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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Queimadas têm causado impacto no sistema elétrico do Maranhão


QUEIMADAS NO MARANHÃO

 Os institutos, a exemplo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Inpe, em parceria com órgãos como Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, realizam esta modalidade de queimada para análise científica dos hectares e, a partir daí, criar soluções do problema. O trabalho tem chancela da Justiça Federal e Estadual e dos Ministérios Públicos Federal e Estadual. Segundo o setor de pesquisas do Inpe, o objetivo destes estudos é a avaliação do impacto das queimadas na atmosfera, na regeneração das florestas e no solo da Amazônia.

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente - Ibama, por meio do Prevfogo, realiza o monitoramento dos focos de calor. A assessoria de imprensa do órgão explica que são feitos o monitoramento diário e regular e o acompanhamento de grandes operações de incêndios florestais. A primeira é realizada diariamente pelo Núcleo de Pesquisa e Monitoramento e envolve consulta on-line à base de dados de focos de calor, o BDQueimadas, disponibilizado pelo Inpe. Em certas áreas, é elaborado um Boletim de Monitoramento. A segunda situação atua nos incêndios de grande magnitude - Nível 3. É feita operação de combate com observação diária da progressão do fogo e dos focos de calor na região. A divulgação dessas informações é diária ou semanal.

No ranking dos principais focos de incêndios neste tipo de área estão as reservas indígenas maranhenses de Bacurizinho (375) e Cana Brava (235). Das unidades de conservação, o Maranhão corre riscos com o Parque Estadual de Mirador, primeiro da lista com 192 focos detectados e em terceiro, a área de proteção Upaon-Açu/Miritiba/Alto Parnaíba, com 103 focos mapeados. "O fogo, na maioria das vezes, vem de fora da terra indígena, e os próprios índios tentam controlá-lo. Muitas vezes, é por falta de pessoas para fazer esse trabalho", diz Darlan Lopes, da Fundação Nacional do Índio - Funai de Grajaú (MA), responsável pela reserva de Bacurizinho. Nos estados, o combate ao fogo é feito por brigadistas das unidades ou por bombeiros. Nas áreas federais, a tarefa é do Instituto Chico Mendes - ICMBio. Nas terras indígenas, pelo Prevfogo, com apoio da Funai (Fonte:Ibama).

Veja abaixo os números:
210 Áreas de preservação do país já foram atingidas por queimadas
3.643 Brigadistas foram contratados pelo Governo Federal para combater os incêndios em 19 estados
375 Focos de queimadas já atingiram a reserva indígena maranhense de Bacurizinho
235 Foi o número de queimadas registradas na reserva indígena maranhense de Cana Brava

Geísa Batista
Analista de Comunicação

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