protagonismo como território onde o reggae encontrou uma segunda casa e segue sendo celebrado como expressão de identidade, diversidade cultural e desenvolvimento sustentável.

Serviço

O que:Jamaica Brasileira Festival – 4ª edição

Quando: 18 de julho (sábado), a partir das 18h

Onde: CEPRAMA - (Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão)

Entrada: Gratuita até as 21h.

Texto: Geíza Batistta



quarta-feira, 15 de julho de 2026

Artesãs do Maranhão têm oportunidade de impulsionar seus negócios com formação gratuita em design e empreendedorismo

Moradoras de São Luís estão entre o público contemplado pela Escola de Design para Artesãs, que oferece capacitação on-line, mentoria e incentivo financeiro para fortalecer o artesanato e ampliar o acesso ao mercado

Por Geíza Batistta

As artesãs de São Luís têm até o dia 19 de julho para se inscrever na 2ª edição da Escola de Design para Artesãs – Turma Transpetro, iniciativa gratuita da Rede Asta voltada para mulheres que atuam com produção artesanal e desejam fortalecer seus negócios. Serão selecionadas 120 artesãs de 21 municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, entre eles a capital maranhense. As aulas serão realizadas de forma on-line, com início em 5 de agosto e duração de cinco meses. As inscrições devem ser feitas pelo site oficial da Rede Asta: Escola de Design para Artesãs – inscrições⁠. Para acompanhar novidades, cronograma, critérios de seleção e esclarecer dúvidas, as candidatas também podem acessar o site oficial da Rede Asta⁠ e o perfil oficial da organização no Instagram da Rede Asta. As informações sobre a formação foram divulgadas pela Rede Asta. 

Quem pode participar? Podem se inscrever mulheres artesãs que residam em um dos 21 municípios contemplados pelo projeto, entre eles São Luís (MA). A formação é voltada para quem trabalha com artesanato e deseja aprimorar conhecimentos em design, gestão, empreendedorismo, vendas e comunicação para fortalecer seu negócio.

Como participar? As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até 19 de julho pelo link oficial da Rede Asta. As aulas serão totalmente on-line, com início em 5 de agosto e duração de cinco meses.

A presença de São Luís entre os municípios contemplados representa uma oportunidade importante para o fortalecimento do artesanato maranhense, reconhecido pela diversidade de técnicas, matérias-primas e tradições culturais. A qualificação permite que artesãs ampliem conhecimentos em gestão, design, comunicação, vendas, marketing digital e relacionamento com clientes, tornando seus empreendimentos mais competitivos.

O programa foi desenvolvido especialmente para mulheres que vivem do artesanato ou desejam estruturar melhor seus negócios. Além das aulas virtuais e encontros temáticos, as participantes terão acesso a conteúdos voltados ao desenvolvimento de produtos, organização financeira, posicionamento de mercado e estratégias para aumentar a geração de renda.

Outro diferencial da formação é o incentivo ao protagonismo feminino no empreendedorismo. Durante o curso, as participantes poderão concorrer a premiações por desempenho e engajamento. Ao final da capacitação, 12 artesãs receberão capital semente para investir diretamente em seus empreendimentos. (Rede Asta)

Para o Maranhão, iniciativas dessa natureza contribuem para valorizar um dos setores mais importantes da economia criativa. O estado reúne centenas de mulheres que preservam técnicas tradicionais transmitidas entre gerações, produzindo peças em fibras naturais, cerâmica, biojoias, bordados, rendas e outros saberes que representam a identidade cultural maranhense.

Mais do que ensinar ferramentas de gestão, programas de formação estimulam a inovação sem perder a essência do fazer artesanal, permitindo que produtos carregados de identidade cultural conquistem novos mercados e ampliem sua sustentabilidade econômica.

O fortalecimento do artesanato feminino também dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à igualdade de gênero, ao trabalho decente, à redução das desigualdades e ao consumo responsável. Investir na qualificação dessas empreendedoras significa fortalecer economias locais, preservar patrimônios culturais e incentivar modelos de desenvolvimento mais inclusivos e sustentáveis.

