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terça-feira, 12 de maio de 2026

Com cores, tradição e identidade, o Maranhão se prepara para participar do 22º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras

Artesãos maranhenses já estão em São Paulo organizando o estande que receberá o público de 13 a 17 de maio, no Pavilhão da Bienal, durante o 22º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras.

Com peças em fibras, cerâmica, azulejaria, biojoias, sementes e renda de bilro, que revelam a riqueza cultural e a identidade do estado, o artesanato maranhense promete ser um dos destaques do Salão. Entre cores, texturas e tradições, os estandes do Maranhão convidam o público a mergulhar em um universo de peças produzidas à mão, que carregam ancestralidade, criatividade e a essência cultural do estado. Dos trançados em palha de babaçu às delicadas rendas de bilro da Raposa, passando pela azulejaria de São Luís e pelas biojoias produzidas por artesãs de São José de Ribamar, feitas com sementes oriundas de diferentes regiões do Maranhão, o espaço se transforma em uma vitrine viva da cultura maranhense.

Os artesãos maranhenses já estão na capital paulista organizando os estandes e apresentando ao público produtos que representam diferentes territórios e comunidades tradicionais do estado.

A participação do Maranhão no evento é coordenada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur-MA), em parceria com o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), por meio da coordenação estadual vinculada à Setur-MA. A ação integra as estratégias de valorização da cultura popular, fortalecimento da economia criativa e promoção turística do Maranhão.

Reconhecido como uma das maiores vitrines do artesanato brasileiro, o Salão do Artesanato reunirá expositores de diversos estados e movimentará visitantes interessados em conhecer a produção artesanal brasileira, gerando oportunidades de negócios e ampliando a visibilidade dos artesãos.

Para a secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo, a presença do Maranhão no evento reforça o compromisso do Governo do Estado com a valorização dos fazedores de cultura e das tradições maranhenses.

“Levar o artesanato maranhense para uma feira nacional é fortalecer nossa identidade cultural, gerar oportunidades e mostrar ao Brasil a riqueza produzida pelas mãos dos nossos artesãos”, destacou.

A coordenadora estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), Liliane Castro, ressaltou que a participação também amplia mercados e fortalece os profissionais cadastrados no programa.

“Essa é uma oportunidade importante para divulgar o artesanato maranhense, ampliar os canais de comercialização e incentivar cada vez mais os artesãos a participarem das ações do PAB, garantindo acesso a feiras, qualificações e políticas de fortalecimento do setor”, afirmou.

Entre os grupos presentes no Salão está o projeto Quilombolas de Cantanhede, liderado pela artesã Maria Joseane Pacheco, da comunidade Viúva, uma das referências da iniciativa desenvolvida no município. O grupo reúne artesãs que trabalham com palha de babaçu, linho de buriti e tingimento natural, fortalecendo o empreendedorismo feminino e a valorização das tradições quilombolas.

Também integra a delegação Rosângela Ludovico, conhecida como Ludo, secretária de Igualdade Racial de Cantanhede, que acompanha o coletivo durante a participação no evento.

“Trouxemos peças produzidas pelas mulheres quilombolas da nossa comunidade, utilizando matérias-primas naturais e técnicas tradicionais que carregam nossa história, identidade e ancestralidade”, ressaltou Ludo.

Com uma mistura de tradição, criatividade e identidade cultural, o estande do Maranhão convida o público a conhecer de perto peças que carregam histórias, ancestralidade e os saberes de diferentes regiões do estado.

Quem visitar o espaço poderá encontrar artesanato produzido por mãos maranhenses que transformam fibras, sementes, tecidos e elementos naturais em arte, cultura e geração de renda, fortalecendo a riqueza do fazer artesanal do Maranhão.

SERVIÇO:

O que: Maranhão participa do Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras

Quando: 13 a 17 de maio de 2026, de quarta a sexta-feira, das 14h às 21h; sábado e domingo, das 10h às 21h

Onde: Pavilhão da Bienal, São Paulo (entrada gratuita)

Texto: Geíza Batistta 

Assessora de Comunicação Ceprama/Setur-MA

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