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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Conhecer para preservar: pós-graduação promove imersão na história e cultura afro-brasileira e caribenha no Maranhão


Conhecer a história é o primeiro passo para preservar a memória e valorizar a identidade de um povo. Com esse propósito, teve início neste mês de julho a pós-graduação em História e Cultura Afro-Brasileira e Caribenha. O curso reúne profissionais de diferentes áreas, entre educadores, gestores públicos, pesquisadores e comunicadores, unidos pelo compromisso de transformar o aprendizado em ferramenta de conscientização e cidadania em suas repartições, escolas e meios de comunicação.

A formação vai muito além da teoria tradicional. Logo no primeiro módulo, a turma participou de uma imersão prática que uniu conceitos acadêmicos e vivências em territórios que pulsam a história da população negra no Maranhão. O roteiro incluiu visitas ao Monumento à Diáspora Africana no Maranhão e ao Quilombo da Liberdade, reconhecido como o maior quilombo urbano da América Latina e um dos principais símbolos de resistência e salvaguarda cultural do estado.





Durante a caminhada pela Liberdade, o grupo conheceu a casa do saudoso Mestre Leonardo, referência eterna do Tambor de Crioula, e ouviu relatos profundos sobre as estratégias de sobrevivência, a oralidade e o papel das comunidades tradicionais na manutenção desse patrimônio vivo.

A especialização propõe uma reflexão crítica sobre a presença africana na formação social, histórica e cultural maranhense, cruzando temas como diáspora, memória, religiosidade, sustentabilidade e políticas de valorização identitária. Um dos grandes destaques desta largada foi a vinda do Prof. Dr. Sylvain Mbohou, pesquisador originário de Camarões, responsável por ministrar a disciplina Fundamentos da Identidade Afro-Diaspórica: África – Caribe – Brasil – Maranhão. A presença do docente internacional foi viabilizada por meio da Escola de Governo do Maranhão (EGMA), promovendo um rico intercâmbio acadêmico e cultural.














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Ao conectar as rotas que entrelaçam os continentes e as ilhas caribenhas ao cenário local, o professor ressaltou que a identidade afro-diaspórica se constrói a partir de deslocamentos, mas, acima de tudo, de resistências e permanências que atravessam o Atlântico.






“Quando estudamos a diáspora africana, compreendemos que o Maranhão não está isolado dessa história. Ele faz parte de uma rede de experiências culturais, linguísticas e sociais que conecta a África ao Brasil. Conhecer essas relações é fundamental para valorizar a ancestralidade e compreender o presente”, afirmou o Prof. Dr. Sylvain Mbohou.























Para quem atua na linha de frente da comunicação pública, do turismo e do artesanato, áreas intrinsecamente ligadas ao desenvolvimento sustentável e ao respeito às matrizes tradicionais, a oportunidade de integrar essa turma representa um divisor de águas para qualificar o olhar e descolonizar as narrativas informativas.

“Como jornalista que atua há mais de vinte anos na cobertura ligadas a cultura, turismo, e do artesanato maranhense, percebo que compreender a fundo esse processo histórico torna nosso trabalho ainda mais responsável. Conhecer esses territórios de perto e escutar quem mantém viva essa herança nos dá o estofo necessário para comunicar com mais sensibilidade, respeito e compromisso real com a memória, sem reduzir essas populações a meros produtos turísticos”,  jornalista e assessora de comunicação, Geíza Batistta.

No fim das contas, a formação reforça o papel da educação e da comunicação como engrenagens de transformação social. Ao instrumentalizar profissionais que ocupam espaços estratégicos de decisão e difusão de informação, a pós-graduação garante que o conhecimento produzido não fique restrito à academia, mas chegue à ponta, fortalecendo políticas públicas voltadas às comunidades quilombolas e quebradeiras de coco.

Mais do que uma especialização, este início de jornada desenha um convite indispensável ao reconhecimento das raízes que sustentam o Maranhão, mostrando que o verdadeiro desenvolvimento sustentável caminha lado a lado com a valorização de um patrimônio que segue vivo no cotidiano, nas mãos dos artesãos e na identidade do povo.