Para dúvidas, regulamento, critérios de seleção e demais informações, a orientação é consultar os canais oficiais da Rede Asta por meio do site e do Instagram. As informações desta reportagem têm como base conteúdo divulgado pela Rede Asta, organização responsável pela realização da Escola de Design para Artesãs.

Texto: Geíza Batistta

Tutóia mostra que cultura e turismo podem transformar tradição em renda e desenvolvimento sustentável

Experiências turísticas, empreendedorismo e manifestações culturais fortalecem a economia local e valorizam a identidade do litoral maranhense.

Por Geíza Batistta

O município de Tutóia, no litoral leste do Maranhão, vem se consolidando como um exemplo de que investir na cultura e no turismo sustentável também significa fortalecer a economia local. Informações divulgadas pelo Sebrae Maranhão mostram que iniciativas voltadas à valorização das tradições, da gastronomia, do artesanato e das comunidades locais têm ampliado as oportunidades para pequenos empreendedores e impulsionado o destino turístico.

Durante o São João de Oportunidades, empreendedores dos segmentos de artesanato, vestuário, gastronomia e economia criativa encontraram um espaço para apresentar seus produtos a moradores e visitantes. O resultado foi além das expectativas: diversos expositores registraram vendas expressivas, chegando a esgotar seus estoques ainda durante a programação.

Mais do que movimentar a economia, a iniciativa evidenciou como eventos culturais podem se transformar em importantes vitrines para quem produz localmente. Artesãos, cozinheiros, pequenos comerciantes e empreendedores ganharam visibilidade ao apresentar produtos que carregam a identidade cultural de Tutóia.

Turismo que vai além das praias

Conhecida pelas belas paisagens que integram a região do Delta das Américas, Tutóia vem ampliando sua oferta turística com experiências que unem natureza, patrimônio histórico e cultura popular. Segundo o Sebrae, jornalistas e criadores de conteúdo participaram de roteiros que revelaram novos atrativos do município, reforçando seu potencial para o turismo de experiência.

Entre eles está o roteiro Raízes, Rios e Tradições, que convida o visitante a conhecer a antiga Igreja de Tutóia Velha, percorrer áreas de Cerrado, navegar por rios e balneários e vivenciar a cultura da comunidade quilombola de Itaperinha.

O percurso representa uma tendência cada vez mais presente no turismo sustentável: oferecer experiências que valorizam o patrimônio natural e colocam as comunidades tradicionais como protagonistas da atividade turística.

Cultura que preserva identidade e gera oportunidades

Outro destaque foi a programação cultural, que reuniu apresentações de grupos tradicionais como o Bumba Meu Boi, o Carimbó e a Dança do Caroço, expressão cultural preservada pela comunidade quilombola de Itaperinha.

Essas manifestações vão muito além do entretenimento. Elas fortalecem o sentimento de pertencimento, preservam saberes transmitidos entre gerações e contribuem para manter vivas as raízes culturais maranhenses. Ao mesmo tempo, tornam-se importantes atrativos para visitantes interessados em conhecer experiências autênticas, impulsionando o turismo cultural e a economia criativa.

Cada vez mais, destinos turísticos têm demonstrado que preservar a cultura também é uma estratégia de desenvolvimento. Quando tradição, empreendedorismo e turismo caminham juntos, os benefícios alcançam diferentes setores da economia, promovendo inclusão social, geração de renda e valorização do patrimônio local.

O turismo sustentável não se limita à contemplação das paisagens naturais, ele acontece quando comunidades, empreendedores e visitantes compartilham histórias, sabores, conhecimentos e tradições, construindo um modelo de desenvolvimento que respeita a identidade dos territórios e fortalece quem vive deles.

As informações desta reportagem têm como base conteúdo divulgado pelo Sebrae Maranhão.

