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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Assembleia aprova projeto que reconhece a Caatinga como patrimônio do Piauí


Assembleia Legislativa do PIAUÍ

O Projeto de Lei nº 113, de 22 de maio de 2012, de autoria da deputada estadual Liziê Coelho (PTB), que solicita o reconhecimento do bioma Caatinga como patrimônio do Piauí, foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado - Alepi, nesta terça-feira (4). Segundo a parlamentar, a Caatinga é o bioma genuinamente brasileiro que mais tem sofrido com o uso intempestivo dos seus recursos naturais, bem como com a falta de planos e projetos que garantam o desenvolvimento sustentável.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa - IBGE, dos 224 municípios piauienses, o total de 201 possuem áreas com a presença deste bioma, o que atende a 2.938.978 piauienses. “Só esse número já justificaria a necessidade do reconhecimento da Caatinga como patrimônio do Estado. Esse bioma é a principal fonte de rende e sobrevivência do sertanejo do nosso Estado”, disse.

Liziê Coelho explicou que com este reconhecimento, a caatinga terá uma maior visibilidade, o que contribuirá para atrair maiores investimentos do Governo Estadual e Federal. “Entre os diversos problemas enfrentados pela população que vive nesta região destacam-se o déficit de água, a falta de investimentos do Governo para garantir o uso racional dos recursos existentes nesta área”, comentou.

A parlamentar lembrou que a queima para o plantio da monocultura e a caça predatória representa uma grande ameaça para a Caatinga. “Mais da metade das áreas de caatinga foram devastadas pela ação do homem ou se encontram em processo de desertificação”, lembrou. A Câmara dos Deputados em Brasília possui duas propostas de emenda à Constituição (PEC 115/95 e 504/10), que pedem o reconhecimento da Caatinga como patrimônio nacional. “A aprovação desse projeto em Brasília irá representar uma conquista imensa para a região da caatinga. Esse é um bioma estratégico para a manutenção da biodiversidade do planeta, mas é frágil e suscetível às mudanças climáticas”, declarou (Fonte: AL/PI).


Geísa Batista
Analista de Comunicação

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