Texto e fotos: Geíza Batista

Mulheres do Arquipélago de Cururupu participam de oficina para fortalecer turismo comunitário

 

Produzido durante a oficina, o mapa coletivo reúne os
principais atrativos naturais, culturais e
produtivos das ilhas participantes

Moradoras do Arquipélago de Cururupu, localizado no litoral maranhense, participaram da oficina “Mulheres Praianas: Turismo Comunitário como caminho para o protagonismo feminino”. O projeto reuniu representantes das ilhas de Lençóis, Bate Vento, Mirinzal, Valha-me Deus, Caçacueira, São Lucas e Taboa-Mangunça com o objetivo de transformar o conhecimento tradicional em oportunidades de geração de renda por meio do turismo sustentável.

Durante a capacitação, as participantes utilizaram a metodologia da cartografia social, coordenada pelo Sebrae, para mapear coletivamente as riquezas naturais, culturais e os potenciais atrativos de cada localidade. A dinâmica permitiu integrar os saberes das comunidades, estimulando um modelo de turismo de base comunitária integrado e colaborativo entre as ilhas.

A Reserva Extrativista (Resex) de Cururupu, criada em 2004, abrange mais de 186 mil hectares de ecossistema marinho-costeiro protegido. Para as moradoras da reserva, o planejamento estruturado representa uma alternativa viável de emancipação financeira.

Integrantes locais destacaram que a iniciativa ajuda a planejar atividades econômicas — como a gastronomia regional e a pesca esportiva — sem comprometer a conservação do território e a identidade cultural das populações tradicionais.

Representantes das comunidades apresentam os
roteiros construídos durante a cartografia social

Ao término da formação, as lideranças comunitárias apresentaram roteiros turísticos próprios, unindo os modos de vida locais, a culinária e as paisagens naturais da região para futuros visitantes.
A ação foi realizada em cooperação entre a Unidade Regional do Sebrae, a Rede de Mulheres Praianas (REMPREX), a Associação dos Moradores da Resex (AMREMC) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAC).

segunda-feira, 6 de julho de 2026

FENAJ defende reconhecimento das atribuições profissionais do Jornalismo e alerta para insegurança jurídica em concursos públic

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) acompanha com preocupação o caso do jornalista Ícaro Jatobá, aprovado em primeiro lugar no Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2025) para o cargo de Analista em Ciência e Tecnologia – Especialidade Informação e Comunicação, do Ministério da Saúde, cuja posse foi negada sob alegação de incompatibilidade entre sua formação em Jornalismo e os requisitos previstos no edital.

Para a FENAJ, a situação ultrapassa um caso individual e levanta uma discussão relevante sobre o reconhecimento das atribuições profissionais dos jornalistas e a necessidade de segurança jurídica nos concursos públicos.

O edital do certame estabeleceu como requisito formação em “Tecnologia da Informação ou Comunicação Visual e áreas afins”, sem apresentar definição objetiva sobre quais cursos seriam considerados compatíveis. Após a aprovação, nomeação e apresentação da documentação, foi adotada interpretação restritiva que desconsiderou a formação em Comunicação Social – Jornalismo como área afim.

A FENAJ elaborou parecer técnico-jurídico sobre o caso e entende que a interpretação adotada não observa a regulamentação profissional vigente nem a realidade contemporânea da atividade jornalística.

O Decreto nº 83.284, de 13 de março de 1979, que regulamenta a profissão, reconhece expressamente atividades como diagramação, ilustração, fotografia, edição e produção audiovisual como integrantes do exercício profissional do jornalista. A legislação demonstra que a profissão não se restringe à produção textual ou à difusão de informações, abrangendo também atividades relacionadas à comunicação visual, editoração, organização gráfica e linguagens multimídia.

As Diretrizes Curriculares e a atividade jornalística passaram por profundas transformações ao longo das últimas décadas. Hoje, jornalistas atuam em ambientes digitais integrados e desenvolvem competências relacionadas à produção multimídia, design da informação, edição de imagens, plataformas digitais, produtos audiovisuais e comunicação visual aplicada.

A Federação considera preocupante a adoção de interpretações excessivamente restritivas sobre o conceito de “áreas afins”, especialmente quando o próprio edital não apresenta critérios claros e objetivos. A ausência dessa delimitação pode gerar insegurança jurídica e resultar em exclusão indevida de candidatos cuja formação possui aderência material às atribuições do cargo.