Texto: Geíza Batistta

terça-feira, 14 de julho de 2026

Turismo sustentável fortalece o protagonismo do Maranhão na Amazônia brasileira

Por Geíza Batistta

Muito além da exuberância da floresta, a Amazônia brasileira revela um mosaico de culturas, saberes tradicionais e experiências sustentáveis que transformam o turismo em um importante instrumento de conservação ambiental e desenvolvimento social. Entre os nove estados que integram o bioma, o Maranhão desponta como um dos destinos que melhor traduzem essa conexão entre natureza, identidade cultural e protagonismo comunitário.

Dados e roteiros apresentados pelo Ministério do Turismo reforçam que o turismo na Amazônia vai além dos destinos tradicionais. A proposta é incentivar experiências responsáveis, que valorizem as populações locais e promovam a preservação dos ecossistemas por meio da atividade turística.

No Maranhão, esse modelo ganha força na Comunidade Tradicional Praia de São Pedro, em Carutapera, localizada na Reserva Extrativista Marinha Arapiranga-Tromaí. O destino tornou-se referência em turismo de base comunitária ao permitir que o visitante vivencie o cotidiano da comunidade, conhecendo práticas ligadas à pesca artesanal, aos manguezais e aos modos de vida que há gerações garantem o equilíbrio entre conservação ambiental e geração de renda.

Entre as experiências oferecidas estão o tradicional arrasto de camarão, a confecção artesanal de redes de pesca, passeios de canoa pelos estuários e manguezais, observação de aves, como o emblemático guará, além da contemplação de praias praticamente intocadas e lagoas naturais que compõem a paisagem do litoral amazônico maranhense.

A gastronomia também faz parte da experiência. O tradicional “avoado”, preparado pelos próprios pescadores, proporciona uma imersão na culinária regional, enquanto manifestações culturais, como a Festividade de São Pedro e o Festival de Verão da comunidade, reforçam o turismo como ferramenta de valorização do patrimônio imaterial.

O reconhecimento do Ministério do Turismo evidencia um caminho que o Maranhão já vem construindo nos últimos anos: investir em um turismo que respeita os territórios, fortalece as comunidades tradicionais e transforma os moradores em protagonistas da atividade turística.

Essa visão dialoga diretamente com os princípios da sustentabilidade. O turismo deixa de ser apenas uma atividade econômica para assumir um papel estratégico na conservação dos recursos naturais, na manutenção da cultura local e na distribuição dos benefícios gerados pela visitação.

A Amazônia brasileira ocupa mais da metade do território nacional e reúne destinos distribuídos pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Embora cada estado apresente características próprias, o Maranhão se diferencia por integrar ambientes costeiros, manguezais, reservas extrativistas e comunidades tradicionais que preservam conhecimentos transmitidos entre gerações.

Mais do que um destino turístico, o estado demonstra que é possível conciliar preservação ambiental, inclusão social e desenvolvimento econômico. Em um momento em que o turismo sustentável ganha cada vez mais relevância no cenário nacional e internacional, experiências como a de Carutapera mostram que a Amazônia maranhense possui um patrimônio natural e cultural capaz de inspirar um novo modelo de turismo: mais consciente, participativo e comprometido com as futuras gerações.

Fonte: Ministério do Turismo

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Conhecer para preservar: pós-graduação promove imersão na história e cultura afro-brasileira e caribenha no Maranhão


Conhecer a história é o primeiro passo para preservar a memória e valorizar a identidade de um povo. Com esse propósito, teve início neste mês de julho a pós-graduação em História e Cultura Afro-Brasileira e Caribenha. O curso reúne profissionais de diferentes áreas, entre educadores, gestores públicos, pesquisadores e comunicadores, unidos pelo compromisso de transformar o aprendizado em ferramenta de conscientização e cidadania em suas repartições, escolas e meios de comunicação.

A formação vai muito além da teoria tradicional. Logo no primeiro módulo, a turma participou de uma imersão prática que uniu conceitos acadêmicos e vivências em territórios que pulsam a história da população negra no Maranhão. O roteiro incluiu visitas ao Monumento à Diáspora Africana no Maranhão e ao Quilombo da Liberdade, reconhecido como o maior quilombo urbano da América Latina e um dos principais símbolos de resistência e salvaguarda cultural do estado.





