Leio Jornalismo no seu idioma com Translate

Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador ONU. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ONU. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Em meio à polêmica, chefe da ONU para Meio Ambiente renuncia

Dos 668 dias examinados pela auditoria, o diretor esteve fora da sede de seu escritório em 529 diasFoto: REUTERS/Bob Strong

Pareci brincadeira, mas em Genebra o 
 chefe da ONU para o Meio Ambiente, o norueguês Erik Solheim, foi obrigado a renunciar depois que uma auditoria interna das Nações Unidas revelou gastos de viagens elevados e a violação de regras da entidade. 
Seu comportamento já tinha levado alguns dos maiores doadores à agência internacional a suspender pagamentos a determinados programas, o que estaria levando o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente à beira de uma crise.  
Em menos de dois anos, o norueguês gastou cerca de US$ 500 mil apenas em passagens aéreas e hotéis, um valor considerado elevado para uma organização que tenta reduzir custos. O fato de ele permanecer apenas 20% de seu tempo em seu escritório, em Nairobi, também gerou críticas por parte dos funcionários e de governos, num momento em que se fala abertamente na necessidade de reduzir emissões de CO2.
Dos 668 dias examinados pela auditoria, o diretor esteve fora da sede de seu escritório em 529 dias. Não havia ainda explicação para 76 dias que ele passou em Oslo ou em Paris, supostamente à trabalho.  Chamou ainda a atenção dos auditores uma viagem de ida e volta num fim de semana entre Paris e os Estados Unidos.
Para os auditores, seu comportamento estava representando um “risco de reputação” para a ONU e mesmo para o combate às mudanças climáticas.
Assim que as revelações primeiro foram publicadas, em setembro, o diplomata anunciou que estava devolvendo parte dos gastos e que estaria revendo sua agenda. Na semana passada, ele ainda manteve reuniões com a direção do PNUMA para tentar dar uma solução para a crise. 
Mas o gesto não teria sido suficiente. Países escandinavos e a Holanda anunciaram que não liberariam recursos para a ONU até que a questão fosse superada. Juntos, esses governos garantem um financiamento de US$ 50 milhões para os programas da ONU para meio ambiente.
Em Nova Iorque, os porta-vozes do secretário-geral, Antonio Guterres, confirmaram o pedido de demissão e indicaram que o português teria aceitado substituir o diplomata de Oslo. (Fonte: O Estadão)

terça-feira, 23 de outubro de 2018

SIDERURGIA SUSTENTÁVEL DESENVOLVE CADEIA DE PRODUÇÃO COM BAIXA EMISSÃO DE POLUENTES

Em sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), o Brasil se comprometeu a reduzir, até 2025, 37,5% de suas emissões em comparação com dados de 2005. Foto: PNUD

O Acordo de Paris, em vigor desde 2016, prevê que os países signatários diminuam suas emissões de gases de efeito estufa, levando em consideração suas condições econômicas e sociais. Em sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), o Brasil se comprometeu a reduzir, até 2025, 37,5% de suas emissões em comparação com dados de 2005.

No documento do Brasil, está relacionada uma série de medidas para se alcançar o resultado esperado de redução de emissão de gases de efeito estufa, dentre os quais se destaca restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e promover o uso de bioenergia sustentável.


Com o objetivo de unir esforços para reduzir a emissão de gases estufa do processo produtivo do carvão vegetal sustentável, bem como de seu uso pelo setor siderúrgico, o  (PNUD) no Brasil implementa o Projeto Siderurgia Sustentável.

Sob a coordenação técnica do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e com recursos do Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), o projeto incentiva processos, tecnologias e arranjos produtivos inovadores e mais eficientes para a produção de carvão vegetal advindo de florestas plantadas e para seu uso na siderurgia brasileira. O objetivo é o desenvolvimento de uma cadeia de produção siderúrgica de baixa emissão de gases de efeito estufa.