A jurisprudência dos tribunais superiores também tem reconhecido que a análise da formação acadêmica deve considerar a compatibilidade efetiva entre as competências adquiridas e as funções a serem desempenhadas, evitando formalismos excessivos e interpretações que restrinjam indevidamente o acesso ao serviço público.

A FENAJ reafirma seu compromisso com a defesa da profissão e seguirá acompanhando situações que possam afetar direitos profissionais dos jornalistas brasileiros.

Casos como este reforçam a necessidade de editais mais claros, critérios objetivos e respeito à diversidade de competências que caracterizam a formação e o exercício profissional do Jornalismo contemporâneo.

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Dia Nacional do Bumba Meu Boi: No compasso do tambor, nasce a arte

No Dia Nacional do Bumba Meu Boi, chapéus bordados, biojoias de sementes e outras criações dos artesãos revelam como a tradição maranhense ganha forma, preserva memórias e encanta moradores e turistas.

O som das matracas ecoa pelas ruas históricas da Madre Deus. Os pandeirões marcam o ritmo, os brincantes seguem em cortejo e, a cada passo, o Maranhão reafirma uma das mais belas manifestações da cultura popular brasileira.

Neste 30 de junho, quando o Brasil celebra o Dia Nacional do Bumba Meu Boi, a homenagem vai muito além da brincadeira. Ela alcança as mãos que, silenciosamente, bordam, costuram, esculpem e transformam matéria-prima em patrimônio cultural. Antes de o boi ganhar os terreiros, os arraiais, o cortejo de São Pedro e o tradicional encontro de São Marçal, ele nasce no talento dos artesãos.

Cada chapéu bordado com miçangas e canutilhos, cada indumentária cuidadosamente confeccionada, cada instrumento, máscara, miniatura de boi, escultura em madeira ou biojoia produzida com sementes guarda séculos de tradição. São peças que carregam histórias, fé, ancestralidade e a identidade de um povo que transformou a cultura popular em um de seus maiores patrimônios.


No
Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama), essa tradição permanece viva durante todo o ano. Instalado no histórico prédio da antiga Fábrica Cânhamo, o espaço reúne dezenas de artesãos que preservam técnicas transmitidas entre gerações e proporciona aos visitantes uma verdadeira imersão na cultura maranhense.

Mais do que um espaço dedicado ao artesanato, o Ceprama é um encontro entre passado e presente. Quem percorre seus corredores conhece a história do casarão, visita ambientes que preservam a memória da antiga fábrica têxtil, observa as carroagens históricas e se encanta com peças que representam o Bumba Meu Boi, o Tambor de Crioula, o Reggae, os azulejos de São Luís e outras expressões da identidade cultural do Maranhão.

Foi essa experiência que encantou a turista Ana Carolina Brazão, que visitou o Ceprama no último sábado antes de acompanhar a programação junina.

“Achei que iria encontrar apenas uma feira de artesanato, mas encontrei um lugar cheio de história. Conhecer o casarão, entender a importância da antiga fábrica, ver as carroagens e depois encontrar peças produzidas pelos próprios artesãos tornou tudo ainda mais especial. Depois dessa visita, assistir ao cortejo de São Pedro ganhou outro significado.”

O turista Jefferson Silva também fez questão de levar um pouco do Maranhão na bagagem.“Compramos lembranças inspiradas no Bumba Meu Boi e em outras manifestações culturais. Cada peça conta uma história. O Ceprama nos mostrou que o artesanato também preserva a memória do Maranhão e faz parte dessa grande festa.”

Para a maranhense Mariana Teixeira, visitar o Ceprama já virou tradição quando recebe familiares. “Trouxe minha tia e meus primos para conhecer o espaço e comprar artesanato. Eles ficaram encantados com a história do casarão, com as carroagens e com a riqueza das peças. O Ceprama faz a gente entender que o São João não acontece apenas nos arraiais. Ele também nasce nas mãos dos artesãos.”

Entre essas mãos está a artesã Andrelina Neta, que transforma o universo do Bumba Meu Boi em peças carregadas de identidade. “Cada peça que produzo leva um pouco da nossa história. O Bumba Meu Boi inspira meu trabalho todos os dias. Quando alguém leva uma criação feita por nós, leva junto um pedaço da cultura maranhense.”