Durante a caminhada pela Liberdade, o grupo conheceu a casa do saudoso Mestre Leonardo, referência eterna do Tambor de Crioula, e ouviu relatos profundos sobre as estratégias de sobrevivência, a oralidade e o papel das comunidades tradicionais na manutenção desse patrimônio vivo.

A especialização propõe uma reflexão crítica sobre a presença africana na formação social, histórica e cultural maranhense, cruzando temas como diáspora, memória, religiosidade, sustentabilidade e políticas de valorização identitária. Um dos grandes destaques desta largada foi a vinda do Prof. Dr. Sylvain Mbohou, pesquisador originário de Camarões, responsável por ministrar a disciplina Fundamentos da Identidade Afro-Diaspórica: África – Caribe – Brasil – Maranhão. A presença do docente internacional foi viabilizada por meio da Escola de Governo do Maranhão (EGMA), promovendo um rico intercâmbio acadêmico e cultural.














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Ao conectar as rotas que entrelaçam os continentes e as ilhas caribenhas ao cenário local, o professor ressaltou que a identidade afro-diaspórica se constrói a partir de deslocamentos, mas, acima de tudo, de resistências e permanências que atravessam o Atlântico.






“Quando estudamos a diáspora africana, compreendemos que o Maranhão não está isolado dessa história. Ele faz parte de uma rede de experiências culturais, linguísticas e sociais que conecta a África ao Brasil. Conhecer essas relações é fundamental para valorizar a ancestralidade e compreender o presente”, afirmou o Prof. Dr. Sylvain Mbohou.























Para quem atua na linha de frente da comunicação pública, do turismo e do artesanato, áreas intrinsecamente ligadas ao desenvolvimento sustentável e ao respeito às matrizes tradicionais, a oportunidade de integrar essa turma representa um divisor de águas para qualificar o olhar e descolonizar as narrativas informativas.

“Como jornalista que atua há mais de vinte anos na cobertura ligadas a cultura, turismo, e do artesanato maranhense, percebo que compreender a fundo esse processo histórico torna nosso trabalho ainda mais responsável. Conhecer esses territórios de perto e escutar quem mantém viva essa herança nos dá o estofo necessário para comunicar com mais sensibilidade, respeito e compromisso real com a memória, sem reduzir essas populações a meros produtos turísticos”,  jornalista e assessora de comunicação, Geíza Batistta.

No fim das contas, a formação reforça o papel da educação e da comunicação como engrenagens de transformação social. Ao instrumentalizar profissionais que ocupam espaços estratégicos de decisão e difusão de informação, a pós-graduação garante que o conhecimento produzido não fique restrito à academia, mas chegue à ponta, fortalecendo políticas públicas voltadas às comunidades quilombolas e quebradeiras de coco.

Mais do que uma especialização, este início de jornada desenha um convite indispensável ao reconhecimento das raízes que sustentam o Maranhão, mostrando que o verdadeiro desenvolvimento sustentável caminha lado a lado com a valorização de um patrimônio que segue vivo no cotidiano, nas mãos dos artesãos e na identidade do povo.

Texto e fotos: Geíza Batista

Mulheres do Arquipélago de Cururupu participam de oficina para fortalecer turismo comunitário

 

Produzido durante a oficina, o mapa coletivo reúne os
principais atrativos naturais, culturais e
produtivos das ilhas participantes

Moradoras do Arquipélago de Cururupu, localizado no litoral maranhense, participaram da oficina “Mulheres Praianas: Turismo Comunitário como caminho para o protagonismo feminino”. O projeto reuniu representantes das ilhas de Lençóis, Bate Vento, Mirinzal, Valha-me Deus, Caçacueira, São Lucas e Taboa-Mangunça com o objetivo de transformar o conhecimento tradicional em oportunidades de geração de renda por meio do turismo sustentável.