A execução conta, ainda, com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Governo de Minas Gerais. "O projeto tem como intuito principal enfrentar a mudança do clima por meio do incentivo à sustentabilidade tanto na produção do carvão vegetal como também no uso desse insumo pela indústria siderúrgica", explica a então gerente de projetos do PNUD Brasil, Patrícia Benthien.

Na siderurgia, o carvão vegetal é utilizado como termorredutor, ou seja, não apenas para gerar energia térmica, mas também como fonte de carbono, um dos principais ingredientes na produção do ferro-gusa, aço e ferroligas. Esses produtos são de notória importância para a economia do Brasil, pois estão presentes em todos os aspectos da nossa vida, sendo parte da estrutura das residências e também dos meios de transporte, além de estar presente nas máquinas, motores, ferramentas e equipamentos que produzem energia, alimentos e até mesmo roupa.

O Brasil detém o conhecimento e a capacidade para produzir, de maneira sustentável, o carvão vegetal oriundo de florestas plantadas, manejadas de forma adequada. Dessa forma, o carvão vegetal contribui para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa, que provocam a mudança do clima, além de gerar empregos na área rural e contribuir para a redução da pressão sobre as matas nativas.

O representante da Secretaria de Política Agrícola do MAPA, Gustavo Henrique Marquim, ressalta que a produção de carvão vegetal é um seguimento de extrema importância na cadeia produtiva da madeira. Assim, o “projeto traz subsídios importantes para apoiar na elaboração de um Plano Nacional de Florestas Plantadas", destaca Marquim.

Um dos objetivos do Projeto Siderurgia Sustentável é a criação de um arcabouço institucional e normativo favorável à produção mais limpa e eficiente de carvão vegetal. De acordo com o diretor do Departamento de Mudança do Clima e Florestas do MMA, Adriano Santhiago, a expectativa é que os resultados sejam "estruturantes para o país em termos de redução da emissão de gases de efeito estufa e em termos de enfrentamento da mudança do clima". Ele conta que a iniciativa já apresenta "subsídios importantes para formular uma estratégia de desenvolvimento para a cadeia sustentável da produção de carvão vegetal".

O carvão vegetal e a siderurgia
O Brasil é único país do mundo que ainda mantém significativa produção de ferro-gusa, aço e ferroligas com uso de carvão vegetal. Entre 2005 e 2016, cerca de 25% desse insumo foi produzido com o uso de carvão vegetal no país, enquanto que, no resto do mundo, a siderurgia utilizou o carvão mineral, insumo de origem fóssil e não renovável, fonte de emissão de gases de efeito estufa.

O diretor da PlantarCarbon, Fábio Nogueira, reconhece a importância do Projeto Siderurgia Sustentável para a economia do país. "A iniciativa conseguiu gerar um vetor de diferenciação. Por meio desse sistema, a gente consegue estimular a produção de um produto muito relevante para o PIB brasileiro e que tem um papel importante na mitigação da mudança do clima".

O Grupo Plantar, do qual a PlantarCarbon faz parte, é pioneiro nos debates sobre siderurgia sustentável e está engajado, há cerca de 20 anos, em iniciativas relacionadas à redução de emissão de gases de efeito estufa. A empresa é também umas das beneficiárias do Projeto Siderurgia Sustentável pelo edital de "Mecanismo de Apoio ao Desenvolvimento, Melhoria e Demonstração de Tecnologias Sustentáveis de Produção e Uso de Carvão Vegetal na Indústria Siderúrgica".

Minas Gerais foi escolhido para receber o projeto não só porque o estado abriga a maior produção siderúrgica a carvão vegetal do país, mas também pelo pioneirismo no incentivo à sustentabilidade no setor. "A siderurgia e, principalmente, a siderurgia de ferro-gusa, é considerada em Minas Gerais um setor dinamizador da economia nacional", destaca Wagner Soares Costa, gerente de Meio Ambiente do Sistema da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). "O estado já possui tradição da siderurgia a carvão vegetal", completa.

