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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Não há jornalismo independente forte sem jornalistas valorizados

A carta aberta divulgada pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e por 31 Sindicatos de Jornalistas Profissionais do Brasil traz uma reflexão necessária e urgente sobre o futuro da nossa profissão. Mais do que um posicionamento institucional, o documento reforça uma pauta histórica da categoria: a valorização dos jornalistas e a defesa de condições dignas de trabalho.

Como jornalista que atua nas áreas de cultura, turismo, sustentabilidade e economia criativa, recebi essa carta com atenção e identificação. Ao longo da minha trajetória, acompanhando o trabalho de artesãos, mestres da cultura popular, empreendedores do turismo e iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável, aprendi que o jornalismo tem um papel fundamental na valorização das pessoas, dos territórios e das histórias que precisam ser contadas.

Mas para que possamos cumprir essa missão com responsabilidade, independência e qualidade, é necessário que também sejamos valorizados.

A carta da FENAJ reconhece a importância dos veículos independentes, alternativos e progressistas para a democratização da informação e para a ampliação da pluralidade de vozes. Concordo plenamente com essa visão. O fortalecimento de diferentes meios de comunicação é essencial para a democracia. No entanto, também concordo que nenhum projeto editorial pode ser sustentado à custa da precarização do trabalho jornalístico.

A pejotização irregular, a sobrecarga de trabalho, a falta de garantias trabalhistas e outras práticas que fragilizam a categoria não podem ser naturalizadas. Defender direitos na esfera pública e negar direitos dentro das redações é uma contradição que precisa ser enfrentada.

Não existe jornalismo sustentável sem profissionais valorizados. Quando jornalistas trabalham com segurança, remuneração justa, direitos garantidos e reconhecimento profissional, toda a sociedade ganha. A informação produzida torna-se mais qualificada, mais profunda e mais comprometida com o interesse público.

Nas áreas que acompanho diariamente, vejo o quanto o jornalismo é capaz de transformar realidades, preservar memórias, fortalecer identidades culturais e impulsionar a economia criativa. Mas esse trabalho só é possível porque existem profissionais dedicados, que muitas vezes enfrentam desafios cada vez maiores para exercer a profissão.

Por isso, considero a carta da FENAJ um chamado importante à reflexão e à coerência. Defender o jornalismo independente é fundamental. Defender os jornalistas que tornam esse jornalismo possível é indispensável.

Não haverá jornalismo forte, democrático e sustentável sem profissionais respeitados, protegidos e valorizados. Essa não é apenas uma luta da categoria. É uma defesa da própria qualidade da informação e da democracia.

Texto: Geíza Batistta - Jornalista Cultural | Turismo, Sustentabilidade e Economia Criativa.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Governo do Maranhão e Sebrae firmam termos de cooperação pelo turismo


A Setur (Secretaria de Turismo do Maranhão) e o Sebrae-MA (Serviço de Apoio à Micro e Pequenas Empresas no Maranhão) firmaram, nesta manhã, 13, um termo de cooperação técnica para desenvolver trabalhos de fomento do turismo no Maranhão.

“O Sebrae tem atuação no fomento do turismo em várias cidades do estado. O trabalho é bastante significativo e está alinhado com o que o governador Flávio Dino planejou para o setor, focando São Luis, Lençóis Maranhenses com Delta das Américas e Chapada das Mesas”, explicou a secretária de Turismo do Maranhão, Delma Andrade.

Segundo a secretária, a assinatura deste Termo de Cooperação com o Sebrae, parceiro de longa data do turismo do Maranhão, também poderia ser chamado de Termo de Reciprocidade.

O documento estabelece mecanismos e parâmetros em conjuntos de ações de capacitação, trabalhos técnicos, trocas de informações, com foco na geração de negócios para as micro e pequenas empresas do nosso Estado. “O governo acredita no Maranhão e nas suas potencialidades. Queremos que os empresários estejam cada vez mais fortalecidos para melhor receber nossos turistas”, explicou.

Durante sua fala, o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae no Maranhão, Edilson Baldez das Neves, disse acreditar no turismo como força de mudança da realidade, uma vez que leva renda onde o emprego não costuma chegar com facilidade. “Estamos construindo com o governo do estado um ambiente propício ao turismo. O que temos que fazer é dar as mãos e falar a mesma linguagem”, disse.

“O acordo de cooperação técnica que assinamos com a Secretaria de Estado do Turismo confirma nossa missão de contribuir com o desenvolvimento sustentável do estado, e reforça o compromisso com um de nossos principais parceiros nessa empreitada: o governo do estado do Maranhão. As ações aqui comprometidas irão estruturar e ampliar a profissionalização da cadeia produtiva do turismo, permitindo que o Maranhão receba mais turistas, com mais estrutura e serviços de qualidade”, comentou o diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins.

Delma Andrade encerrou a cerimônia dizendo que o Governo do Maranhão não cessará os esforços para inserir o Estado no mercado turístico nacional, garantindo desenvolvimento para o setor turístico e transformações significativas nos atrativos e equipamentos, que não servirão apenas para o visitante, mas sobretudo para o próprio maranhense. (Fonte: G1)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Parte da orla de São Luís está imprópria para banho; saiba os locais

Cinco de 16 pontos da orla marítima de São Luís estão impróprios para banho, de acordo com laudo de balneabilidade da Secretaria Estadual de Meio Ambiente divulgado no dia 21 de julho (veja o laudo). Outros quatro locais estão interditados.

Os locais impróprios para banho estão na Praia da Ponta d'Areia (apenas um ponto está próprio para banho); toda a extensão da Praia de São Marcos e toda a área da Praia do Calhau.

O estudo aponta ainda que quatro locais estão interditados: na Foz do Rio Calhau, entre as praias de São Marcos e Calhau; na Foz do Rio Claro, entre as praias do Calhau e Olho d'Água; na Foz do Rio Jaguarema, entre as praias do Olho d'Água e do Meio; e na Foz do Rio Olho de Porco, no final da Praia do Araçagi.

Liberadas para banho estão dois pontos da Praia da Ponta d'Areia, além de toda a extensão das praias do Olho d'Água, do Meio e do Araçagi.

Turismo é prejudicado
O movimento nas praias de São Luís não é mais o mesmo desde que muitos pontos foram considerados impróprios para banho. A preocupação não é só de quem costuma frequentar esses locais, mas também de quem depende da qualidade do mar para manter os negócios.
Pedro Moreira Júnior tem uma empresa de turismo e diz estar limitando os serviços oferecidos por causa da poluição nas praias. Ele faz parte de um grupo de empresários que se reuniram para tentar buscar, junto aos órgãos públicos e estaduais, providências para a despoluição da orla.
"O passeio náutico, o lazer de praia, estão ligados totalmente à qualidade do banho, né? As praias têm que estar aptas para banho", cobrou o empresário.
A empresária Ana Carolina Medeiros, que também participa do grupo e preside a Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav), disse que a situação acaba afastando os turistas.
"O nosso turismo, ele é focado. A nossa cidade, é uma cidade que tem uma diversidade muito grande, então, ela tem cultura, tem um centro histórico muito bonito, mas também tem a praia. A nossa cidade é uma ilha, né? Então, as pessoas, quando buscam a nossa cidade como destino turístico, elas também vir para o Nordeste para tomar um banho de praia e o fato delas estarem impróprias para banho, isso realmente inviabiliza o nosso negócio", concluiu (Fonte: G1 MA - Reportagem).