Durante a capacitação, as participantes utilizaram a metodologia da cartografia social, coordenada pelo Sebrae, para mapear coletivamente as riquezas naturais, culturais e os potenciais atrativos de cada localidade. A dinâmica permitiu integrar os saberes das comunidades, estimulando um modelo de turismo de base comunitária integrado e colaborativo entre as ilhas.

A Reserva Extrativista (Resex) de Cururupu, criada em 2004, abrange mais de 186 mil hectares de ecossistema marinho-costeiro protegido. Para as moradoras da reserva, o planejamento estruturado representa uma alternativa viável de emancipação financeira.

Integrantes locais destacaram que a iniciativa ajuda a planejar atividades econômicas — como a gastronomia regional e a pesca esportiva — sem comprometer a conservação do território e a identidade cultural das populações tradicionais.

Representantes das comunidades apresentam os
roteiros construídos durante a cartografia social

Ao término da formação, as lideranças comunitárias apresentaram roteiros turísticos próprios, unindo os modos de vida locais, a culinária e as paisagens naturais da região para futuros visitantes.
A ação foi realizada em cooperação entre a Unidade Regional do Sebrae, a Rede de Mulheres Praianas (REMPREX), a Associação dos Moradores da Resex (AMREMC) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAC).

segunda-feira, 6 de julho de 2026

FENAJ defende reconhecimento das atribuições profissionais do Jornalismo e alerta para insegurança jurídica em concursos públic

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) acompanha com preocupação o caso do jornalista Ícaro Jatobá, aprovado em primeiro lugar no Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2025) para o cargo de Analista em Ciência e Tecnologia – Especialidade Informação e Comunicação, do Ministério da Saúde, cuja posse foi negada sob alegação de incompatibilidade entre sua formação em Jornalismo e os requisitos previstos no edital.

Para a FENAJ, a situação ultrapassa um caso individual e levanta uma discussão relevante sobre o reconhecimento das atribuições profissionais dos jornalistas e a necessidade de segurança jurídica nos concursos públicos.

O edital do certame estabeleceu como requisito formação em “Tecnologia da Informação ou Comunicação Visual e áreas afins”, sem apresentar definição objetiva sobre quais cursos seriam considerados compatíveis. Após a aprovação, nomeação e apresentação da documentação, foi adotada interpretação restritiva que desconsiderou a formação em Comunicação Social – Jornalismo como área afim.

A FENAJ elaborou parecer técnico-jurídico sobre o caso e entende que a interpretação adotada não observa a regulamentação profissional vigente nem a realidade contemporânea da atividade jornalística.

O Decreto nº 83.284, de 13 de março de 1979, que regulamenta a profissão, reconhece expressamente atividades como diagramação, ilustração, fotografia, edição e produção audiovisual como integrantes do exercício profissional do jornalista. A legislação demonstra que a profissão não se restringe à produção textual ou à difusão de informações, abrangendo também atividades relacionadas à comunicação visual, editoração, organização gráfica e linguagens multimídia.

As Diretrizes Curriculares e a atividade jornalística passaram por profundas transformações ao longo das últimas décadas. Hoje, jornalistas atuam em ambientes digitais integrados e desenvolvem competências relacionadas à produção multimídia, design da informação, edição de imagens, plataformas digitais, produtos audiovisuais e comunicação visual aplicada.

A Federação considera preocupante a adoção de interpretações excessivamente restritivas sobre o conceito de “áreas afins”, especialmente quando o próprio edital não apresenta critérios claros e objetivos. A ausência dessa delimitação pode gerar insegurança jurídica e resultar em exclusão indevida de candidatos cuja formação possui aderência material às atribuições do cargo.

A jurisprudência dos tribunais superiores também tem reconhecido que a análise da formação acadêmica deve considerar a compatibilidade efetiva entre as competências adquiridas e as funções a serem desempenhadas, evitando formalismos excessivos e interpretações que restrinjam indevidamente o acesso ao serviço público.

A FENAJ reafirma seu compromisso com a defesa da profissão e seguirá acompanhando situações que possam afetar direitos profissionais dos jornalistas brasileiros.