Estimular a produção de carvão vegetal e o desenvolvimento do setor siderúrgico está relacionado com o aumento da competitividade da indústria mineira e, consequentemente, com a melhoria da economia do estado nacional, explica o gerente de Meio Ambiente do Sistema FIEMG, instituição com a qual o PNUD firmou Memorando de Entendimento para promover a siderurgia sustentável e sensibilizar a indústria sobre produção sustentável de ferro-gusa, aço e ferroligas.

"Minas Gerais é a maior base florestal do Brasil, e um dos produtos dessa base é o carvão vegetal de florestas plantadas. O Estado é o maior produtor mundial de carvão vegetal", afirma a presidente da Associação Mineira de Sivicultura (AMS), Adriana Maugeri. Minas Gerais abriga também a maior produção siderúrgica a carvão vegetal.

O assessor de relações internacionais do Governo de Minas Gerais, Pedro Braga, destaca, igualmente, a importância do Estado no contexto do carvão vegetal: "Minas Gerais tem um histórico muito importante nessa produção do carvão vegetal e, por isso, faz muito sentido nos juntarmos a atores de grande importância nesse projeto".

O Projeto Siderurgia Sustentável incetiva que as empresas desenvolvam tecnologias que contribuam para a redução de emissão de gases de efeito estufa. "A nossa motivação é o fato de existir um programa que valoriza a redução de emissão de gases de efeito estufa e, com isso, gere um incentivo para investir e para operar tecnologias mais limpas e mais sustentáveis", destaca o diretor da PlantarCarbon. Ele celebra que o projeto possibilitou à empresa investir em “um novo ciclo de inovação, com novos fornos de carbonização e novos processos mais eficientes no ponto de vista de emissão de gases de efeito estufa".

O pequeno produtor
"O contexto onde se insere os pequenos produtores é sensível e, por isso, esse público é prioridade para os investimentos do Projeto Siderurgia Sustentável",
analisa a ex-gerente de projetos do PNUD Brasil, Patrícia Benthien.

De acordo com o doutor em Ciência Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Danilo Donato, "atualmente, a maior parte da produção de carvão vegetal no Brasil é feita por pequenos e médios produtores. E essa produção é feita sem nenhum mecanismo de queima dos gases e com baixa eficiência na conversão da madeira em carvão vegetal".

No âmbito do projeto, o PNUD une esforços com os governos federal e estadual, e também com o SEBRAE MG, com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), com o Sistema FAEMG, do qual faz parte o SENAR MG, bem como com outros parceiros da sociedade civil, universidades, iniciativas públicas e privadas, para encontrar as melhores práticas e tecnologias para a produção do carvão vegetal do pequeno e médio produtor.

"Apesar de existirem várias tecnologias de melhoria na eficiência do processo da produção do carvão vegetal, a maior parte dessas tecnologias não é voltada para a realidade do pequeno produtor", explica o representante da UFV. Nesse contexto, a universidade desenvolveu um modelo para a produção do carvão vegetal: o sistema fornos-fornalha, uma fornalha e uma chaminé acopladas a quatro fornos, que, além de aumentarem o rendimento da conversão da madeira em carvão vegetal, queimam os gases gerados durante o processo.

O projeto construiu uma unidade demonstrativa de produção de carvão vegetal utilizando a tecnologia desenvolvida pela UFV na cidade de Lamim (MG). O assessor técnico da Coordenação-Geral de Energia e Desenvolvimento Sustentável do MDIC, João Pignataro Pereira, destaca sua importância. "A unidade demonstrativa é uma etapa fundamental para que as teorias seja comprovadas e para que se realize um exercício em campo para sabermos como os fornos se comportam".

"O Projeto Siderurgia Sustentável apoia o desenvolvimento da produção do carvão vegetal no Brasil, para que o pequeno produtor possa produzir o carvão de forma mais eficiente e, acima de tudo, sem gerar poluentes para atmosfera, o que é possível por meio da queima dos gases gerados durante o processo", destaca o doutor da UFV.

