QUEIMADAS NO MARANHÃO
Os institutos, a exemplo do
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Inpe, em parceria com órgãos como
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, realizam esta modalidade
de queimada para análise científica dos hectares e, a partir daí, criar
soluções do problema. O trabalho tem chancela da Justiça Federal e Estadual e
dos Ministérios Públicos Federal e Estadual. Segundo o setor de pesquisas do
Inpe, o objetivo destes estudos é a avaliação do impacto das queimadas na
atmosfera, na regeneração das florestas e no solo da Amazônia.
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente - Ibama, por meio do Prevfogo,
realiza o monitoramento dos focos de calor. A assessoria de imprensa do órgão
explica que são feitos o monitoramento diário e regular e o acompanhamento de
grandes operações de incêndios florestais. A primeira é realizada diariamente
pelo Núcleo de Pesquisa e Monitoramento e envolve consulta on-line à base de
dados de focos de calor, o BDQueimadas, disponibilizado pelo Inpe. Em certas
áreas, é elaborado um Boletim de Monitoramento. A segunda situação atua nos
incêndios de grande magnitude - Nível 3. É feita operação de combate com
observação diária da progressão do fogo e dos focos de calor na região. A
divulgação dessas informações é diária ou semanal.
No ranking dos principais focos de incêndios neste tipo de área estão as
reservas indígenas maranhenses de Bacurizinho (375) e Cana Brava (235). Das
unidades de conservação, o Maranhão corre riscos com o Parque Estadual de
Mirador, primeiro da lista com 192 focos detectados e em terceiro, a área de
proteção Upaon-Açu/Miritiba/Alto Parnaíba, com 103 focos mapeados. "O
fogo, na maioria das vezes, vem de fora da terra indígena, e os próprios índios
tentam controlá-lo. Muitas vezes, é por falta de pessoas para fazer esse
trabalho", diz Darlan Lopes, da Fundação Nacional do Índio - Funai de
Grajaú (MA), responsável pela reserva de Bacurizinho. Nos estados, o combate ao
fogo é feito por brigadistas das unidades ou por bombeiros. Nas áreas federais,
a tarefa é do Instituto Chico Mendes - ICMBio. Nas terras indígenas, pelo
Prevfogo, com apoio da Funai (Fonte:Ibama).
Veja abaixo os números:
210 Áreas de preservação do país já foram atingidas
por queimadas
3.643 Brigadistas foram contratados pelo Governo Federal
para combater os incêndios em 19 estados
375 Focos de queimadas já atingiram a reserva
indígena maranhense de Bacurizinho
235 Foi o número de queimadas registradas na
reserva indígena maranhense de Cana Brava
Geísa Batista
Analista de Comunicação
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