Casos como este reforçam a necessidade de editais mais claros, critérios objetivos e respeito à diversidade de competências que caracterizam a formação e o exercício profissional do Jornalismo contemporâneo.

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Dia Nacional do Bumba Meu Boi: No compasso do tambor, nasce a arte

No Dia Nacional do Bumba Meu Boi, chapéus bordados, biojoias de sementes e outras criações dos artesãos revelam como a tradição maranhense ganha forma, preserva memórias e encanta moradores e turistas.

O som das matracas ecoa pelas ruas históricas da Madre Deus. Os pandeirões marcam o ritmo, os brincantes seguem em cortejo e, a cada passo, o Maranhão reafirma uma das mais belas manifestações da cultura popular brasileira.

Neste 30 de junho, quando o Brasil celebra o Dia Nacional do Bumba Meu Boi, a homenagem vai muito além da brincadeira. Ela alcança as mãos que, silenciosamente, bordam, costuram, esculpem e transformam matéria-prima em patrimônio cultural. Antes de o boi ganhar os terreiros, os arraiais, o cortejo de São Pedro e o tradicional encontro de São Marçal, ele nasce no talento dos artesãos.

Cada chapéu bordado com miçangas e canutilhos, cada indumentária cuidadosamente confeccionada, cada instrumento, máscara, miniatura de boi, escultura em madeira ou biojoia produzida com sementes guarda séculos de tradição. São peças que carregam histórias, fé, ancestralidade e a identidade de um povo que transformou a cultura popular em um de seus maiores patrimônios.


No
Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama), essa tradição permanece viva durante todo o ano. Instalado no histórico prédio da antiga Fábrica Cânhamo, o espaço reúne dezenas de artesãos que preservam técnicas transmitidas entre gerações e proporciona aos visitantes uma verdadeira imersão na cultura maranhense.

Mais do que um espaço dedicado ao artesanato, o Ceprama é um encontro entre passado e presente. Quem percorre seus corredores conhece a história do casarão, visita ambientes que preservam a memória da antiga fábrica têxtil, observa as carroagens históricas e se encanta com peças que representam o Bumba Meu Boi, o Tambor de Crioula, o Reggae, os azulejos de São Luís e outras expressões da identidade cultural do Maranhão.

Foi essa experiência que encantou a turista Ana Carolina Brazão, que visitou o Ceprama no último sábado antes de acompanhar a programação junina.

“Achei que iria encontrar apenas uma feira de artesanato, mas encontrei um lugar cheio de história. Conhecer o casarão, entender a importância da antiga fábrica, ver as carroagens e depois encontrar peças produzidas pelos próprios artesãos tornou tudo ainda mais especial. Depois dessa visita, assistir ao cortejo de São Pedro ganhou outro significado.”

O turista Jefferson Silva também fez questão de levar um pouco do Maranhão na bagagem.“Compramos lembranças inspiradas no Bumba Meu Boi e em outras manifestações culturais. Cada peça conta uma história. O Ceprama nos mostrou que o artesanato também preserva a memória do Maranhão e faz parte dessa grande festa.”

Para a maranhense Mariana Teixeira, visitar o Ceprama já virou tradição quando recebe familiares. “Trouxe minha tia e meus primos para conhecer o espaço e comprar artesanato. Eles ficaram encantados com a história do casarão, com as carroagens e com a riqueza das peças. O Ceprama faz a gente entender que o São João não acontece apenas nos arraiais. Ele também nasce nas mãos dos artesãos.”

Entre essas mãos está a artesã Andrelina Neta, que transforma o universo do Bumba Meu Boi em peças carregadas de identidade. “Cada peça que produzo leva um pouco da nossa história. O Bumba Meu Boi inspira meu trabalho todos os dias. Quando alguém leva uma criação feita por nós, leva junto um pedaço da cultura maranhense.”

Uma das artesãs mais antigas do Ceprama, Lúcia Franco faz das biojoias sua marca registrada. “As sementes, as fibras naturais e os materiais da nossa terra ganham uma nova vida nas biojoias. Cada peça representa o Maranhão e mostra que o artesanato também preserva nossa cultura e nossas tradições.”