O produtor de carvão vegetal selecionado pelo projeto Siderurgia Sustentável para hospedar a Unidade Demonstrativa de produção de carvão vegetal sustentável, Amador Reis de Mato, conta sua experiência. "Esse sistema é mais prático. O forno esfria mais rápido e fica mais fácil de trabalhar. E o forno consegue queimar a fumaça [gases poluentes], que é muito importante. Nos outros sistemas, a fumaça que sai queima o pasto e seca tudo".

"Quem trabalha na roça, sabe que não é fácil. E esse sistema é melhor, mais fácil de trabalhar", afirma o produtor de carvão vegetal, sobre a tecnologia desenvolvida pela UFV e implementada pelo Projeto Siderurgia Sustentável.

"Acreditamos que o projeto traz melhores condições de trabalho, uma possibilidade de uma produção mais sustentável e também geração de renda para os pequenos produtores", completa a ex-gerente de projetos do PNUD.

A experiência e o sucesso não se restringem ao produtor local. O projeto busca fortalecer tanto a base tecnológica, com apoio à pesquisa e à inovação, como a capacitação dos produtores para a produção sustentável de carvão vegetal.

"Um dos principais objetivos, além do desenvolvimento de novas tecnologias para a carbonização, é a difusão das tecnologias mais eficientes já existentes, com a adoção delas pelos pequenos, médios e grandes produtores", explica o responsável pela área de bioenergia, biocombustível, transporte e saneamento do MCTIC, Gustavo Ramos.

A Unidade Demonstrativa da Zona da Mata mineira receberá desde os pequenos produtores até servidores públicos, além de multiplicadores da Emater-MG e do SENAR MG, para treinamentos e capacitações. "A capacitação profissional e a difusão tenológica vem ao encontro da necessidade do produtor. O projeto proporciona ao produtor rural uma oportunidade de otimizar a produção e agregar valor ao produto", pontua o analista de formação profissional rural do SENAR MG, Harrison Belico.

Outro parceiro do Siderurgia Sustentável é o SEBRAE MG, que tem apoiado o desenvolvimento do estudo da viabilidade do negócio. "Entendemos que o projeto traz para os pequenos produtores uma tecnologia nova e uma tecnologia que dá a ele mais rendimento, uma qualidade melhor de carvão e também melhora a renda", afirma a analista da instituição, Fabiana Vilela.

"A expectativa é realmente gerar um impacto positivo nos resultados desses produtores, tanto em termos de eficiência do rendimento dessa produção quanto na questão da redução dos gases de efeito de estufa gerados durante o processo produtivo", ressalta Gustavo Ramos, do MCTIC.

O projeto e a Agenda 2030
Como parte da Agenda 2030, as atividades do Projeto Siderurgia Sustentável se alinham aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os resultados contribuirão de maneira mais efetiva para o ODS 7 – Energia Limpa e Acessível; ODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico; ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura; ODS 12 – Consumo e Produção Sustentáveis; e ODS 13 – Ação contra a Mudança do Clima.

Os parceiros do projeto Siderurgia Sustentável
"Além de contribuir para o alcance de diversos ODS, ligados a temas como mudança do clima, trabalho decente e energia renovável, é um projeto que conseguimos articular diversos atores que estão hoje muito engajados na implementação", explica a então gerente de projetos do PNUD Brasil, Patrícia Benthien.

O Projeto Siderurgia Sustentável é implementado pelo PNUD, sob coordenação técnica do Ministério do Meio Ambiente e recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). Conta com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Governo do Estado de Minas Gerais. E tem a parceria e contribuições da Associação Mineira de Silvicultura, da Universidade Federal de Viçosa, do SEBRAE e do SENAR Minas, entre outros parceiros dos setores público, privado e sociedade civil. (Fonte: ONU Brasil)

segunda-feira, 2 de julho de 2018

ALERTA: ONU ALERTA PARA POLUIÇÃO DAS ÁGUAS POR ABUSO DE AGROTÓXICOS NO CAMPO


De acordo com a publicação da revista Exame (1ºde julho de 2018), a poluição causada por práticas agrícolas insustentáveis é um problema crescente mas frequentemente subestimado por formuladores de políticas e agricultores.

