Representantes do Conselho Estadual de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos do Estado do Maranhão realizaram no último mês de outubro (dias 23 a 26) a II Atividade Itinerante do CONSEMA, quando foram verificar in loco crimes ambientais que são diariamente cometidos sem a menor dificuldade no Maranhão.
Placa destruída e baleada que deveria demarcar a Terra Indígena Governador
As gravidades são muitas, num conjunto de violações insustentável. São escolas indígenas sem merenda escolar e sem professores em muitas das TIs. Muitos rios, riachos e brejos estão secando, as queimadas são comuns, enfim, são ilícitos que estão expostos para quem quiser ver.
Não existe fiscalização, monitoramento, educação ambiental, não há vontade política de coibir tantos crimes cometidos contra as florestas, os rios, a biodiversidade e a qualidade de vida da sociedade como um todo, mas em especial dos povos indígenas que estão nas terras indígenas sem políticas públicas de educação, saúde, segurança alimentar e nutricional, gestão territorial e ambiental.
Rios secando
As atividades incluíram ainda a participação de caciques e lideranças indígenas e reuniões com o Ministério Público Federal e Estadual. E as lideranças indígenas reforçaram a necessidade de que os órgãos públicos tomem providências imediatas.
As áreas visitadas foram as TIs Governador e Arariboia e entorno, localizadas no município de Amarante, e a área do entorno da TI Bacurizinho, no município de Grajaú-MA. onde tem várias outras terras indígenas.
Veja mais fotos:
Árvore centenária cortada na Terra Indígena Governador
Carvoaria e caminhão despejando madeira
Desmatamento com uso do correntão
Carvoarias funcionando tranquila e impunemente à margem da estrada
Mais carvoarias
Mais carvoarias recebendo madeira
Fonte: Fórum Maranhense de Segurança Alimentar e Nutricional
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