Segundo o diretor do Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão, Silvério Costa, o mês de julho será mais uma oportunidade para aproximar o público da riqueza cultural produzida pelos artesãos maranhenses.

“O Festival das Tradições foi pensado para aproximar ainda mais o público do artesanato e da nossa cultura popular. Durante os dias 3, 4 e 5 de julho, o Ceprama estará de portas abertas para receber maranhenses e turistas com uma programação que reúne feira de artesanato, apresentações culturais, gastronomia típica e experiências que valorizam a identidade do Maranhão. É um convite para conhecer o trabalho dos nossos artesãos e viver a riqueza das nossas tradições.”

Festival das Tradições abre programação de férias no Ceprama

Com o encerramento do calendário junino, o Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama) inicia sua programação de férias com o Festival das Tradições, que será realizado nos dias 3, 4 e 5 de julho.

Durante os três dias, moradores e turistas poderão conhecer o trabalho dos artesãos maranhenses, visitar o casarão histórico da antiga Fábrica Cânhamo, apreciar apresentações culturais, experimentar a gastronomia regional e vivenciar experiências que revelam a diversidade das tradições do Maranhão.

Uma homenagem nacional ao Bumba Meu Boi

Celebrado em 30 de junho, o Dia Nacional do Bumba Meu Boi foi instituído pela Lei nº 12.103/2009, resultado de um projeto de lei apresentado pelo então deputado federal Carlos Brandão. A criação da data reconheceu nacionalmente uma manifestação que encontrou no Maranhão sua expressão mais forte e reafirmou a importância de preservar não apenas a brincadeira, mas também os saberes, os ofícios e os artesãos que ajudam a manter viva essa tradição.

Quando os tambores silenciarem após São Marçal, o Bumba Meu Boi continuará vivo. Estará bordado nos chapéus, eternizado nas biojoias de sementes, esculpido na madeira, costurado nas indumentárias e presente em cada lembrança levada por quem passou pelo Maranhão. Porque antes de emocionar multidões, a maior manifestação cultural maranhense nasce nas mãos dos artesãos, homens e mulheres que transformam tradição em legado e fazem da cultura um patrimônio que atravessa gerações.

Serviço

O que: Festival das Tradições

Local: Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama)

Datas: 3, 4 e 5 de julho

Texto e fotos: Geíza Batistta


segunda-feira, 22 de junho de 2026

Festival das Tradições movimenta o Ceprama durante as férias de julho em São Luís

Programação gratuita reúne grupos da cultura
 popular maranhense e reforça o Ceprama como
 espaço de cultura, turismo e artesanato na capital

 As férias de julho em São Luís ganharão mais uma opção para moradores e turistas que desejam vivenciar a cultura maranhense de forma autêntica. Nos dias 3, 4 e 5 de julho, o Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama), localizado na Madre Deus, recebe o Festival das Tradições, com uma programação gratuita que reúne algumas das mais importantes manifestações culturais do estado.

Em um período marcado pelo aumento do fluxo turístico na capital maranhense, o festival reforça o papel do Ceprama como um dos principais espaços de promoção da cultura, do artesanato e do turismo no Maranhão. Durante três dias, o público poderá acompanhar apresentações de Tambor de Crioula, Cacuriá, Coco, Lelê, Danças Portuguesas, Tribos de Índio, blocos tradicionais e afros, além de grupos de Bumba Meu Boi de diferentes sotaques.

O evento também convida visitantes a conhecerem o artesanato maranhense produzido pelos permissionários do Ceprama, fortalecendo a experiência turística em um espaço que reúne história, tradição e economia criativa em um dos bairros mais emblemáticos de São Luís.

Para o gestor do Ceprama, Silverio Costa, o festival amplia a conexão entre cultura popular, turismo e geração de oportunidades para os artesãos.