A ONU alerta que, ao alimentar o mundo e produzir uma imensa variedade de culturas, a agricultura responde por nada menos do que 70% do consumo mundial de água. Mas, ao mesmo tempo que depende desse recurso vital, a atividade também contribui para sua degradação.

A poluição hídrica causada por práticas agrícolas insustentáveis, marcadas pelo abuso de​ agrotóxicos, fertilizantes e outros produtos agroquímicos que escoam para rios, lagos e reservas subterrâneas, é um problema crescente em todo o mundo e frequentemente subestimado por formuladores de políticas e agricultores.

O alerta vem de um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Instituto Internacional de Gestão da Água divulgado na mesma semana em que uma comissão especial da Câmara aprovou o projeto que flexibiliza a Lei dos Agrotóxicos no Brasil, chamado por opositores de “PL do veneno”.

A publicação da FAO, intitulada “Mais pessoas, mais alimentos, água pior?” faz uma revisão da poluição hídrica causada por atividades agrícolas no mundo e exorta os governos a terem mais cautela no campo.

A agricultura moderna é responsável pela descarga de grandes quantidades de agrotóxicos, matéria orgânica e sedimentos em corpos hídricos. Essa poluição afeta bilhões de pessoas e gera custos anuais da ordem de bilhões de dólares, diz o estudo.

“A agricultura é o maior produtor de águas residuais, por volume, e o gado gera muito mais excrementos que os humanos. À medida que se intensificou o uso da terra, os países aumentaram enormemente o uso de pesticidas sintéticos, fertilizantes e outros insumos”, disseram Eduardo Mansur, diretor da divisão de terras e águas da FAO, e Claudia Sadoff, diretora-geral do instituto, na introdução do relatório.

“Apesar desses insumos terem ajudado a impulsionar a produção de alimentos, também deram lugar a ameaças ambientais, assim como a possíveis problemas de saúde humana.”

Os produtos de uso agrícola de maior preocupação são os pesticidas, nitratos em águas subterrâneas, vestígios de metais pesados e os chamados poluentes emergentes, que incluem antibióticos e genes resistentes a esses fármacos excretados pelo gado.

Segundo o estudo, desde 1960, o uso de fertilizantes sintéticos cresceu dez vezes, com as vendas globais de pesticidas aumentando de US$ 1 bilhão para US$ 35 bilhões por ano desde 1970.

Enquanto isso, a intensificação da produção pecuária, que triplicou a partir de então, trouxe a reboque antibióticos, vacinas e hormônios para crescimento que viajam das fazendas através da água.

Outro setor em expansão que demanda atenção, segundo o relatório, é a aquicultura — que se expandiu vinte vezes desde 1980 — e vem liberando quantidades cada vez maiores de excrementos de peixe, resíduos de ração, antibióticos e fungicidas na água. 

O que fazer?


Um desafio complexo como a poluição hídrica pela agricultura requer múltiplas respostas. Segundo a FAO, a maneira mais eficaz de mitigar a pressão sobre ecossistemas aquáticos é atenuar a poluição na fonte.

Políticas e incentivos que estimulem as pessoas a adotarem dietas mais sustentáveis ​​e limitem o aumento na demanda por alimentos com uma grande pegada ambiental, através, por exemplo, de impostos e subsídios, são caminhos apontados. No nível do consumidor, reduzir o desperdício de alimentos pode ajudar. Por ano, segundo a ONU, o mundo desperdiça cerca de um terço de tudo quanto é produzido no campo.