Uma das artesãs mais antigas do Ceprama, Lúcia Franco faz das biojoias sua marca registrada. “As sementes, as fibras naturais e os materiais da nossa terra ganham uma nova vida nas biojoias. Cada peça representa o Maranhão e mostra que o artesanato também preserva nossa cultura e nossas tradições.”

Segundo o diretor do Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão, Silvério Costa, o mês de julho será mais uma oportunidade para aproximar o público da riqueza cultural produzida pelos artesãos maranhenses.

“O Festival das Tradições foi pensado para aproximar ainda mais o público do artesanato e da nossa cultura popular. Durante os dias 3, 4 e 5 de julho, o Ceprama estará de portas abertas para receber maranhenses e turistas com uma programação que reúne feira de artesanato, apresentações culturais, gastronomia típica e experiências que valorizam a identidade do Maranhão. É um convite para conhecer o trabalho dos nossos artesãos e viver a riqueza das nossas tradições.”

Festival das Tradições abre programação de férias no Ceprama

Com o encerramento do calendário junino, o Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama) inicia sua programação de férias com o Festival das Tradições, que será realizado nos dias 3, 4 e 5 de julho.

Durante os três dias, moradores e turistas poderão conhecer o trabalho dos artesãos maranhenses, visitar o casarão histórico da antiga Fábrica Cânhamo, apreciar apresentações culturais, experimentar a gastronomia regional e vivenciar experiências que revelam a diversidade das tradições do Maranhão.

Uma homenagem nacional ao Bumba Meu Boi

Celebrado em 30 de junho, o Dia Nacional do Bumba Meu Boi foi instituído pela Lei nº 12.103/2009, resultado de um projeto de lei apresentado pelo então deputado federal Carlos Brandão. A criação da data reconheceu nacionalmente uma manifestação que encontrou no Maranhão sua expressão mais forte e reafirmou a importância de preservar não apenas a brincadeira, mas também os saberes, os ofícios e os artesãos que ajudam a manter viva essa tradição.

Quando os tambores silenciarem após São Marçal, o Bumba Meu Boi continuará vivo. Estará bordado nos chapéus, eternizado nas biojoias de sementes, esculpido na madeira, costurado nas indumentárias e presente em cada lembrança levada por quem passou pelo Maranhão. Porque antes de emocionar multidões, a maior manifestação cultural maranhense nasce nas mãos dos artesãos, homens e mulheres que transformam tradição em legado e fazem da cultura um patrimônio que atravessa gerações.

Serviço

O que: Festival das Tradições

Local: Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama)

Datas: 3, 4 e 5 de julho

Texto e fotos: Geíza Batistta


segunda-feira, 22 de junho de 2026

Festival das Tradições movimenta o Ceprama durante as férias de julho em São Luís

Programação gratuita reúne grupos da cultura
 popular maranhense e reforça o Ceprama como
 espaço de cultura, turismo e artesanato na capital

 As férias de julho em São Luís ganharão mais uma opção para moradores e turistas que desejam vivenciar a cultura maranhense de forma autêntica. Nos dias 3, 4 e 5 de julho, o Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama), localizado na Madre Deus, recebe o Festival das Tradições, com uma programação gratuita que reúne algumas das mais importantes manifestações culturais do estado.

Em um período marcado pelo aumento do fluxo turístico na capital maranhense, o festival reforça o papel do Ceprama como um dos principais espaços de promoção da cultura, do artesanato e do turismo no Maranhão. Durante três dias, o público poderá acompanhar apresentações de Tambor de Crioula, Cacuriá, Coco, Lelê, Danças Portuguesas, Tribos de Índio, blocos tradicionais e afros, além de grupos de Bumba Meu Boi de diferentes sotaques.

O evento também convida visitantes a conhecerem o artesanato maranhense produzido pelos permissionários do Ceprama, fortalecendo a experiência turística em um espaço que reúne história, tradição e economia criativa em um dos bairros mais emblemáticos de São Luís.

Para o gestor do Ceprama, Silverio Costa, o festival amplia a conexão entre cultura popular, turismo e geração de oportunidades para os artesãos.