“Estamos muito felizes em receber essa programação no Ceprama durante o período de férias. É uma oportunidade de fortalecer nossos grupos culturais, valorizar o trabalho dos artesãos e proporcionar aos moradores e visitantes uma experiência genuinamente maranhense. O Ceprama é um espaço vivo, que reúne cultura, tradição, arte e turismo durante todo o ano”, destaca.

A secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo, ressalta que o Festival das Tradições contribui para enriquecer a programação cultural oferecida aos visitantes que escolhem o Maranhão como destino turístico durante o mês de julho.

“Julho é um período em que recebemos turistas de diversas partes do Brasil e do mundo. O Festival das Tradições fortalece nossa estratégia de valorização do turismo cultural, oferecendo ao visitante uma experiência autêntica, conectada às raízes do Maranhão. Além disso, movimenta a economia criativa, fortalece nossos espaços culturais e amplia as opções de lazer para quem está na capital durante as férias”, afirma.

Há 35 anos no Ceprama, praticamente desde a criação do espaço, a artesã Lúcia Franco acompanha diariamente a chegada de visitantes interessados em conhecer o artesanato maranhense. Para ela, a programação cultural fortalece ainda mais a relação entre o público e os artistas locais.

“Quem vem assistir às apresentações acaba conhecendo também o artesanato, conversando com os artesãos e entendendo a história de cada peça. É muito bonito ver o Ceprama cheio de vida, recebendo turistas, moradores e famílias inteiras. Eu tenho 35 anos aqui e continuo me emocionando ao ver nossa cultura sendo valorizada”, conta.

Morando em São Luís há quase uma década, a paulista Ana Paula Ribeiro já incluiu o festival no roteiro dos familiares que visitarão a cidade durante as férias.

“Quando recebo visitas, sempre procuro mostrar aquilo que é mais autêntico do Maranhão. O Festival das Tradições reúne tudo isso em um só lugar: cultura popular, artesanato, música, gastronomia e a atmosfera única da Madre Deus. É uma experiência que mostra a verdadeira essência de São Luís”, afirma.

Outro diferencial do evento será a estrutura de acessibilidade. O festival contará com área reservada para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, intérprete de Libras, banheiros adaptados, equipe de apoio e serviço de descrição falada das apresentações e do ambiente, garantindo uma experiência inclusiva para todos os públicos.

Com entrada gratuita, o Festival das Tradições promete transformar o Ceprama em um grande palco da cultura maranhense durante as férias de julho, reafirmando o espaço como uma importante vitrine do turismo cultural, do artesanato e das tradições populares do Maranhão.

PROGRAMAÇÃO

03 de julho (sexta-feira)

Local: Salão Interno do Ceprama

17h – Forró Cabo Zé

18h – Barriquinha

19h – Tambor de Crioula Cravo e Rosa de São Benedito

20h – Grupo Piaçaba

21h – Bloco Afro Aiyê Amadê

22h – Bumba Meu Boi da Floresta

23h – Bloco Tradicional Os Brasinhas

04 de julho (sábado)

17h – Conjunto Madrilenus

18h – Quadrilha Flôr do Sertão

19h – Fuzileiros da Fuzarca

20h – Dança Portuguesa A Arte e a Beleza de Portugal

21h – Bloco Tradicional Os Baratas

22h – Bumba Meu Boi da Madre Deus

23h – Turma do Quinto

05 de julho (domingo)

17h – Coco Pirinã

18h – Ritmistas Unidos da Madre Deus

19h – Lelê de São Simão

20h – Tribo de Índio Tapiaca Uhu

21h – Cacuriá da Basson

22h – A Máquina e os Fofões

23h – Bumba Meu Boi da Fé em Deus

SERVIÇO

O quê: Festival das Tradições

Quando: 3, 4 e 5 de julho de 2026, a partir das 17h

Onde: Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama). Endereço: Rua São Pantaleão, nº 1232, bairro Madre Deus, São Luís – MA. Entrada: Gratuita

Acessibilidade: Área reservada para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, intérprete de Libras, banheiros adaptados, equipe de apoio e serviço de descrição falada.


Texto: Geíza Batistta

Fonte: Setur-MA