O estudo destaca ainda a importância de instrumentos regulatórios tradicionais, como padrões de qualidade da água, licenças de descarga de poluição, avaliações de impacto ambiental para certas atividades agrícolas e limites à comercialização e venda de produtos perigosos, entre outras intervenções voltadas às operações pecuárias, como a restauração de pastagens degradadas e o melhor gerenciamento das dietas dos animais, aditivos e medicamentos.(Fonte: EXAME)




quarta-feira, 22 de maio de 2013

ONU marca o Dia Internacional da Biodiversidade alertando sobre água

Demanda futura por água está sob risco

Tema desta ano é: Água e Biodiversidade; apenas uma pequena quantidade do recurso no planeta está disponível como água fresca; se padrões atuais forem mantidos, a demanda futura não será atendida.

As Nações Unidas comemoram, neste 22 de maio, o Dia Internacional da Biodiversidade, lançando um alerta sobre a situação da demanda futura pela água.

Em mensagem, o Secretário-Geral lembrou do tema deste ano: Água e Biodiversidade ao dizer que apesar da abundância do recurso, o planeta Terra conta apenas com uma pequena quantidade de água fresca.

Muitos Países

Em várias partes do mundo, a demanda por água ultrapassa o fornecimento, e a qualidade do recurso ainda é um problema em muitos países.

Ban lembrou que a biodiversidade e o ecossistema são fundamentais no alcance de uma visão de um mundo com água para todos. Ele citou ainda o papel das florestas que ajudam a regular a erosão do solo e proteger a qualidade e o fornecimento de água.

Quantidade e Qualidade

Para promover mais proteção, a Convenção sobre Diversidade Biológica emitiu um plano estratégico que vai até 2020 sobre o tema.

O Secretário-Geral da ONU lembrou os compromissos firmados durante a Rio + 20, no Rio de Janeiro, sobre a necessidade de se manter a quantidade e a qualidade da água em programas de governo.

Ele pediu aos países que ainda não ratificaram o Protocolo de Nagoia de acesso a recursos genéticos que o façam.

O tema do Dia Internacional da Biodiversidade foi escolhido para marcar o Ano Internacional de Cooperação da Água, comemorado durante todo 2013 (Fonte: Rádio ONU).

segunda-feira, 25 de março de 2013

Parque do Bom Menino com programação especial no Dia da Água‏


O Dia Mundial da Água foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no dia 22 de março de 1992. Para comemorar e refletir sobre a data, o Núcleo de Ambientação do Parque do Bom Menino realiza nesta sexta-feira (22), das 8h às 18h, uma série de atividades voltadas para a comunidade. São esperados cerca de mil participantes.

A programação oferece sessão de cinema, exposição e oficinas de reaproveito de resíduos. Será exibido o filme “Um plano para salvar o planeta” da Turma da Mônica e a exposição “Maquete da fonte (ciclo da água)”. As oficinas de reaproveitamento de resíduos vão trabalhar com a feitura de “borboletas”, “filtro de reaproveitamento de água de embalagem de mineral”, “porta lápis de jornal” e o brinquedo “vai e vem” de garrafa pet.

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior participará da programação. Ele vai assinar o decreto que institui o Parque do Bom Menino e o Parque da Quinta do Diamante como unidades de conservação ambiental. A partir desta mudança a Prefeitura de São Luís poderá captar recursos por meio do Ministério do Meio Ambiente.

“O objetivo principal desta medida é manter o foco no desenvolvimento de metas para a melhoria do ambiente. Queremos trabalhar a conservação da área do parque por meio do reflorestamento”, disse Anderson Seabra da Paixão, coordenador de Parques Urbanos.

Planeta Água

Dois terços do planeta Terra são formados por águas, mas somente cerca de 0,008% do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). Para agravar a situação grande parte das fontes como rios, lagos e represas está sendo contaminada pela ação predatória do homem. Governos de vários países expressam a preocupação com a possibilidade de faltar água para o consumo de grande parte da população mundial. E por isso, foi instituído o Dia Mundial da Água, para que as pessoas reflitam e criem medidas práticas para resolver o problema (Fonte: Prefeitura de São Luís).