“Estamos muito felizes em receber essa programação no Ceprama durante o período de férias. É uma oportunidade de fortalecer nossos grupos culturais, valorizar o trabalho dos artesãos e proporcionar aos moradores e visitantes uma experiência genuinamente maranhense. O Ceprama é um espaço vivo, que reúne cultura, tradição, arte e turismo durante todo o ano”, destaca.

A secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo, ressalta que o Festival das Tradições contribui para enriquecer a programação cultural oferecida aos visitantes que escolhem o Maranhão como destino turístico durante o mês de julho.

“Julho é um período em que recebemos turistas de diversas partes do Brasil e do mundo. O Festival das Tradições fortalece nossa estratégia de valorização do turismo cultural, oferecendo ao visitante uma experiência autêntica, conectada às raízes do Maranhão. Além disso, movimenta a economia criativa, fortalece nossos espaços culturais e amplia as opções de lazer para quem está na capital durante as férias”, afirma.

Há 35 anos no Ceprama, praticamente desde a criação do espaço, a artesã Lúcia Franco acompanha diariamente a chegada de visitantes interessados em conhecer o artesanato maranhense. Para ela, a programação cultural fortalece ainda mais a relação entre o público e os artistas locais.

“Quem vem assistir às apresentações acaba conhecendo também o artesanato, conversando com os artesãos e entendendo a história de cada peça. É muito bonito ver o Ceprama cheio de vida, recebendo turistas, moradores e famílias inteiras. Eu tenho 35 anos aqui e continuo me emocionando ao ver nossa cultura sendo valorizada”, conta.

Morando em São Luís há quase uma década, a paulista Ana Paula Ribeiro já incluiu o festival no roteiro dos familiares que visitarão a cidade durante as férias.

“Quando recebo visitas, sempre procuro mostrar aquilo que é mais autêntico do Maranhão. O Festival das Tradições reúne tudo isso em um só lugar: cultura popular, artesanato, música, gastronomia e a atmosfera única da Madre Deus. É uma experiência que mostra a verdadeira essência de São Luís”, afirma.

Outro diferencial do evento será a estrutura de acessibilidade. O festival contará com área reservada para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, intérprete de Libras, banheiros adaptados, equipe de apoio e serviço de descrição falada das apresentações e do ambiente, garantindo uma experiência inclusiva para todos os públicos.

Com entrada gratuita, o Festival das Tradições promete transformar o Ceprama em um grande palco da cultura maranhense durante as férias de julho, reafirmando o espaço como uma importante vitrine do turismo cultural, do artesanato e das tradições populares do Maranhão.

PROGRAMAÇÃO

03 de julho (sexta-feira)

Local: Salão Interno do Ceprama

17h – Forró Cabo Zé

18h – Barriquinha

19h – Tambor de Crioula Cravo e Rosa de São Benedito

20h – Grupo Piaçaba

21h – Bloco Afro Aiyê Amadê

22h – Bumba Meu Boi da Floresta

23h – Bloco Tradicional Os Brasinhas

04 de julho (sábado)

17h – Conjunto Madrilenus

18h – Quadrilha Flôr do Sertão

19h – Fuzileiros da Fuzarca

20h – Dança Portuguesa A Arte e a Beleza de Portugal

21h – Bloco Tradicional Os Baratas

22h – Bumba Meu Boi da Madre Deus

23h – Turma do Quinto

05 de julho (domingo)

17h – Coco Pirinã

18h – Ritmistas Unidos da Madre Deus

19h – Lelê de São Simão

20h – Tribo de Índio Tapiaca Uhu

21h – Cacuriá da Basson

22h – A Máquina e os Fofões

23h – Bumba Meu Boi da Fé em Deus

SERVIÇO

O quê: Festival das Tradições

Quando: 3, 4 e 5 de julho de 2026, a partir das 17h

Onde: Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama). Endereço: Rua São Pantaleão, nº 1232, bairro Madre Deus, São Luís – MA. Entrada: Gratuita

Acessibilidade: Área reservada para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, intérprete de Libras, banheiros adaptados, equipe de apoio e serviço de descrição falada.


Texto: Geíza Batistta

Fonte: Setur-MA